A Máquina
Se existisse uma máquina de fotografar vínculos afetivos e a cobertura deste monumental anfiteatro fosse retirada para ela registrar estes vínculos de cima, poderíamos ver como estamos todos aqui entrelaçados no amor e na esperança.
A máquina está montada para perpetuar
essa estrutura podre
onde políticos só representam a si mesmos
e a quem os financia.
Seria ingênuo pensar que votar nulo
faria parte do jogo.
Quem o faz, e eu me incluo nesses,
é para manifestar a profunda insatisfação
com toda essa farsa.
E até é alentador imaginar
se a população fizesse isso em peso
como é que se justificaria a existência
desse circo.
Fico curioso, imaginando se o voto
fosse facultativo no nosso país.
De que vale a vida se não é para sentir? Eu não quero viver como uma máquina. Eu quero sentir. Quero sentir a felicidade. O amor.
Oh tempo, tempo...máquina consumidora de segundos, minutos,de dias, de vidas! Por que passas tão depressa quando quero aproveitar cada segundo? Passa tão devagar quando quero que seja rápido, por quê? Que bobagem é a minha querer administrá-lo? Querer ser o seu dono...
Queriia ser um ciêntista, mesmo que maluco, pois ainda assim faria de tudo pra criar uma máquina do tempo e reviver bons momentos...
E não me importo se não tenho esse poder, o importante é trazer em minha memória a certeza de que uma dia tive você...
A felicidade não pode ser feita. Ninguém nunca inventou uma maquina de fazer felicidade. A felicidade é construida, adquirida não é algo que você encontra pronta. Para encontra-lá é preciso estar bem, estar bem com as pessoas e principalmente estar bem com você mesmo. A felicidade vem de dentro, vem das emoções, dos sentimentos por aqueles que te rodeiam. Não procure a felicidade nos bens materias,e sim nas coisas mais simples. Quanto mais simples for seu caminho para alcançar a felicidade, com mais força ela vai te invadir.
Admiro os que podem ser si mesmos perante a máquina social, que podem dizer o que pensam sem serem julgados, que podem sair de mãos dadas em um dia de domingo e exporem ao mundo o que estão sentindo, que almejam coisas simples e fáceis de se concretizarem, como fazer um filho ou comprar um sapato novo, que não são cobrados por sua consciência em instante algum de sua existência. Quem dera eu ser um deles um dia, de ter o livre arbítrio entre o que é útil e fútil. Simplismente não consigo fechar os olhos e viver sonhos individuais e exercer uma posição de "acusador", afinal, todos erram, mas poucos assumem o mesmo, será essa a diferença que separam os ruins dos péssimos? Pois, os bons são uma raça extinta neste universo e certamente me incluo nessa.
Gostaria de ser uma máquina do tempo...mas não sou...o que sou?? uma Máquina que se enferrujou pelo tempo!!"
Despertar de Vera - haibun
Velha, descansa a máquina de costura empoeirada no canto do quarto. Enquanto sentada na soleira da porta da cozinha, Vera saboreia seu café matinal, aprecia a fumaça do cigarro desaparecendo suavemente no silêncio do quintal. É o rio a frente, com os peixes a pular de um lado a outro da margem, é os pássaros faceiros acompanhando a correnteza. Já o trabalho deixado para trás, pode ser adiado. Mas o rio passa correndo a frente... Não espera! Vera dá mais um trago, Vera saboreia mais um gole... Na mente um mergulho!
Despertar d'alma,
Encantada vislumbro;
minha mãe sorri.
* * *
Pesquei parati,
no pensamento d'alma...
A isca? Eu!
* * *
No rio: peixes,
garça moura famintos...
alimentam-se!
Às seis horas da manhã terá um banco vazio na padaria, ao lado da máquina de café.
O jornaleiro encostará sua bicicleta no prato do dia e trará algumas maçãs velhas para o passarinho da senhora de cabelos tingidos.
Será uma manhã laranja, dessas feito primavera. Dessas que arrepiam os ombros.
"Um pingado, meu Senhor"
Na mesma intensidade com que a criança rabiscará o bloco de notas, o fluído esquentará o copo quadriculado, que escurecendo os olhos, causará rachaduras nos lábios enquanto se transforma numa mistura homogênea e clara, clara como o leite.
Será uma estranha maneira de sentir paz.
Será como o homem correndo em plena avenida, como os pés seguindo para o trabalho, como a música nas janelas dos ônibus.
Às sete horas da manhã, ainda terá um banco vazio na padaria, ao lado da máquina de café.
A moça de preto pintará os olhos timidamente em seu espelho quebrado e o homem bocejará ao olhar o sinal vermelho.
O sol refletirá no toldo amarelo, agora com mais fervor, arrepiando também a espinha. Será possível ouvir a mangueira molhando o quintal e a ambulância atropelando o meio fio.
O banco vazio na padaria será tomado por belas calças importadas, de um azul raro, sandálias vermelhas. Será uma estranha forma de sentir paz, uma vez que o vazio fará ser notável os detalhes, e incontestavelmente, a presença.
Os dias serão reais como a espera. A espera de que às seis horas da manhã, talvez num dia cinza, desses de inverno, seu jeans desbotado ocupe o banco vazio da padaria.
“Nossa mente pode ser uma arma de destruição ou uma máquina de infinita benevolência. Quem decide o que ela será não são os meios de influências externas, mas sim nós mesmos.”
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