A Verdade de cada um Pirandello
Não tente viver antes da hora
Não queira morrer antes do tempo
Pra cada momento há o dia certo
Acerte
Sendo honesto consigo mesmo
Antes de tentar ser correto com Deus
E desista de abraçar o mundo
Seus braços não são tão longos
Porém eles são suficientes
Para abraçar todos aqueles
Que fazem parte do seu dia
A cada instante
Reconcilia-te com teu irmão
Antes de fazer a tua oferta
Oferece um pouco de você mesmo
A quem precisar da tua ajuda
É isso que muda o mundo
E é esse o melhor presente
Imagine
Que depois de todos os abraços
todos os braços juntos
Poderão, sim
Um dia abraçar o mundo
Edson Ricardo Paiva
Hoje
Há cada vez mais registros
e cada vez menos história
As Pessoas viajam mais
E se aproximam cada vez menos
Estudam cada vez mais
e sabem cada vez menos
Ficam cada vez mais bonitas
e tem o seu interior
A cada dia mais vazio
A cada dia há mais poetas
E menos poesia
Quanto mais se sabe
Menos se conhece
Quanto mais idiomas aprendem
Menos elas se entendem
Quanto mais religiões existem
Mais distantes de Deus elas ficam
Quanto mais pretendem
Ser livres para amar
Menos amadas são
Quanto mais dinheiro tem
Mais pobres elas se tornam
Vivem cada vez mais
Vivem cada vez menos
Edson Ricardo Paiva
Cada dia que amanhece
Cada nova oportunidade
Cada velho pensamento
Que surge novamente
Porém, dessa vez ele vem
Melhorado, fortalecido
Ornamentado
pelas cores, agora mais vivas
Pois milagres sempre vem
e acontecem na noite calada
E assim que o dia clareia
Não existem mentiras
ou meias-verdades
Que possam ter sobrevivido
O orvalho nas folhas
O canto dos pássaros
A luz do Sol reluzindo
e imediatamente decantado
nos menores grãos de areia
A paz do silêncio
É o próprio ruido da paz
Quando a paz faz ruido
Tudo mais, sem que nada mande
Cresce, se expande e faz sentido
Assim, como a luz de um par de olhos
Muda a vida da gente
muito repentinamente
dá vontade de olhar para eles
de novo e de novo
Repetidamente
A cada dia que amanhece
E pedir para eles
Que nunca me neguem
A nova oportunidade
de poder sempre melhorar
a cada velho pensamento
renovado e ainda mais iluminado
a cada novo amanhecer
Pois uma nova esperança há de surgir
Juntamente com o brilhar
de um novo dia.
Edson Ricardo Paiva
Se você quiser pedir-me algo
Te peço que não me peça
Pra que eu te explique nada
A cada dia que nasce
Pode haver somente
Um amor que a cada dia
Apenas cresce
Quando a gente se esquece
de tentar entender o passado
Então te peço que me peça
O impossível
E somente amor infinito
Não me peça pra que eu mude
Qualquer coisa a respeito
daquilo que está escrito
E escreva junto comigo
Um poema mais bonito
Me ajude a fazer da vida
Poesia somente
E a cada dia mais concreta
Não me faça sonhar contigo
Abandonemos nos nossos passados
Tantos sonhos perdidos e esquecidos
Aqueles sonhados erroneamente
A gente pode somente
Transformar tudo em verdade
e descobrir
Que pode sim, existir
Um jeito certo de pedir
Pra que eu te traga uma montanha
Enquanto me trazes estrelas
Façamos as pazes com a vida
E então, nós dois
a sós
Poderemos construir
Outra vida
Só pra nós.
Edson Ricardo Paiva.
Bom mesmo deve ser
Não ser e nem existir
Havendo assim
A alegria de ser o imenso nada
Cada qual sem outro igual
Sem história
Memória
Alma à venda
Condenada
Perdida ou achada
Bom mesmo deve ser
Não ser
Aquele que não sabe
Melhor ainda deve ser
Ser
Aquele que de nada quer saber
Saber do nada
Cada qual assim
Nem bom
Nem mal
Melhor
Pior
Igual
E mais nada
Além do nada
Que somos
Perdidos no espaço
Tempo e vida
Bom mesmo seria
Ter sido
Aquilo que a vida
Jamais permitiu que fôssemos
Por que será
Que cada coisa
Precisou ser assim ?
