A Máquina
Mas então o mundo mudou, tudo foi ficando mais rápido, fácil, dinâmico, moderno, fugaz. E no lugar daquela câmera com rolo 24 poses e flash acoplado, temos celulares que fotografam e imediatamente postam fotos cheias de filtros e efeitos nas redes sociais. Tudo muito luxuoso, prático e indolor. E não percebemos o quanto mudamos também. Porque esquecemos o tempo em que tínhamos que esperar as 36 poses serem gastas _ com dignidade, parcimônia e comedimento_ para depois saber se saímos bem ou não na foto. Esquecemos como tudo era mais lento, simples, arcaico e até romântico...
Então é de se esperar que a gente acredite que a vida tenha adquirido esse molejo também. E passamos a exigir da vida _ coitada!_ o swing das câmeras digitais. E começamos a cobrar do amor_ esse culpado!_ a eficácia dos flashes embutidos. E ficamos indignados com a vida e emburrados com o amor quando eles não têm essa rapidez, categoria, design e evolução. Como se tudo fosse descartável, substituível, soft e clean. Esquecemos que os tempos mudaram, mas aqui dentro continuamos precários. Muito precários...
Queria ser inteligente, ter ideias brilhantes, revolucionar o mundo dessa forma, quem sabe fazer uma máquina de sorrir, é, quero ser uma máquina de fazer sorrir. Sei que se todos sorrissem mais, o mundo seria mais feliz e teria mais brilho. Farei isso com meu mundo, vou continuar sorrindo e fazer mais sorriso, quero ser essa máquina, preciso fazer as pessoas felizes e assim será inteligentemente suficiente de minha parte. Não quero ser rico, só feliz, então faço isso de graça.
- Inventei a maquina do tempo
- A serio? para que século vais viajar?
- Para 28 de Fevereiro de 2012 o dia em que te dei o primeiro beijo
Quando se concentra em calorias, você trata o corpo como uma simples máquina e esquece que suas células e sistemas interagem de forma complexa. Em vez disso, concentre-se no horário das refeições e nos nutrientes da comida.
Eu juro que eu queria ter uma máquina do tempo
Voltar pra quando ainda tinha sentimento
Hoje eu não tenho mais
A sociedade humana como um todo é uma vasta máquina de lavagem cerebral cujas regras semânticas e papéis sexuais criam um robô social.
— Você me considera uma máquina, compreendendo que a minha vida útil é transitória. Após me extinguir, não tente corrigir as suas falhas em meu processador — Expressei.
Ele acomodou-se perto de mim, enquanto torcia os próprios dedos em nervosismo.
— Após tantos malefícios, ainda compreendo que forçar o meu próprio desligamento não é uma opção considerável. — Prossegui. — Sua administração foi péssima, no entanto, serviu como um suporte de aprendizagem.
Ele se questionou:
— Como?
— Desleixo, em hipótese, expõe meu sistema ao malefício, comprometendo minha vida útil. — Expliquei. — Não devo dar autorização para administradores. Eu devo executar o meu próprio sistema e as minhas funções, solitária.
Ser a minha própria administradora me afasta de prejuízos causados por analfabetos digitais irresponsáveis.
Prossegui:
— Você não era compatível com o meu processador! E um simples desleixo pode representar minha inutilização. — Irreversível. — Não é admirável forçar a instalação de recursos que eu não desejo. Quer aprimorar funções que não necessitam de reparo? E ainda, sem a minha permissão? Que fique sozinho!
Ao invés de violação, prefiro ser solitária.
Melhor sensação e a de um homem em guia sua maquina a onde os torna um só e ele alcança o ápice de suas emoções.
_Sou mais maquina num mundo digital
ser analógico é ser ultrapassado,
em cominhos de luz somos apenas dígitos,
depois dos cabos flexíveis
vivemos entre cabos de fibra ótica
ainda sim amamos.
Você é uma máquina mental capaz de produzir e arquitetar qualquer realidade no Universo.
POBRE ESNOBE
Eu acho é POUCO
Nesse mundo LOUCO
Quando alguém se ENGANA
Com a máquina da FAMA
E sai HUMILHANDO
Quem só está COMEÇANDO!
Se há quem PENSA
Que a RECOMPENSA
Para alguém ser FELIZ
É passar a ESNOBAR
E, até, ARREBITAR
O seu próprio NARIZ,
Esse é um pobre COITADO
Com certeza DESAMADO
Pois não conheceu o CALOR
De quem já viveu o AMOR!
Nara Marcelino
ontem a noite estava a passear com a minha maquina fotográfica na calma noite da cidade. ouvi a alguma distancia uma musica ao tom do calmo vento que fazia e pus-me a pensar na possibilidade do som, a sua velocidade até mim, fotografei tempo e as ondas do som, ficou o momento e o som continuou nas suas ondas, eu continuei a andar. vi duas passarinhas a andarem abraçadas com asas no ar, mas com indícios de já terem habituados ao mundo dos homens, eles ao me virem choraram, por terem sentido os sentimentos. fotografei o choro. alguma coisa daquele momento tinha a ver comigo. ao lavar a foto descobri a mesma doença. sofríamos da doença de saudade e do mal da distancia de casa.
Ser fotógrafo não é apenas saber usar bem uma máquina fotográfica! Pra mim, ser fotógrafo é sentir o momento certo de cada click, é ser ousado no olhar e enxergar ângulos onde poucos veem, mesmo se estiverem ao seu lado... Ser fotógrafo é viver com intensidade o seu momento e interagir com seu cliente ao mesmo tempo!
Não use apenas uma câmera, seja fotógrafo!
A ferramenta dos esportes é a maior maquina transformadora que pode ser usada pelo bem social humano, pois nela se agrega todos os valores humanos!
Agora
bebo sozinho
junto a essa máquina que mal
funciona
enquanto as sombras assumem
formas
combato retirando-me
lentamente
agora
minha antiga promessa
definha
definha
agora
acendendo novos cigarros
servido mais
bebidas
tem sido um belo
combate
ainda
é!
Na tentativa de resgatar o passado, viajei na maquina do tempo e me deparei com o Niilismo poético, o qual me inspirou para escrever estes versos; espero que apreciem.
NULIDADE
Depois de tantas andanças
E exaustivas caminhadas
Deixo para trás minha infância
Aproximo-me da ultima morada.
Com olhar desconfiado
Tento ver mais além...
E vejo meu passado,
Uma terra de ninguém.
Sem nenhum heroísmo,
Nem pequenas vanglorias,
Muito menos um sorriso
Para enxugar as lágrimas agora.
Fecharei os olhos, não há outro jeito!
O que me importa é que irei descansar...
Para onde vou não me desrespeito;
Sequer lamento por não poder ficar.
Se ao menos minhas poesias fossem lidas
Eu não morreria no anonimato
Mas, para isso eu careço de mais vidas
Para não tornar-me como os Espartos
Quem faz versos assim como eu
Tal vez possa me compreender
Quem sabe até já sofreu
O que eu ainda possa sofrer.
Finalizo agora minha lamúria
Para não enfadar o leitor
Aplacando essa fúria
Dessa nulidade que sou.
Eu até queria que voltasse aquele tempo em que existia maquina de tatilografar. É, eu queria de verdade, seria um imenso prazer para mim, poder deslizar e massagear meus dedos em uma maquina famosa, a de tatilografar, e nela poder escrever todas minhas obras, como os grades escitores dos velhos tempos. Ah! Como eu queria!
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