A Verdade de cada um Pirandello
Pelo retrovisor interno
eu vi os raios externos
de um sol tão distante
ao mesmo tempo envolvente
se pondo na minha frente...
mel - ((*_*))
À DESPEDIDA AO TEATRO
Um dia, quis ser ator de teatro
E voar tão alto
Onde não se pode enxergar
Quis ser filho pródigo da arte
Quis subir ao palco
E subestimar o mundo
Como criança infame
A concepção pecadora de enlear tal arte
Me valeu sorrisos irônicos
De cruéis comediantes
Que se esquivam em virtudes ensaiadas
Hoje o teatro vaia minhas pretensões
E eu, tão pouco mudado
Tenho apenas alto os meus sonhos
Interpreto na vida o trágico sentido
Que exaspera o pensamento
No porvir que é motejante encalço do silêncio
E deixa tolas as vaidades incessantes
Num remediar meus costumes inconscientes
Ah! minh´alma teatral e desonesta...
Quer ser arte e não ser artista
Quer ser fonte e não ser nascente
Ah! minh´alma teatral e desonesta...
Já me priva meu anseio
E padeço estupidamente
Numa cidade sem sonhos
É sagrado quando a noite, depois de um dia todo programado e plugado pelo mundo, me ponho na horizontal e começo a fazer Upload de meus futuros software, me desligando em seguida e me permitindo, em off line, fazer downloads dos mais bonitos filmes pessoais, normalmente sobre o meu programador que esta nas alturas me recarregando as baterias e programando meu hardware, para que, no outro dia eu faça um start e me reinicio para um novo dia de muita conexão na rede ou fora dela
O AMOR É COMO UM VENTO
Lá fora o vento sopra
Como se fosse o senhor do tempo
E dentro de mim é igual
Porque o amor é como um vento
Lá fora o vento sopra
Como o beijo que o amor precisa
Engraçado, dentro de mim é igual
Porque o amor é uma brisa
Lá fora o vento sopra
Sem que eu possa imaginar
E dentro de mim, eu sei
O amor é como o ar
Lá fora o vento sopra
Como se fosse em despedida
Mas dentro de mim há um suspiro
Porque o amor é como a vida
Sintonize a antena da sua mente na estação da oração e seja beneficiado com um diálogo prazeroso que só um Deus tão maravilhoso pode lhe oferecer.
Se pra tudo há um tempo, talvez haja tempo para rever o tempo que ficou, já à algum tempo, perdido no tempo !!
Vigiar, orar, acordar para a vida e não tolerar sequer um bocejo da carne. Pois o desejo é constante e o mal feito não procede do Céu. Sirvamos ao que está no alto monte.
E que, de modo algum, Ele se decepcione com o nosso trabalho.
Se temos respeito com os outros seres, nós vamos ser capazes de criar um clima de felicidade, harmonia.
O circo fechou mais cedo.
Era um palhaço lindo e engraçado por si só, não precisa nem falar para a graça se notar.
Um palhaço vivo em sua maquiagem que arrancava do público alegria com libertinagem.
Hoje a lona está dobrada e a cortina arrancada, o palhaço que antes gargalhava agora nem se quer brinca de graça.
O que aconteceu, palhaço lindo e engraçado, diga-me o que aconteceu ?
O palhaço de um circo que agora não é seu!
Meu Deus, o que aconteceu a eu... ?
Erroneamente se queixando dos planos de quem o riso lhe deu.
A menina levantou-se e aplaudiu quando viu o embriagado palhaço que um dia naquele circo de teto azul e branco existiu.
Ela sorriu, ele também sorriu.
Andou pela calçada e tombou já pela madrugada, olhou ao seu relógio, mas em seu braço não encontrara nada.
Nós dedos sim, lá estava o anel que ele tanto fez rir para tê-lo ali, a noiva acrobata que também tem um anel assim fugiu amargurada por aquele pobre palhaço esquecer da graça.
Hoje ele ri de si, pois da vida o palhaço lindo já não tem motivos pra sorrir.
Sair na rua gritando feito um retardado é fácil, qualquer um que tenha tempo e disposição pode, quero ver ir a uma seção eleitoral e na urna não fazer o mesmo.
"Dar atenção para quem não te dá a mínima...
Talvez esse seria um dos maiores erros da vida,Caso não houvesse a mentira como um dos maiores erros a se cometer."
Sem essa de borboletas no estômago. Aquela borboleta nunca foi minha, e voou para o corpo de um outro alguém.
A AMÉRICA LATINA PERDE MAIS UM ÍCONE
Se eu pudesse mensurar a grandeza de uma obra e de um autor que fez valer cada pensamento, cada palavra e cada ação eu diria que esse pensador foi Eduardo Galeano, não só pelas obras que escreveu e que embalou várias gerações, mas, pela coerência e visão de alcance em campo minado como foi e continua sendo até hoje a América Latina. É triste constatar que após mais cinco séculos a vida dos latino-americanos pouco mudou em sua condição de pobreza, exploração e falta de investimento.
