A Juventude tem Pressa
Não se deve deixar levar pela pressa, pela paixão e pela raiva.
Há recompensa para quem sabe esperar.
O tempo e eu contra os três.
pressa
Como me convencer que não preciso de pressa
Como acreditar que as coisas não vão sumir
Essa luta interior pelo todo
Essa briga para entender que já é
E se já é; é porque existe.
Não preciso afobar
Não preciso me preocupar
Não preciso de urgência.
Fácil falar difícil fazer
Ando em busca de paz,
porque estive em guerra.
Quero aportar num Cais,
pois velejei sem trégua.
Vim observando o caminho,
finquei os pés em espinhos,
por vezes chorei de dor.
Parei segundos apenas,
senti até pena de mim.
De tanta loucura retida,
da minha retidão roída,
quase me vi regressar.
Mas algo ali me dizia,
talvez a sabedoria,
pra eu só continuar.
Pois o destino acenava adiante,
e a vida é só um instante,
um breve sopro no ar.
O tempo passa apressado,
minutos antecipados,
como bate o coração.
E cada momento que foi,
não se fará novamente.
Faz-se tão de repente,
desfaz-se inteiramente.
Então tem também a pressa de mulheres e homens que saem, exaustos, depois de um dia inteiro de trabalho, com as compras necessárias, rumo à escuridão. São heróis, dando os passos que faltam para a linha de chegada sabendo que estão sempre em último lugar. Uma corrida olímpica que acontece todos os dias em direção à linha de chegada. E a linha de chegada é uma bandeja de comida em frente à TV.
O amor e a pressa são fundamentalmente incompatíveis. O amor sempre leva tempo, e o tempo é a única coisa que as pessoas apressadas não têm.
A fé não tem pressa, mas também não perde tempo. Não se move pela vista dos olhos e nem pelo vaguear da cobiça.
Eu não consigo entender por que tenho pressa! Por que me preocupo tanto com o AMANHÃ, como se o HOJE não me importasse, não tivesse significado algum ou simplesmente não existisse?
Gyza Pereira
A pressa de chegar a algum lugar ou resultado, às vezes, acaba causando-lhe uma volta maior e fazendo-lhe chegar mais tarde ou até mesmo não chegar. Não force momentos.
O que é o tempo? Quem o criou?
Existe passado, presente e futuro, ou só foi e continua sendo um meio de direção, um guia petrificado.
Como assim, mesmo depois de tanto tempo eu ainda posso?
Quanto tempo ainda temos? Quanto tempo de vida nos foi garantido?
Não morro de amores pelos relógios, chegando a irritar-me com o tic-tac das horas.
Gosto de guiar-me pelo sol e pelo passar dos meus próprios momentos…
Eu e o tempo sempre nos desencontramos, a vida toda.
Nunca me adequei a nenhum instante, a nenhum lugar.
Sou definitivamente atemporal…
Sou uma mistura de todos os tempos, pura nostalgia…
Gosto de história e filosofia, porque não envelhecem.
E não respeitam as horas, não precisam de relógios.
Para construir e desconstruir ao longo dos tempos os homens e a sua “humanidade”.E assim sigo no encalço dos meus próprios passos lentos.
Quando tento acelerar, perco-me aqui dentro.
É bem aí que estagno, e esqueço das horas.
Porque a pressa deforma a vida. Pelo menos, com a minha é assim…
Escondo todos os relógios da minha casa… e fujo de tudo que me apresse…Não consigo pensar com esse tic-tac que me atormenta.
Lembrando-me do tempo que teima em escorrer-me pelas mãos…
Sou feliz às avessas… enquanto todos correm atrás da felicidade…
Preciso aquietar-me tentando ser feliz com o que sou e tenho…
Para não enlouquecer diante de todos esses segundos, minutos, horas e anos.Que se apresentam diante de mim...
E assim, na contramão de tudo…
Sem encarar olhares, pois raramente apareço em algum lugar…
Sigo, ou melhor, recarrego-me e sigo. No meu tempo, pois só com ele “sei” lidar.
"Na escada rolante da vida, queremos aproveitar todas as oportunidades que surgem, sempre temos muita pressa, porém as conclusões das nossas realizações tem dia e hora marcada. "
Viver à Pressa
Flor que nasce na primavera,
Olho para ti, pareces tão bela,
Cesso o meu passo para te olhar
Até à noite te procuro ao luar.
Flor que ignora as garras do tempo,
A hora não passa enquanto contemplo
A cor que não te envergonhas de ser,
Até quando o mundo não te está a ver.
Flor que só vive do sol e da chuva,
Ouves tudo o que o vento murmura
E guardas segredo como se tua voz fosse,
Em estranha humildade que me sabe tão doce.
Flor que aos meus olhos perdidos é pedra,
Já não és novidade que o meu olhar espera,
Mas continuas sorrindo na sábia certeza:
Não é do olho que olha a tua beleza.
Flor que me observa enquanto eu passo,
Os meus olhos para ti já não têm espaço,
Inebriados bebem do que não interessa,
Não sabem sentir porque sentem com pressa.
Flor que está ao longe acredita em mim,
Um dia terei força para voltar ao jardim
E perceber que mais vale cessar o meu passo
Que caminhar errante sem à beleza dar espaço.
