A Verdade de cada um Pirandello
“Num mundo em que tudo muda velozmente, conceitos, padrões, perspectivas… Fica cada vez mais difícil encontrar pessoas sensíveis que conseguem enxergar o que há de sublime nas pessoas, nos lugares…”
Ney Paula B.
Parece me ainda muito difícil conseguir ver a alma de cada cor no meio da natureza das cores. Seria como saber desde o inicio o que só se aprende com muito tempo de vivencia no garimpo, que diante dos diamantes brutos, in natura, mais escuros serão aqueles que depois de lapidados darão as gemas mais brancas, melhores cristalizadas e mais puras.
A cada novo aniversário ficamos felizes pois renova-se em vida novas oportunidades para darmos mais amor a muitos outros na pequena centelha do tanto que temos pra agradecer.
Cada qual eleito tem a difícil arte de governar para o povo e ao mesmo tempo atender os compromissos feitos em campanha junto a alguns empresários tubarões e as alianças no pluripartidarismos.
Com falência familiar tradicional, cada vez mais os filhos, não são nossos filhos mas crianças do mundo que crescem entre seus próprios erros, acertos, entendimentos e caminhos.
A cada aniversario não envelhecemos. Os beijos voam cada vez mais alto a nossa volta, ouvimos menos conselhos importantes e falamos bem menos. Cada vez menos nos sentindo figura e sendo pelas sombras e pelas sobras, o fundo.
Cada grupo indígena brasileiro, tem mesmo que remanescente sua própria região, agricultura, alimentação, cultura, linguagem, mitologia e espiritualidade. Contudo todo o processo civilizatório até hoje ora governo e religioso, destruiu as suas verdadeiras identidades. Sendo assim, hoje cabe ao governo federal resgatar antigas praticas ancestrais, profissionalizar os mais novos cidadãos indígenas para que o jovens possam retornar aos seus locais de origens, mais preparados e resgatando suas verdadeiras e originais identidades.
Aprendi com grandes mestres, o grande objetivo da vida... a cada dia aprender mais e entender mais, sobretudo com os invisíveis e humildes. Caminhar entre lugares novos e conforme envelhecermos, a cada dia exercer a difícil tarefa, de ser e ter menos, no preparativo pleno para a eternidade.
A cada manhã entre a primeira oração, uma palavra de carinho para a vida, em todos universos visíveis e invisíveis que me rodeiam.
O crescimento da polarização politica na sociedade brasileira agrava cada vez mais a distancia no comportamento de rebanho marginal e dos personalistas do trabalho. Os esquemas corruptos milionários noticiados diariamente, recebendo por mérito a impunidade, incentiva, envolve e repercute diretamente no topo, no meio e na parte mais baixa e criminalizada da pirâmide social da sociedade nas periferias, nas comunidades e guetos dos invisíveis sem oportunidades, locais onde o poder publico e estatal, não mais entra e muito menos gere. O sistema agoniza frente as sucessivas depredações e barbáries dos grupos teleguiados pelos donos do poder e o estado lucrativo legitimizado, pré candidato fala manso e observa engaiolado a distancia, sem nada eminente a fazer. Afinal o sistema não mais está doente, agoniza os seus últimos suspiros diante da morte. Nem certo e nem errado, os amotinados bradam " nos vamos invadir suas praias."
Não há nada mais rentável no Brasil que as seitas fundadas pelos Mercadores de Fé. Cada vez mais distantes do original evangelho, promovem a multidão, a união dos desesperados que por interseção do conjunto na mesma vocação, desabrocham incontáveis milagres.
Chegou o tempo onde os letrados passaram a ter duvidas mas os imbecis e ignorantes cada vez mais certezas.
A cada dia que saio pela vida, gosto de me sentir menos. Menos errante, menos importante, menos vaidoso, menos letrado, menos isolado, menos tristonho, espalhando sorrisos de alegria sem temores. A minha liberdade constitui em ser mais uma das incontáveis criaturas bem mais importantes do que eu que habitam este universo neste momento.
A alma é circuncisa a fenomenologia existencial de cada corpo físico mas o espirito é eterno e livre, parte indivisível do todo que sempre existe.
O analfabetismo de arte é cada vez mais crescente no mercado de arte, de leilão e das galerias de arte em geral no Brasil. Na sua grande maioria, são comerciantes vendedores despreparados que só sabem ler a assinatura típica do artista, pagar barato e vender. Qualquer mudança na tipicidade obvia das obras, eles se amedrontam, afinal não conhecem nada de arte e cultura. Se o artista assinar por monograma ou fizer outra assinatura, mesmo diante uma composição típica, eles se afastam e depreciam a boa obra como se fosse duvidosa.
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