A Vida nos Ensina

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⁠O Miséravel

Reclamas da miséria em tua jornada,
Confias ao destino a solução desejada.
Tolo sem noção, busca no céu compaixão,
Clamas por socorro, anseio em vão.

Levanta-te e prepara-te, então,
Para toda guerra, qualquer situação.
Problemas não são reais, são efêmeros,
Desafios surreais, supera-os sem medo.

Nunca desistas, voa como pipa livre,
Sem rota definida, mas ao céu se eleva.
Segue teus desejos, sem lamentar ou parar,
Assim, talvez, vencerás o jogo, sem hesitar.

Inserida por samuel_schoemberger

Lembra com saudades gostosas, e no coração vai sentindo como se um pião estivesse a rodar, girando, girando e girando em torno da sua vida. Saudade daquela manhã, quando o amor nasceu na gente. Daquela porção de filhos brincando em volta da gente. De ver, depois, os noetos, crecendo aos olhos da gente. Como andou depressa a vida, deixando pra trás a gente...

Inserida por AlessandroLoBianco

A história é semelhante a de uma rosa que reina em todo jardim. Perdido o viço é cortada e às folhas secas lançadas. É o seu destino e seu fim. Há muita gente vaidosa que vive assim como a rosa. Orvalhada de beleza, ao sol da fama e o som da beleza, sempre em capa de revistas, sem perder o cartaz. Mas, tal como tempo, é fugaz. E ao perder a mocidade, vai sozinha com a saudade, pro retiro da idade.

Inserida por AlessandroLoBianco

Quem viu daquela pedra o luar... Quem escutou aquele acorde... Se não voltar para ficar, marca encontro com a saudade. Do dividendo alegia, do divisor mocidade, resultou melancolia, que reduzida, também é saudade. Pode o sol nascer ao poente e haver mulher sem vaidade? O que não há certamente, é passar por lá e não levar saudade. As parcelas de paixão sentidas naquelas calçadas ou resultam decepção, ou mais uma vez somam saudade. E quem nega sentir saudade, fingindo ser diferente, ou nunca curtiu a vida de verdade, ou não diz bem o que sente. Constante nesta existência, eu vejo só em verdade a inevitável sequência: o moço, o velho e a saudade. Suplício do meu fadário, que me mata e me dá vida.

Inserida por AlessandroLoBianco

Experimentar e sentir tudo na vida, mesmo que sejam sentimentos e coisas que não gostaríamos de experimentar e sentir, tudo é bom. É bom porque as coisas ruins nos ensinam a viver, enquanto as coisas boas nos mantém vivos e alegres. A vida é assim mesmo; nesse jardim, algumas flores são colhidas cedo demais e vão pra vitrine, outras nem tanto, e outras apodrecem no mesmo lugar, pétala por pétala; Aprende mais quem descobre logo que o mundo não é azul de bolinhas brancas; que papai noel não existe; que nem todo mundo é tão legal quanto parece ser; que amigos às vezes só aparecem, de fato, quando querem coisas; que as nuvens não são de algodão; que um sorriso nem sempre é verdadeiro, que uma má interpretação de você pode se tornar um problema eterno para alguém, sem que isso tenha o menor motivo ou faça qualquer sentido; que não é porque beijou que está amando; que você não pode voar; que não é chorando que se resolve; que você nunca terá como adivinhar as coisas com exatidão; que muitos sonhos são ilusões; e que as únicas pessoas que confiamos não são ou não foram imortais. Receber com a mesma naturalidade a derrota e a vitória, o acerto e o erro, a perda e os ganhos, o trinfo e a queda, deve ser a principal dica para saber, um dia, lidar com a morte. Deve ser isso, por aí... Por isso, aprender agora a enxergar dias lindos mesmo com as nuvens carregadas é essencial. Olhar no espelho e perceber que o espelho não está quebrado, pois um espelho quebrado não reflete a mesma imagem. E aí se tocar e perceber quem é você! Observar a sua volta, pelo reflexo desse mesmo espelho, e ser capaz de ver não só as paredes, mas também as pontes. Ou visualizar aquelas que você deseja e pode construir. E se for preciso, construa por cima dos viadutos que não vão te levar onde você quer ir. Você só vai precisar de mais material e mais mão de obra. Pensar que de todas as suas grandes conquistas, algumas podem ter nascido da necessidade de se renovar e reinventar.... Há sempre uma maneira sublime de se levantar, mesmo com uma dor permanente. A pessoa que vive no mundo real não carrega só alegria, leva dor também. E quem não sabe carregar a sua dor, deve aprender. Aprender e ter consciência do fatalismo, para não fazer do fatal um sofrimento eterno. Você pode transformar a dor em lembrança. Vai estar sempre ali, mas só enquanto você estiver pensando nela. Há sim, também, uma covardia dentro da gente, que devemos superar, para encarar mudanças. É medo do insucesso que faz você não ir atrás dos seus sonhos. E medo gera sintoma físico! A última vez que achei que tinha algum problema e fui no cardiologista, depois de algumas perguntas e respostas, o médico riu pra caramba, e disse que eu não tinha nada; me deu um talãozinho azul pra comprar Rivotril... que eu joguei na primeira lixeira que vi do lado da porta do elevador, ainda no andar do consultório. Porque entendi que eu estava mesmo era preocupado, com medo... Joguei fora porque percebi que ninguém havia dito que o medo de perder nos impede de ganhar. Nos preocupar é parte de um processo de melhora. Ter medo também. Será que vai dar certo? O que realmente devemos fazer? O que é preciso fazer para que dê certo? E eu achando que estava infartando em alguns momentos do dia, mas era só preocupação... Mas, talvez, se a gente já tivesse todas essas respostas, não haveriam surpresas. O principal é ter coragem, no momento das dificuldades, para tomar decisões. E tomar decisões rápidas para não ficar à deriva. Por que aí não é nada legal mesmo. Se serão decisões certas ou erradas, o importante é tomá-las. E se não forem, perceba que, às vezes, é preciso de mais tempo e espaço para cometer erros. Uma vez escutei uma música que falava disso; uma pessoa que saía de casa para cometer mais erros, pois ali não estava aprendendo o suficiente com eles. Era uma música americana, country, mas a letra chamou a minha atenção por isso... Enfim, blá, blá, blá... Numa época de crise em que todos choram, há sempre alguém que se lembra de fabricar lençóis. Por que será?

