A Saudade está Doendo
TARDE FRIA E CHUVOSA
Há dias em que a saudade dói mais que o habitual; é como se o meu coração estivesse prestes a explodir.
Olhos pesados vertem lágrimas que molham meu rosto, e um vazio imenso toma conta do meu ser.
O dia se arrasta e torna-se uma eternidade; é um dia frio, como aquela tarde em que o perdi.
A saliva desce pela minha garganta como se fossem pedras; sobrevivo, conto os dias, horas e minutos para que se encerre esse sofrimento.
Existe uma nuvem escura que constantemente me persegue: a ansiedade.
Se não fossem os laços de vida que me dão força e alegria, já teria me rendido ao vazio de uma solidão interna que se externaliza ao despertar de cada dia.
Imploro a Deus por forças para viver um dia de cada vez, para que meu coração desacelere um pouco e não pule para fora do meu corpo.
Quem me lê talvez não consiga mensurar minha dor e, por vezes, isso causa angústia e sentimento de impotência.
Meu sangue corre frio pelas minhas veias; meu corpo enfraquece, e a melancolia me abraça e aperta tão forte a ponto de me deixar sem ar, enquanto tento respirar fundo e expirar para que meu corpo volte ao normal.
Nessa tarde fria e chuvosa, sinto-me impelida a escrever; eternizo nas linhas sem fim os meus lamentos; talvez um dia alguém leia e se identifique e entenda que escrever é a melhor forma de gritar sem ninguém ouvir sua voz, e que nós somos os protagonistas da nossa própria história de vida, lutando e deixando sementes em forma de lições em todo caminho percorrido.
Não sei se doi mais a saudade que sinto de você ou ainda insistir em ler as mensagens e fotos que nao tive coragem de excluir ...
ai por Deus,
Como dói meu peito agora
Eu quero gritar
A saudade da minha casa
Me faz em prantos ficar
"Valse Oubliee"
Certa saudade perdida
Nas estrofes tão vivas
Pulsa e dói ao ser lida
E vivas quanto cativas
Tal exato, exato fato
Chora duma dolência
Pleno de existência
E tão cheio de olfato
Certas cenas, acena
E sussurra baixinho
Nos ataca sem pena
Ao coração sozinho
Nessa “valse oubliee”
Ferido por um punhal
A sofrência à mercê
O amor, sentimental...
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
08, outubro, 2021, 13’09” – Araguari, MG
A saudade dói? - Dói. Pois não há remédio que cure, vez que se existisse remédio para curar a saudade, então, a saudade não seria saudade, seria outra coisa que ainda não sabemos o nome.
A lágrima expressa o quanto dói a saudade
ou o quanto dói a traição
de quem não soube amar de verdade
e se entregou a outro coração.
Saudade doi! Ah que bom seria se eu soubesse quais as chaves para te prender, quais as cores pra te ter comigo, quais as frases certas pra te dizer.
A saudade é um sentimento tanto positivo quanto negativo. Negativo porque dói e positivo porque se sentimos saudade é porque foi bom.
Só quem passa pela saudade, ou já passou, sabe como ela dói! Só quem sofre pela distância sabe como ela tortura e machuca. E só quem é forte, e capaz de lutar pelo amor, é capaz de suportar, saudade e distância. E esperar pelo amor de sua vida.
A distância dói, nos fere. E mesmo estando distante a saudade nos faz esperar pelo amor que nunca esteve ausente.
Esse vazio injusto, essa saudade que só dói, mas é essa necessidade de dizer um 'eu te amo' que me mata.
A inspiraçao cresce quando a madrugada veem.
O amor aumenta quando a saudade dói.
E a vida se dá a um verdadeiro sentido quando a lua dos apaixonados renasce.
