Abrigo

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⁠Boa tarde!

Que a tarde te traga a leveza que a manhã prometeu.
Que você encontre abrigo nas pequenas alegrias,
nos detalhes que passam desapercebidos,
mas aquecem o coração.
Que tudo o que for bonito te alcance,
bem devagarinho, feito abraço.

— Edna de Andrade

Tem dias ...
Que a nossa própria
alma nos pede
calma
carinho
abrigo
silêncio ...
É o momento em que
precisamos
fechar os olhos e
nos acariciar no
profundo
de nós .

E é por acreditar
que há
SER humano,
que ainda doo
a Paz que abrigo em mim!
Somente
quem doa o melhor de si,
abre espaço
para preencher-se
com sentimentos bons!
Isso é cres(cer),
é evolu(ir)!

27/11/2015

Amar
é encontrar abrigo
em outra alma
e desfrutar da sensação
de aconchego!

29/11/2015

Eu sou do partido dos abraços que cicatrizam corações partidos, que libertam almas e dão abrigo aos amores, que não mais sabiam amar.

Se além do amor existe a parceria, tudo floresce: o abraço se torna abrigo, o riso vira cura e a vida ganha leveza. Porque amar é bom, mas amar e caminhar juntos, lado a lado, é transformar o sentir em eternidade.

Não se cala o som do choro, o corpo é abrigo cansado, seca com os soluços.
Virão gritos, danos, o gosto amargo da perda.
É suportar o vazio onde antes havia um beijo.
Antes era: “Que seja infinito enquanto dure.”
A despedida não aceita poesia: ela é o fim do poema.

Amar é ser abrigo sem precisar trancar a porta.

Boa Esperança, nome antigo,
hoje Iara, luz do saber.
Em teus gestos encontrei abrigo,
aprendi a ler, rezar e escrever.


Benê Morais.

Abrigo no Vazio

A vida desfaz ilusões.
Cada saber
é uma pétala que cai.

O mundo não piora,
apenas o olhar
já não se deixa enganar.

A consciência pesa.
O fraco se esconde no cinismo,
o forte encontra repouso no silêncio.

Tudo passa.
Nada permanece.
O apego é veneno.

Quando tudo é máscara,
o silêncio é abrigo.
No vazio,
há paz.



Roberval Pedro Culpi

27/08/2025

Educar é fazer da palavra um abrigo.

Ontem, nós sabíamos um no outro.
Éramos um abrigo que se inventava em cada abraço, um mundo inteiro feito de pequenos gestos, de olhares que diziam mais que qualquer palavra.
Eu sabia o compasso da tua respiração e o teu sorriso sabia abrir todas as janelas do meu peito.
Fomos dois corpos dançando na mesma luz, fomos casa e tempestade, fogo e calmaria, fomos eternidades enquanto durou o instante.
Tudo em nós éramos grandes, urgente, como se o amor não soubesse esperar.
Mas o tempo, esse ladrão silencioso, foi apagando as luzes acesas em nós.


Primeiro, um beijo menos demorado.
Depois, um toque que se perdeu no caminho.
Até que um dia, sem perceber, paramos de procurar um ao outro na escuridão.


Hoje, caminhamos como dois desconhecidos com memórias brilhando nas mãos. O nosso amor, que já foi incêndio, agora é cinza que o vento leva devagar, e só resta o cheiro de fumaça na lembrança. Não houve briga, não houve grito, só o silêncio que cresce quando dois corações desaprendem a falar a mesma língua.


Te vejo de longe, e ainda reconheço o contorno do teu mundo, mas ele já não me pertence. O nosso caminho se cruza na memória, não mais na vida. E por mais que a saudade tente gritar, aprendi que não se chama de volta o que já se tornou passado.


Mesmo assim, quando fecho os olhos, ainda sinto o toque da tua mão no meu inverno, ouço o teu riso correndo pelo meu peito, vejo nós dois, imensos, construindo planos que nunca nasceram.


Ontem fomos universos. Hoje somos constelações distantes, cada estrela brilhando sozinha, lembrando que um dia fomos parte da mesma noite.


E, no fundo, é bonito e cruel perceber: há amores que não morrem, apenas se transformam em eternas lembranças que nos acendem por dentro toda a vez que a solidão sopra.

No abrigo das mãos, a confiança floresce e o amor protege."⁠

Deus é abrigo seguro e força que não falha, socorro imediato na aflição.
Quando tudo treme ao redor, a rocha permanece firme.
O Senhor é abrigo que não desmorona, é fortaleza que não se rende.
No dia mau, Ele se torna o escudo que o mal não atravessa.

Saber é transformar o desconhecido em abrigo.

Pai é abrigo, vento manso, calma em dia de aflição. É quem espera, sem alarde, de braços prontos e imenso coração.

Portugal a arder, mais um verão repetido,
Bombeiros voluntários sem descanso, sem abrigo.
Carros velhos, mangueiras rotas no caminho,
Mas são eles que seguram o país sozinho.


Enquanto isso, férias no estrangeiro,
Primeiro-ministro e presidente sem roteiro.
Na serra o povo luta contra o fogo verdadeiro,
Sem apoio, sem verba, só suor por inteiro.


[Refrão]


É o povo que apaga, não é o poder,
São vizinhos, bombeiros, que dão pra valer.
Do Minho ao Algarve, todos a sofrer,
E quem devia agir tá difícil de ver.


Nas aldeias a sirene não para de tocar,
Idosos a correr, casas prestes a queimar.
Falta água, falta gente, falta tudo no lugar,
Mas sobra coragem pra não abandonar.


Prometem milhões no parlamento a falar,
Mas no terreno é sempre o mesmo a faltar.
É sacrifício humano que não dá pra negar,
E cada chama acesa custa um lar pra salvar.


[Refrão]


É o povo que apaga, não é o poder,
São vizinhos, bombeiros, que dão pra valer.
Do Minho ao Algarve, todos a sofrer,
E quem devia agir tá difícil de ver.


Portugal resiste, mesmo a ser esquecido,
É força popular contra um Estado adormecido.
Entre cinzas e fumo, o retrato é sabido:
Quem salva a nação nunca foi protegido.


-

Querido Deus:
Que teu amor seja abrigo em cada passo e teu cuidado, presença constante em todos os dias. Que tua mão nos guie com ternura e tua luz nos ilumine.
Amém!

Nem todo silêncio é vazio, alguns são abrigo.

🌿 Poema 🌿

Não te chamo só de avó,
porque foste casa antes de eu saber
o que era abrigo.
Tuas mãos — costura do tempo —
eram mapas que ensinavam caminhos
mesmo quando o chão parecia sumir.

O silêncio da tua ausência
tem um peso de lençol dobrado,
daqueles que ainda guardam
o cheiro do sabão caseiro.
Às vezes, passo por uma rua
e juro ouvir teu chamado,
um eco que não se cansa
de procurar meu nome no vento.

Se a vida fosse justa,
terias ficado para ver
as flores que plantei do teu jeito:
enterrando a semente
como quem faz oração.
Mas agora as rego sozinha,
e cada gota que cai
é lágrima disfarçada de chuva.

Avó-mãe,
és raiz que não morre.
Tua falta não é vazio,
é presença espalhada —
no café que esfria devagar,
na cadeira que range sem peso,
no abraço que invento
quando fecho os olhos.

E se a eternidade existe,
sei que está nas tuas histórias
que se recusam a acabar.