Abandonado
Vazio
por mais que tente
por mais que faça
ainda não é
ainda não passa
ainda não consigo
ainda não alcancei
se tudo que te dissesse
fosse oq pensasse
não mudaria só isso
mudaria as fases
pensarias em frases
mudarias de rumo
a vida e um ciclo
que se quebra
que se muda
q te fere
arrogante e intrigado
sigo triste por demasiado
alcançado e despedaçado
mudado e enfeitiçado
sozinho e abandonado
não por eles
não por convés
não por elas
por si só
a alcunha de tristonho
o persegue a medida que sobe
a medida que machuca
a medida que não te passa
ó vida pq me julga
se te enalteço
se não posso
não irei
não farei
não conseguirei
sozinho desistirei
se rimo não penso
não ajo
sozinho existo.
Uma criança pobre, abandonada e
rejeitada foi indagada pelo juiz em
certa audiência:
– O que você quer ser na vida quando
crescer, menino?
– Quero ser juiz para cuidar das
crianças pobres! – respondeu a criança
pobre.
Quantas vezes desconstruímos a nossa vida por alguém que nos abandonou, mas esquecemos de amar quem nunca nos desampara, mesmo em dias difíceis, sempre esteve ao nosso lado.
Ah...
Essas conversas de botequim...
Sem princípios...
Sem meios ...
Sem fim...
Só gente e coisas...
Tudo misturado...
Com ares fétidos...
Com fumo e álcool...
Que matou?
Quem violou ?
Quem queimou e quebrou?
Os copos balançam...
No ritmo dos corpos...
As línguas enroladas...
Cadê o bom moço?
Algum homem digno de ser possuidor?
Do que é oferecido?
São assim o sol, a lua, as estrelas proibidos?
Escolham novos amantes...
Como tragam suas bebidas...
Bêbados...
Babando ...
Contando suas feridas...
O bom não é bom, a não ser
que mil coisas o possua...
Escondem a aflita dor...
No fundo dos copos das bebidas...
Uma certa quantidade de gente à procura...
Perdendo-se entre vozes altas e lamúrias...
Enquanto aparecem os poetas à procura...
De também esquecer suas desventuras...
Amor querido...
Quando teria eu interrompido esse sonho feliz?
Mesmo por ti abandonado...
Entre os ébrios...
Ainda te quero bem...
Olhe-me nos olhos...
E por favor...
Por favor...
Não vá embora...
Sandro Paschoal Nogueira