Inserida por AlessandroLoBianco

Desfilaram neste carnaval com todo o seu colorido, mas sem maquiagens. Com seus tiques. Na passarela cristalina da via pública. Na ribalta das ruas, o grande karaoke das cidades. Parece estarmos vendo o reclame do circo na nossa infância já tão longe, quando os palhaços, saltitando pelas delegacias, interrogavam as crianças com roupas espetaculares. Hoje tem espetáculo? Tem sim senhor... Nossas ruas mal cuidadas e nossas praças irreverentemente autografadas com pardais. Há reis e rainhas corruptos neste carnaval. Há também, para termos os reis e as rainhas, peões; Peões lavrados em marfim, como num bizantino tabuleiro de xadrez. Mas, por trás das fantasias da ala dos peões, parecidas com peças de marfim, o que se vê são peças como se fora barro bíblico da criação, a fim de plasmar calungas para promover um desfile para a posteridade. A "paradinha" da bateria para o povo, ora a alegrar, chegou triste, sem cobrar aplausos dos espectadores.

Inserida por AlessandroLoBianco

No dia das crianças, uma auto-reflexão da minha infância: retardado mental, inofensivo, brincalhão, debochado; quando bem pequeno, montava no cabo de vassoura no quintal da casa do meu avô, e imaginava ser um cavalo. Assim, quando ia com ele no mercado, galopeava pelas ruas da Vital Brasil, parando em frente ao barzinho de esquina, na subida da rua Senador Vergueiro, quando iniciava um show fazendo meu cavalo relinchar, de modo que o cabo da vassoura, por várias vezes, atingia as pernas dos que estavam por perto, enquanto meu avô pedia desculpas rindo. Quando isso acontecia, meu avô, mais debochado do que eu, olhava para a pessoa e ainda fingia que estava dando uma chicotada no meu cavalo imaginário para o atingido ver, o que me deixava transtornado. Não se bate em animais. Meu cavalo fez época e o nome dele era Araraboia. Meu avô entrava na minha viagem. Quando eu pegava a vassoura, ele colava umas fitas de Senhor do Bonfim que tinha a rodo naquela época colorindo o cabo inteiro, No meu peito, colocava medalhas de santos e broches de clubes. Eram as medalhas das guerras que haviam me condecorado. A distância máxima que percorri com meu cavalo foi da Vital Brasil até a Moreira César, em Icaraí. Na volta, pegamos um táxi e perdeu a graça. Uma vez, meu avô foi jogar carta com os amigos no quintal. Estava assistindo televisão. Ele passou, apertou o botão da tv rindo, e perguntou onde estava Arariboia. Respondi que não queria mais montar naquele cavalo. Disse que havia crescido. Ostentei na cara do velho! Ele então me respondeu que já era velho, mas que mesmo assim o que mais lhe impressionava no meu cavalo, naquele momento, era o rosto. Segundo ele, a impressão que dava naquela manhã era que estava inchado. Disse que os poucos dentes estavam cariados e sujos, e que, certamente, só a piscina do quintal, naquele dia de sol, poderia esbranquiçar os dentes do bicho. De repente, começou a dizer que dos cantos da boca do meu cavalo escorria uma "baba bovina" que ele estava limpando com as patas manchando o sofá da sala. Disse que o animal estava no canto da sala ruminando lembranças de quando eu era pequeno. Disse ainda que o som que meu cavalo emitia naquele instante, como uma espécia de ronco, contínuo, monótono, eram como pedaços de músicas esquecidas, mas que muitas crianças queriam cantar. Na época, não entendi essa frase, mas lembro bem dela. Disse que já estava escutando esse ronco do cavalo que durava duas horas, dando a impressão de que ele estava morrendo. Perguntei como, sem perceber que estava entrando na onda dele, e ele respondeu que parecia um peixe no chão se debatendo e abrindo os brônquios: foi então que, meio descompassado com a interpretação realística do meu avô, avistei a piscina da sala, o tal Oásis que ele dizia ser capaz de ressuscitar o Arariboia. Quando saí da sala com a vassoura, a velharada amiga do meu avô gritava em coro: "pule com ele na água, pule com ele! E Tchibum, me joguei na piscina e depois avistei meu avô vindo atrás e jogando na água todos os broches e tudo mais. Fiquei ali enquanto eles jogavam carteado por mais de três horas. Rolou um churrascão. Isso tudo pra dizer (pra quem tem filho pequeno é mais fácil) que nossos cavalos vivem dentro de nós o tempo inteiro, mas asilados nos abrigos e cocheiras da idade, das dores, das dificuldades. A idade só nos faz tirar a "montaria" do cabo de vassoura. Acalma-nos, porém, o espírito... O amor, o tempo leva...