Bom mesmo seria
Que no lugar
Dessas falsas alegrias
Vividas nesta vida sem sentido
Que a vida
Não tivesse trazido nada
E o tempo não tivesse
Traduzido
Tanto
Nisto
Nisto tudo
Que por enquanto
Não passou de nada
Bom mesmo seria
Que o tempo, o espaço e a vida
Não tivessem traduzido
Tudo isso do qual não se esquece
Que bom seria
Se não tivesse havido
Nada
Edson Ricardo Paiva.
Viva a vida
Enquanto a vida acontecer
Agradecendo aos invernos
E também a cada deserto
Que teu coração suportar
Pois sua vida está sendo escrita
Não busque amparo em promessas
Palavras bonitas são só palavras
O dia de hoje, ontem, amanhã será
É assim que se vive a vida
Então, simplesmente viva
A tudo aquilo que germina
Oculto pela transparência
Da beleza fina do cristal
Pois tanto mal quanto bem
Vem bater à tua porta
A cara verdadeira de tudo
Está sempre escondida
Viva a vida
E a magia da ilusão desmedida
Cada coração se fecha
Na medida que os olhos se abrirem
Deixa a vida correr
Pois toda a vida é uma ilusão
Exceto os olhares vivos
Olhares da vida
Tão perdida quanto todos nós
Cada passo dado
Escondido pela pedraria
A revestir o pó dessa estrada
Na alternância entre luz e treva
Viva cada dia dessa vida
Um dia, dessa vida, não se leva nada
Todo dia, nada resta.
Edson Ricardo Paiva
Por cada porta
Creia
Existe ...sim, a opção
De deixar ou não
O melhor lugar que existe
Pra guardar a paz em segredo
Coração, que se leva
E medo também
Ninguém poderá jamais
Buscar noutro lugar
O oposto
Ao que existe em si mesmo
A paz ausente estava lá
E em nenhum lugar do mundo
Jamais achará
Se não tiver
As distâncias conflituosas
Uma dose de algo que foi de graça
Não há dinheiro
Que faça voltar agora
Chora o coração, sem paz
Se perdeu ao passar pela porta
O caminho era outro
Volta a escuridão da noite
Apesar da Lua e as estrelas
Muito além de tudo isso
De vez em quando e eternamente
Pense que jamais vai vê-la
Um traço tortuoso
Uma pedra lançada
Pedaço bonito
do tempo que passou
E se perdeu
Assim prossegue a vida.
Edson Ricardo Paiva.
Cada coisa em seu lugar
Pois, cada qual tem seu tempo
Somente a dor não tem par
Mas pro erro, há comparação
A todo mal, seu lamento
Lentamente
A folha amarela no outono
O plano antigo de viagem
A chance de ir lá
E ter como certo a miragem
O vazio do deserto
Anda propenso a estar por perto
Penso, que apesar de imenso e frio
É um lugar que não me cabe
A própria vida que se sabe
Uma ilusão
Olhares pra além do horizonte
Além de horizontes, verão
Há, pra cada espera, o momento
Cada flecha lançada, aflição
Para todas escolhas, colheita
A doçura do mel, talvez não
Para toda falsa luz
Existe a sombra da verdade
E, pra toda liberdade, uma prisão
O alento é na outra estação
Quiça, cada luz tem seu Sol.
À boca de meias-verdades
Um ouvinte que se foi
A batalha que você não vence
Era sua e sequer lhe pertence
Na página seguinte
Todas as imagens belas
Mas alheias
A cada mar o seu vento
E pra toda nau sincera
Procela, escuridão, a vela sem direção
À goteira, o telhado que não desabou
O ás do baralho perdido
O curinga que se esconde ao lado
A palavra que faltou
O desconto no mercado
As fases da Lua
Para a frase o ponto final.
Nuances de uma mesma face
A escada que ninguém galgou
Estrada pouco iluminada
O lugar da partida, o adeus
No cume de qualquer montanha
Há o início da descida
No passado de qualquer memória
Vaga lento um vaga-lume
Num canto esquecido, uma noite qualquer
Mas o tempo vai trazer dezembros
Para tantos janeiros quanto houver.
Edson Ricardo Paiva.
