A Verdade de cada um Pirandello
Quantos “eu te amo” ficaram presos na garganta, quantos se perderam pela falta de coragem, quantos chegaram tarde demais. Quantos amores foram quase, quantos quase foram tudo, e quantos outros passaram pela nossa vida sem jamais alcançar a profundidade de uma palavra que, quando verdadeira, parecia conter um mundo inteiro. Talvez eu não sinta falta apenas de ouvir “eu te amo”; sinto falta do tempo em que essas três palavras ainda significavam permanência, entrega e verdade, antes que tantos quases e tantos outros nos ensinassem que nem todo amor que começa encontra coragem para permanecer.
Marco Arawak
Quantas últimas vezes aconteceram sem que soubéssemos que eram as últimas; quantos abraços terminaram sem que apertássemos um pouco mais, quantas vozes ouvimos acreditando que haveria outra manhã, quantas portas atravessamos certos de que voltaríamos. E quantas metas traçamos como se o futuro tivesse alguma obrigação de se parecer com os nossos planos; quantos caminhos terminaram em quase, quantos quase chamamos de fracasso apenas porque não chegaram ao destino que havíamos imaginado. Talvez haja nisso uma das contradições mais profundas da existência: precisamos acreditar no amanhã para continuar, mas é justamente essa crença que nos faz atravessar o presente como se ele fosse apenas passagem. Enquanto esperamos chegar, pessoas se tornam lembrança, desejos mudam de nome, caminhos se desviam e versões inteiras de nós desaparecem sem cerimônia. Talvez a vida não doa somente pelo que perdemos ou pelo que não conseguimos alcançar, mas por aquilo que só compreendemos quando já não podemos voltar: quase tudo o que um dia chamamos de futuro estava, silenciosamente, acontecendo diante de nós.
Marco Arawak
Entre seres iguais, não há superioridade a reivindicar nem inferioridade a aceitar. Há o reconhecimento radical de que nenhuma existência é medida pela régua da outra. Iguais não porque sejam semelhantes, mas porque possuem o mesmo direito de ocupar o mundo com inteireza, voz, liberdade e dignidade. E quando esse reconhecimento se transforma em carinho, o afeto deixa de ser poder: torna-se presença, reciprocidade e encontro.
O INVENTÁRIO DE NÓS
Por Marco Arawak
Há períodos da vida em que parece que alguém entrou em nossa casa enquanto dormíamos e mudou algumas coisas de lugar. Tudo continua reconhecível, mas já não encontramos facilmente aquilo que procuramos. Uma lembrança surge onde não deveria estar. Uma ausência ocupa um espaço antes insignificante. Uma antiga certeza perde a posição que tinha dentro de nós.
Talvez o desencanto comece assim: não como uma ruptura, mas como a percepção de que aquilo que sustentava nossa maneira de compreender o mundo já não permanece intacto.
A casa continua de pé.
Somos nós que já não sabemos exatamente como habitá-la.
Carregamos conversas, escolhas, desilusões, expectativas frustradas e vínculos que mudaram de forma. Nem sempre sabemos imediatamente o que fazer com tudo isso. Algumas lembranças permanecem próximas; outras tentamos esconder. Mas aquilo que não nomeamos continua participando de nós, às vezes de maneiras que só percebemos muito tempo depois.
A memória também tem seus quartos sem luz.
Por isso, chega um momento em que precisamos examinar o que carregamos. Não para transformar cada experiência em ensinamento, nem para encontrar uma explicação para tudo, mas para distinguir o que ainda nos pertence daquilo que mantemos apenas porque nunca paramos para escolher.
Há coisas que permanecem conosco sem jamais terem sido escolhidas.
Aceitar que certas relações se afastaram, que alguns projetos terminaram e que nem tudo pode ser corrigido pela nossa vontade não significa considerar justo o que aconteceu. Significa reconhecer os limites do nosso controle e começar a fazer as pazes com aquilo que não podemos modificar.
Nem toda ausência pede preenchimento.
Algumas pedem apenas reconhecimento.
Talvez escrever seja uma maneira de realizar esse inventário. A palavra aproxima o que estava confuso, dá contorno ao que permanecia sem nome e nos permite olhar para uma experiência sem aumentá-la nem diminuí-la. Escrever não muda o que aconteceu. Muda, às vezes, o lugar de onde conseguimos olhar para o que aconteceu.
E há coisas que só se tornam compreensíveis quando encontram linguagem.
Reorganizar não é apagar. É escolher o que merece permanecer perto, o que pode ser guardado mais longe e o que já não precisa ocupar nossa atenção.
Algumas lembranças permanecem.
Outras perdem a centralidade.
Não porque tenham deixado de existir, mas porque deixaram de governar.
Há sentimentos que precisam ser compreendidos antes de serem deixados para trás. Há vínculos que encontram outra forma de existir. Há portas que, depois de algum tempo, já não precisamos manter abertas.
Nem tudo o que se fecha precisa ser lamentado como perda.
Às vezes, fechar também é uma forma de cuidado.