Inserida por AlessandroLoBianco

No meio de tanta injustiça e desigualdade social, os pobres têm, ao menos, uma graça, uma vantagem em relação aos ricos: saber quem são seus amigos de verdade.

Inserida por AlessandroLoBianco

Sempre achei que uma palavra de elogio fizesse bem à saúde. Que pequenos gestos mudassem situações até então imutáveis. Que o julgamento alheio não é importante. Que devemos ser adolescentes a vida inteira e, o máximo que der, regredir até a infância com nossos filhos novamente. Que isso é a melhor maneira de renascer. Que amor não se cobra que não é cobre. Que amor não se pede que não é peça. Que amor se chama porque é chama. E que tudo que é muito diferente incomoda tudo que é muito igual.

Inserida por AlessandroLoBianco

Tô trocando gente chata por vinho...

Inserida por AlessandroLoBianco

Quanto mais escuro o mundo fica, mais pontos de luz irão surgir... mirem neles!

Inserida por AlessandroLoBianco

Um menino que era mais velho e que me enfiava a porrada todo dia na 2º série do colégio acabou de me atender no Burguer King de Botafogo. Deus é justo

Inserida por AlessandroLoBianco

Meia hora de música e um milhão de lembranças...

Inserida por AlessandroLoBianco

Reflexivo nesta existência, vejo só em verdade a inevitável sequência: o moço, o velho e a saudade

Inserida por AlessandroLoBianco

Na dúvida não use vírgulas. Use pontos.

Inserida por AlessandroLoBianco

Solidão; barco vazio que passa estacionado. Sozinho à espera de... Com sentido e sem ninguém. Solidão. Vida lenta. Vive mais tempo e devagar. Finais de semana longos como semanas.Televisão; lê; escreve; acesso à rede. Não é orgulho. Razão interior. Consciência. Não se vende. Pode se render. Se rende.Peso da dor. Tombou. Caiu no chão. Não levantou. Acordou. Ali, a pedra. Peso. Saiu dali. Rastejou. Passado. Presente na lembrança. Fora do futuro. Solidão.

Inserida por AlessandroLoBianco

Entrei no elevador e vi você. O andar foi subindo. Meu coração também. A porta abriu. Saímos. Nem imagino para onde você foi, onde está agora. Na verdade, já te esqueci, assim como desfiz as malas. Esse foi o único momento em que amei alguém que não conheci. Ali acreditei em amor a primeira vista, mas vi que não necessariamente ele tinha uma conexão com o destino, apenas com o acaso. Não ficamos juntos. Não sabemos a nossa história no infinito de possibilidades em que teremos que passar.

Inserida por AlessandroLoBianco

Estórias são equipamentos para a vida, muitas vezes de esperança.

Inserida por AlessandroLoBianco

A ficção da à vida sua forma.

Inserida por AlessandroLoBianco

Sou levado, sou enrolado, sou eu até onde bater mais forte. Na encosta me encosto, e fico feito barco parado à beira-mar. Um navio inexistente, apagado, feito arco de harpa velha em depósito alojado à mostra para o que já não é mais. Foi-se o dia, foi-se o som, foram-se notas. O som parou e agora virou plateia.

Inserida por AlessandroLoBianco