Não sei dizer quase nada
Sobre a beleza da vida
Também não sei falar de tristeza
Cada dor habita um dia
E mesmo que a dor seja dor
Ele sempre evita
Doer além do permitido
Pra que assim ninguém perceba
O corte, a ferida, a quase morte
Que permite transformar a vida
Em quase vida
Não sei dizer nada também
Sobre a beleza de uma quase vida
Também não sei falar de alegria
Cada riso habita um dia
Mas o riso jamais evita
Alegrar além do permitido
Pra que assim a gente perceba
O corte que sara
A dor que cicatriza
A alma que não se vendeu,
Jamais se entrega
E se nega
A prosseguir vivendo a quase vida
Pois sabe o valor que existe
Na simplicidade do dia que corre
O dia é um lugar no tempo
Onde a alma que se diz insatisfeita
Rejeita a alegria pequena
Porque quer sentir-se plena
Quando "plena" é plenamente
Uma palavra sem sentido, que a escraviza
E morre, sem fazer nenhum ruído.
Edson Ricardo Paiva.
Difícil!
E tem sido a cada dia
Mais difícil vislumbrar
Vida inteligente nesta vida
Salvo parcos resquícios
De quem queira ver
E quando olhar no espelho
Iníquo
Ver-se
Tendo em vista
Ser todo sentido da vida
Avesso a qualquer conquista
Pois a lista de batalhas a vencer-se
Resume-se a si mesmo
Porque é este o motivo de estar aqui
E vivo
Porquanto é o mais duro oponente
O próprio orgulho
Que uma vez vencido
Por si mesmo
O ego
Fatalmente haverá perdido
Anular-se
Sem jamais aniquilar-se por completo
Vida, batalha perdida
Uma vez que se perdeu
Vencida
Porém
Conforme o poema discorria
Por um momento observou-se
Inócuo
A quantidade de pronomes oblíquos
Em detrimento aos do caso reto
Nem mesmo o poema
Tampouco o poeta
O dito pelo não dito
Movimento inerte
Inertes qual suas conquistas
Contemplando seus espelhos
Sem jamais serem vistos.
Edson Ricardo Paiva.
Como bolhas de sabão.
Em cada momento da vida
Atento ou desapercebido
Em cada silêncio, em cada ruido
Faça ou não, sentido
No raio que o Sol nos envia
Alcance ou não te alcance alegre
Haja chance ou não de encontrar alegria
A luz de todo dia foi-me entregue
Entrego ao meu coração sua escolha
Assim como toda escada
Oferece a descida a quem queira
Estar parado à beira da estrada
É sempre outra opção, ela existe
O caminho é indiferente
Se te encontra alegre ou triste
Talvez negue ao coração tua escolha
De vez em quando há de surgir
Um pensamento inconsciente
Desses, que se pudesse
Afastaria com um gesto das mãos
Amanhece mais um dia
A luz do sol, que a tudo alumia
Esteja ou não consciente
Ela já pode ser considerada entregue
Luz em luz, de escuridão em escuridão
Te vai se aproximando o momento
Desejado
Ou se pudesse, o afastaria com as mãos
Milhares de pôres-do-sol depois
A vida passa tão assim...depressa
Chega a parecer
Que às vezes foi de dois em dois
Assim como qualquer escada
Te oferece sempre mais de uma opção
Ou somente o que te resultar de escolhas
Como as bolhas de sabão, que outrora foram tantas
Que sempre que podia
Afastava, atenta e desapercebidamente
Com um gesto das mãos
Fingindo inocente.
Edson Ricardo Paiva.
"A arte da reciprocidade é uma das minhas melhores qualidades. Cada gesto, palavra ou ação é uma pincelada na tela da minha resposta."
Em cada ato virtuoso, somos instrumentos da glória de Deus, mas quando tropeçamos na senda da imperfeição, revelamos a fragilidade da nossa natureza humana.
(ver 1 Coríntios 10:31, Filipenses 3:12 e Salmos 103:14; 51:5)
Erga-se após cada queda, pois Deus te deu a força para transformar os tropeços em trampolins para o sucesso.
(ver Salmos 37:24, Romanos 5:3-5 e Filipenses 4:13)
“A santidade é como uma montanha a ser escalada: a cada passo, a vista se torna mais deslumbrante.”
"Encontrar Jesus é como encontrar o sentido da vida: a compreensão de que cada passo, cada respiração, cada batida do coração tem um propósito grandioso no plano de Deus."
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