A Liberdade de Filosofar
FILOSOFIA DO POETA
(23.11.2018).
Na liberdade dos traços que alma deixa,
Vejo um céu transmitindo sua beleza,
Assim como as límpidas águas do mar,
Cujo sentimento anseio em banhar.
Será que eu tenho sonhado?
Qual será a essência da filosofia do poeta?
Quanto mistério existencial do amor,
Abrindo todas as janelas para o jardim.
O ator de verdade perscruta a filosofia da vida, busca garantir a harmonia e a liberdade, e mantém uma fé inabalável pela utopia.
Na busca pela utópica liberdade e entendimento humano, sucumbem todas as filosofias, pelo simples fato de não se poder explicar o inexplicável e compreender o incompreensível. Inexplicáveis e incompreensíveis somos todos nós.
A beleza da filosofia, consiste justamente na grandeza da liberdade plena do pensamento. Perfeita e atemporal, já que nem TUDO que existe é totalmente verificável.
Liberdade, liberdade, sinónimo de euforia
Acompanhada da responsabilidade, segundo a Filosofia
Liberdade é na verdade ingrediente da alegria
E todo ser com sanidade almeja ter algum dia
As escolhas que tomamos, caminhos que escolhemos
O curso que cursamos, o emprego que gostamos
A mulher que amamos, os filhos que educamos
E tudo pelo qual lutamos, sem liberdade a imaginamos
Tenho liberdade de viver a vida que me pertence
Liberdade de escolher aquilo que me apetece
Nascer, viver, morrer, depois não se sabe o que acontece
Então, deixem-me correr antes que o tempo me ultrapasse
Vocês adultos têm medo de nos ver a falhar
E começam ainda cedo a tentar nos acorrentar
Por isso mostro-vos o dedo, não refiro-me ao polegar
Vossa actuação é um enredo que não quero participar
Errar é humano, eu não sou um Avatar
Se hoje me engano, amanhã vou superar
Esconderem-me atrás do pano, de nada irá adiantar
Terei sempre um plano que me vai libertar
Se não confias em mim, quem é então o culpado?
Eu aponto a si por seres meu encarregado
Tudo aquilo que vivi foi fruto de um aprendizado
Do que vi, do que ouvi, na casa em que fui criado.
Assim a ofensa é dupla se me chamas mal-educado
Mas o problema não é a culpa para eu me ter revoltado
É a falta de desculpa que me mantém aprisionado
E a protecção que não faculta distinguir, o certo do errado
Os sonhos que eu tenho para o meu futuro
Batalho com empenho, sozinho eu aturo
Não recebo a vossa ajuda tão pouco a confiança
Mas isso nada muda, realizarei os sonhos de infância
Tudo que não tiveram quando crianças
Reconheço que me deram, desde a educação às finanças
E o que não puderam ser profissionalmente
Em mim elegeram como se eu fosse indigente
Os Pais têm o direito dos filhos educar
Não de esticar o peito para os intimidar
Tenho o dever e respeito de algumas coisas aceitar
O que nunca aceito é um preceito sem revidar
Uma coisa mais concreta é a escolha da religião
Qual a mais correcta, qual a melhor opção?
Fizeram-me acreditar que a certa é a vossa, mas não
É tudo uma treta escolho viver pela razão
E se um dia a queda encontrar-me no caminho
À direita, à esquerda ou no meio, sozinho
Não culparei a pedra, não culparei o destino
Assumirei a perda por muito que pareça tolinho.
Todos precisam de uma filosofia de vida, desde que a mesma não interfira na liberdade arbitrária e na realidade abstrata de cada um. O bem comum é a paz.
Enquanto a filosofia nos oferece a liberdade de pensar, a teologia nos impõem a obrigação de seguir.
Diretamente do cemitério da filosofia vivendo em uma liberdade reprimida, caminho do mal é larga a que salva é repleta de espinho faça o seu faça o certo sempre com o conhecimento renovado formando graduando seu caráter.
O libertário marcha pelo caminho da liberdade, acreditando só poder tornar prática a liberdade pela prática da própria liberdade.
A SOBERANIA INTERIOR COMO ARQUITETURA DA VERDADEIRA LIBERDADE.
A máxima atribuída a Sêneca, " quem se domina é livre ", sintetiza um dos fundamentos mais elevados da filosofia antiga. No horizonte estóico, a liberdade não se confunde com a ausência de obstáculos, nem com o poder de moldar o mundo ao bel prazer humano. Ela nasce de um labor silencioso e contínuo sobre a própria consciência, uma educação rigorosa dos afetos, pulsões e juízos que, se deixados à deriva, convertem o indivíduo em prisioneiro de si mesmo.
O domínio de si, na perspectiva clássica, não é simples contenção, mas arte de reger as forças íntimas com disciplina e lucidez. Tal disciplina exige uma maturação moral que transcende a superficialidade das reações imediatas. O homem que se conhece e se administra já não se submete às oscilações do mundo, pois compreende que as vicissitudes externas pertencem ao campo das fatalidades necessárias, enquanto suas escolhas morais constituem o espaço legítimo de sua autonomia.
A tradição antiga sempre sustentou que a verdadeira serenidade emerge quando a alma, purificada de ilusões, aprende a distinguir o que lhe pertence do que escapa ao seu alcance. A partir dessa distinção, o ser humano se eleva a uma dignidade que o protege do tumulto e das intempéries emocionais. É nesse amadurecimento que a liberdade interior se torna não apenas possível, mas soberana, revelando que nenhum poder externo suplanta aquele que se exerce sobre si mesmo.
" Cada passo rumo ao autodomínio seja também uma ascensão rumo à mais alta forma de grandeza, pois é nesse ápice que a alma encontra sua própria imortalidade silenciosa. "
"O homem se culpa por não assumir sua condição...
Ser feliz é resultado da liberdade e, viver acima dos costumes advindos das crenças humanas é a chave para tal. Entretanto, são necessárias coragem, curiosidade e dedicação"