Maturidade talvez tenha menos relação com esquecer do que com aprender a distribuir o peso do que vivemos. O desencanto pode permanecer na história sem determinar quem somos. Uma ausência pode ser reconhecida sem transformar-se em vazio permanente. O passado pode continuar verdadeiro sem ocupar sozinho o presente.
O que aconteceu não precisa desaparecer para deixar de ocupar o centro.
Também precisamos, às vezes, do silêncio. Não necessariamente para encontrar respostas, mas para escutar aquilo que o ruído costuma encobrir. Quando diminuímos a pressa de corresponder às expectativas alheias, algumas perguntas começam a aparecer.
É curioso como, quando tudo silencia, certas verdades fazem menos barulho e dizem mais.
O que ainda faz sentido?
O que mantenho apenas por receio de perder?
O que realmente pertence à minha história?
Nem sempre encontramos respostas. Algumas perguntas permanecem conosco durante anos, mudando de significado à medida que nós também mudamos. Mas perguntar já altera alguma coisa. Devolve à consciência aquilo que o hábito havia decidido por nós.
Há perguntas que não querem uma resposta imediata.
Querem tempo.
Talvez coragem seja justamente isso: não viver sem receio, mas não permitir que ele escolha sozinho o que permanece.
O receio pode bater à porta.
Não precisa receber as chaves.
Não somos obrigados a transformar toda despedida em explicação, nem todo encerramento em começo. Algumas coisas simplesmente terminam. E talvez precisemos apenas reconhecer que existiram.
Nem todo fim precisa de uma última palavra.
Às vezes, o silêncio é a única forma honesta de encerrá-lo.
No fim, continuar não significa reconstruir quem éramos antes. Há experiências que mudam nossa maneira de olhar, de escolher, de permanecer e de partir. Depois delas, a antiga disposição das coisas já não volta exatamente ao lugar.
Então aprendemos a viver de outra maneira.
Não necessariamente mais fácil.
Apenas mais nossa.
Talvez seja essa a parte mais silenciosa do amadurecimento: compreender que também somos feitos das escolhas que fazemos diante do que nos aconteceu.
O passado nos oferece matéria.
Mas não deveria escrever sozinho o que somos.
Esse é o verdadeiro inventário de nós: o que recebemos, o que nos atravessou, o que deixamos partir e o que, conscientemente, decidimos conservar.
Nem tudo merece permanecer.
Nem tudo precisa ser esquecido.
Há uma diferença entre carregar uma lembrança e continuar vivendo dentro dela.
No fim, não somos apenas o conjunto do que nos aconteceu. Somos também a maneira como damos destino ao que aconteceu.
E talvez seja justamente aí que alguma coisa se abre.
Não uma resposta.
Não uma promessa.
Apenas a possibilidade de continuar, levando conosco aquilo que ainda reconhecemos como nosso e deixando para trás, sem culpa, aquilo que já cumpriu o seu tempo.
Porque, às vezes, amadurecer não é acrescentar mais alguma coisa àquilo que somos.
É finalmente saber o que podemos deixar de carregar.
" É preciso perder para aprender a ganhar. Aqueles que somente ganham - ou somente ganhando querem viver - não sabertrão como portar-se nem como suportar-se, tempouco como encontrar suporte para os cortes que as perdas fazem acontecer".
" Quando buscamos adaptar o mundo e as pessoas aos nossos padrões pessoais de realidade e verdade, sem estarmos alinhados com uma postura humilde, corremos o risco de cometer grandes equívocos. (...) As diferenças são um recurso divino, capazes de enriquecer a experiência do ser espiritual em direção à plenitude."
O Extraordinário
Jota A e Danillo Souza Santos
Ele foi onde ninguém pisou
Curou quem o mundo esqueceu
Chorou lágrimas de um fiel
Moveu terra e céu
Entrou na história da humanidade
E foi um capítulo a parte
Antes e depois, princípio e fim
Pedra de esquina angular
O único e verdadeiro, último e primeiro
Pra pagar o preço pelos meus pecados
Foi traído, transpassado, crucificado
O rei despiu-se da glória
No corpo mortal, pra me fazer imortal
Sua glória transcende o que é natural
Seus olhos tem fogo, consomem o mal
E em sua coxa está escrito que ele é
Rei dos reis e Senhor dos senhores
Adorai o cordeiro de Deus, exaltai o cordeiro de Deus
Digno de abrir o livro e desatar os selos, só ele é, só ele é
Espírito Santo faz arder em mim a presença de Jesus,
Raiz de Davi, santo e tremendo, justo e fiel
Absoluto, exaltado, ele é Senhor
Leão imbatível, campeão de Judá
Revelação perfeita, santo de Israel
Em seu DNA tem os mistérios de Deus
Extraordinário, nele não há defeitos
Onipotente, indescritível, incomparável
Desejado das nações, príncipe do céu
Estrela da manhã, Emanuel
Adorai o cordeiro de Deus, exaltai o cordeiro de Deus
Digno de abrir o livro e desatar os selos, só Ele é, só Ele é
Espírito Santo faz arder em mim a presença de Jesus,
Raiz de Davi, santo e tremendo, justo e fiel (2x)
Armadura De Deus
"Todos os dias nós somos tentados,
pois o inimigo de nossas almas
está ao redor para nos destruir.
portanto, levante e reviste-se!"
