A Inteligencia Nao se Mede
Lá fora o tempo não para
a madrugada inquieta, fria
segue seu caminho
buscando o calor do dia
Aqui dentro sem você,
me resta o dom da poesia.
Já que não posso mais
beber do seu santo corpo,
Só me resta agora, o copo...
Vou de bar em bar, vou beber cachaça;
quem sabe assim
essa dor passa.
Os que tem
amor declarado,
os que não tem,
nem vem. que não tem
Os apaixonados, os mal-amados.
Todos são meus convidados.
a bebe deste cálice, do amor negado...
Garçom, mais uma rodada... eu pago.
Ei moço - disse ela,
não é o meus poemas que te fez melhor,
é muito mais, é meu amor por ti escrito neles.
Era um inicio de primavera,
éramos flor semente.
Vem cá passarinho;
não cai no chao
cai aqui na minha mão.
Vem cá menina; coração
Vem cá ser meu poema,
porque não?
Vem cá seu meu tudo,
ser o fim do meu às vezes
Vem cá pra vida inteira.
Vem cá do seu jeito.
Vem cá a sua maneira.
Ei moça,
não foi
você que disse
que o nosso amor
tinha gosto de mel?
Então explique;
o porque dessas lágrimas
escorrendo até minha boca..
Deixa um gosto de fel?
Talvez não seja amor
Talvez nem paixão seja
talvez é falta de fé
nos ritos papais
no rito desta igreja
Talvez te vesti de santa
Talvez santa você seja
Talvez quem sabe um dia
olhos nos olhos
dois corações
em uma só comunhão...
Ai então você veja.
E em uma procissão
pra vigem de Nazaré
Mãe santa do filho
que nos iluminou
Talvez quem sabe?
Ela nos festeja.
E lá do mais alto,
no som de mil_tons, diga:
Assim como diria meu filho:
A sua mulher te salvou.