Ninguém melhor que Eduardo Galeano no século XX conseguiu traduzir essa famigerada derrota em seu livro: “As veias abertas da América Latina”.
Logo na introdução dessa obra ele escreveu: “É a América Latina a região das veias abertas. Do descobrimento aos nossos dias tudo sempre se transformou em capital europeu, mais tarde em norte-americano, e como tal se acumulou e acumula nos distantes centros de poder. Tudo: a terra, seus frutos, e suas profundezas ricas em minerais, os homens e sua capacidade de trabalho e de consumo, os naturais e os recursos humanos. O modo de produção e a estrutura de classes de cada lugar foram sucessivamente determinados do exterior, por sua incorporação á engrenagem universal do capitalismo”.
Galeano exerceu e continuará a exercer um papel fundamental na conscientização dos jovens latino-americanos que buscam respostas para tanto sofrimento e discriminação perante o resto do mundo, é como se nascer na América Latina o indivíduo já carregasse uma cicatriz passível de investigação. Isso acontece porque segundo Galeno: “nos já nascemos perdendo”. E tudo isso resultou num fracasso, quando poucos ganham e a maioria perde ninguém ganha, porém, quem conta a história são os vencedores que por sua vez não precisam justificar “a ruina do pampa chileno do salitre, a floresta amazônica da borracha, o nordeste açucareiro do Brasil, as matas argentinas de quebrachos e certos povoados petrolíferos do lago Maracaibo”. Toda riqueza que Deus deu ao povo latino os espertalhões tomaram, mas não conseguiram minar totalmente a capacidade de luta desses povos. Perdemos uma grande preciosidade que se chama Eduardo Galeano, isso entristece a todos nós latino-americanos, contudo, ele nos indicou um caminho em suas obras, basta ler nas entrelinhas que as respostas estão todas lá, para que ele permaneça vivo em nosso meio devemos continuar estudando e pesquisando sua linha de pensamento, pois só manteremos nossa esperança de um dia ver a América Latina livre e independente. Eduardo Galeano escreveu vários livros e aqui citarei alguns são eles: “Bocas do Tempo”, “Os Nascimentos”, “Dias e noites e noites de amor e de guerra”, “Futebol ao sol e á sombra”, “O teatro do bem do mal”, “As veias abertas da América Latina”, “Os Filhos dos Dias”.
Sei que com a facilidade de consumo da atual conjuntura, dispersa o interesse dos homens em algo mais profundo, todavia, acredito que esse materialismo em excesso criará um vazio que levará os homens de volta á sua busca original que é o caminho do bem e do belo, e que o hedonismo moderno não é capaz de substituir. Essa nova era se esgotará em si mesma e os suicídios aumentarão cada vez mais até que o homem reencontre o Deus verdadeiro em estado puro e sem barganhas.
Amorável lembrança
Amorável e velha lembrança de um velho que ainda ama a esperança de voltar à mocidade, àquela bela idade onde se encontra com a felicidade, porém, com certa idoneidade, recheada de vaidade ao enamorar-se loucamente de uma beldade de sua idade. Na realidade um ano mais velha; aquela centelha qual incendeia a ilusão visionária de um futuro imaginário, assim sonha o expedicionário do amor ordinário. A vida havida torna-se irreverente e completamente diferente, porém, sem abalar o amor de dois viventes quase inocentes. Aquela novela dura também, quase, para sempre. Dois jovens inexperientes casam-se contentes, e pensam tocar a vida para frente. A fila anda e atrás vem gente decente e inocente, logo aquele calor arrefece de repente, nasce o primeiro rebento, pra arrebentar aquela paixão estonteante, para nascer o amor verdadeiro de dois irmãos-companheiros na evolução de se aprender a ser gente. Bem, nasce o primeiro e começa a guerra da sobrevivência real, a responsabilidade apareceu mal, mas a grande verdade está no condicional da vida, e o casal tem de se virar, enquanto, o segundo vem para habitar aquele particular mundo de luta desigual. Assim é o aprendizado do amor, como uma flor que desabrocha e vai murchando, enquanto, o mundo vai caminhando. O tempo vai passando e forma-se uma bela família com três filhos a encerrando, porém, vêm os netos, tão discretos após décadas a segurar a peteca. Assim o casal se separa, mas não se precipite em pensar no azar, não, foi àquela foice fatal a qual a todos espera na hora mortal. Ficou o velho na fila, é... Na fila... Ficou a sós, morreu José, Joaquim e até a forte Dalila... O negócio é ter fé na ciência da paciência em esperar, sempre amando, sem parar, e ir aparando as arestas que restaram desse arresto de vidas, aumentando as feridas desferidas pela vida, mas o amor fica a calejar mais a dor tão doída movida pela lembrança querida, pela qual até parece uma ressurreição real a revivificar a vida do amor incondicional.
Apesar do velho até hoje nada entender desse amor, seja como for, continua a esperar...
Ei... Meu amor me espere, por favor, um dia hei de chegar para amá-la com ardor.
jbcampos
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