Se revista da armadura do Deus Emanuel
Se revista da armadura do Deus que fez terra e céu
Se revista da armadura do Deus Emanuel
Se revista da armadura do Deus que fez terra e céu (BIS)
Ele vem... Jesus! Ele vem... (BIS)
Se revista da armadura do Deus Emanuel
Se revista da armadura do Deus que fez terra e céu
Se revista da armadura do Deus Emanuel
Se revista da armadura do Deus que fez terra e céu
Oh-oh-oh...
"1ª pedro 4:7 diz: Pois o tempo está próximo de tudo terminar;
Por isso, sabendo disso vigiai e orai, vigiai e orai"
Guerreiro, marche! (4x)
Esquerda, direita, jab, direto
Em cima, em baixo, empurre (2X)
Marche! (4x)
vai vai vai soldado,
Avante,avante
Primeiro round
é hora de vencer,
é hora de vencer.
Esquerda, direita, jab, direto
Em cima, em baixo, empurre (4x)
Segundo round
É hora de vencer
Esquerda, direita, jab, direto
Em cima, em baixo, empurre (3x)
Esquerda, direita, jab, direto
marche!
Nocaute!Nocaute!Nocaute!
Os dias sem ela são cinzentos, geralmente, eu costumo ficar chorando de saudades e me perguntando: “O que teria acontecido se eu não tivesse feito aquilo? A gente ainda taria junto?”. Mas a gente é assim, daqui a pouco tá junto de volta, como se nada tivesse acontecido. É estranho, nunca tive algo parecido com ninguém, ela é especial. Eu sei que sou orgulhoso demais, mas tem algo nela que… me faz ir correndo atrás, isso me deixa confuso. Ela me mudou de todos os jeitos, em tão pouco tempo, coloriu meu céu, secou minhas lágrimas muitas vezes, me deu colo, conselhos. E ah, o cafuné dela é o melhor. Ela é linda, linda, linda, de todo jeito, com cara de sono, com cara de assustada, de todo jeito mesmo. Eu amo ela de um jeito torto, errado e confuso. É realmente estranho a nossa relação, nunca vi algo parecido. Nós somo um tipo de “amorizade”, somos como nos filmes, brigamos, ficamos de mal, fazemos birras, sentimos saudades, rimos um da cara do outro e estamos se amando de novo. Confesso que eu perderia o chão sem ela, não vou falar que não ia conseguir viver sem ela, eu até conseguia, mas não ia viver direito. Espero um dia nunca perder ela, porque se eu perder, até eu sei, eu me perco também.
Aprendi na Vila Militar, no 1o.GCan90AAé, unidade do Exército Brasileiro - Primeira Região Militar, que "Ordem dada, ordem cumprida" - duro de absorver, pois nem sempre pode ser assim. Os tempos mudaram. Novos tempos chegaram e missão dada, depois de bem emanada e pensada, deve ser cumprida, dentro do possível!
"Eu sou budista por que creio em minha fraqueza. Eu sou cristão por que confesso minha fraqueza. Eu sou judeu porque rio da minha fraqueza. Eu sou muçulmano porque combato minha fraqueza. E sou ateu se Deus é todo-poderoso."
Felicidade não é apenas a realização dos nossos sonhos,mas o trajeto que nos conduz a realização de todos eles.
Poema da vida
Quando partiste
Cantei sofri e chorei
Agora estou triste
Quem me abandonou já esta aqui
Ando perdido no meio da escuridão
Com tristeza e alegria
Algo me diz o meu coração
Morro um dia
Ai a minha vida
No meio da noite
Anda perdida
E tenho a alma partida
Foi numa tarde de sol
Vi-te a chorar
Enquanto ensogava o meu lençol
Não te consigo alcançar
Vi dois olhos tristes
Dentro do meu peito
Mesmo que fiques
Não te dou direito
Agora vou-me embora
porque estou cansado
Daqui a uma hora
Canto-te um fado
Ai maria és tão linda
Quem te fez isso
És sempre bem vinda
Ao meu paraíso
Agora pensando
Não te vou deixar
Continuo cantando
Para te alegrar
Ando perdido nesse mundo
Para continuar a escrever
Nesse amor tão profundo
Contigo vou viver
Não consigo encontrar
O amor que vivi
Não consigo descansar
Esta dor que senti
Não consigo perceber
Esse dia que partiste
Já começo a entender
O meu olhar triste
Esta noite sonhei
A olhares para a lua
Confesso que te amei
Por uma lágrima tua
Vou-me deitar
No teu pensamento
Nao consigo pensar
Este meu lamento
Agora que vou
Para a lua
O rapaz que sou
Esta lagrima tua
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