A Inteligencia Nao se Mede
"Na solitude, descobrimos que o silêncio não é ausência de vozes, mas o palco onde a alma finalmente consegue recitar seus versos mais cruciais."
"Enquanto as cidades correm atrás de minutos, o campo ensina que o tempo não é um relógio, mas o ritmo das colheitas: só floresce quem aprende a esperar."
"Quando o braço da lei esquece que sua função é proteger e não punir, ele se torna espelho de uma sociedade que trocou justiça por vingança."
"Malcolm X não nos convidou apenas a lutar contra correntes físicas, mas a forjar novas mentalidades: a revolução começa quando o oprimido descobre que sua voz é fogo."
"Vivemos na contradição de buscar sentido em um universo que não nos promete respostas, mas é justamente nesse vazio que inventamos a poesia de continuar."
Não é difícil entender porque a humanidade caminha em marcha lenta. Basta olhar para a internet e ver o que mais viraliza. Isso explica basicamente tudo!
Às Gerações Futuras: Parte II
Quando olharem para trás, saibam: a história não se apaga. Entre as sombras do século XXI, a Palestina sangrou sob a ocupação sionista, apoiada por potências que vestiram a máscara da civilização enquanto financiavam a barbárie. Cidades arrasadas, famílias despedaçadas, crianças enterradas sob escombros tudo em nome de um projeto colonial disfarçado de "direito histórico". Israel, armado até os dentes pelos Estados Unidos, transformou terras sagradas em campos de extermínio lento, onde a limpeza étnica foi meticulosamente planejada: demolições, muros, checkpoints e leis racistas.
O sionismo, ideologia que envenenou mentes com a ilusão de superioridade, não é apenas uma ameaça aos palestinos; é o câncer que corrói a humanidade. Enquanto uns silenciavam, outros lucravam. Enquanto a ONU balbuciava condenações vazias, bombas caíam sobre Gaza.
Que este registro os lembre: a cumplicidade com a opressão não é neutralidade, é crime. A Palestina resiste, e sua luta é um espelho para toda luta contra a tirania. Não compactuem com narrativas que apagam dores reais. Honrem os que não se calaram.
Justiça não tem prazo de validade. A memória, armada com verdade, será sempre a semente da liberdade.
Justiça não tem prazo de validade. A memória, armada com verdade, será sempre a semente da liberdade.
Aos que Virão: Parte IV
A história é cíclica, mas não precisa ser fatal. Guardem-se daqueles que, em nome de Deus, erguem muros de ódio e tecem discursos de exclusão. A tirania da direita e da extrema direita não veste apenas trajes políticos; veste-se de púlpitos, distorce escrituras e transforma fé em facão. Usam o divino para justificar o desumano: segregam, oprimem, matam em nome de uma moralidade que só serve ao poder.
Cuidado com os que confundem Deus com bandeira, transformando o sagrado em arma, a verdadeira espiritualidade não cerceia liberdades, não alimenta preconceitos, não cala vozes. Ela acolhe, questiona, liberta.
Sejam vigilantes: o autoritarismo disfarçado de piedade é o mais perigoso, não chegam com tanques, mas com pregações; não invade corpos, mas mentes, e sua crueldade está na perversão do amor em dogma, da compaixão em julgamento.
Herdeiros do futuro, lembrem-se: nenhum deus legitima a opressão e a fé que não dança com a justiça é ídolo vazio. Resistam aos que vendem céus pequenos para terrares ainda menores.
Plantem, em vez disso, um mundo onde o divino seja sinônimo de liberdade ou nada será sagrado.
Aos que Virão: V
A Terra não é herança, é empréstimo. Nossas mãos a rasgaram, envenenaram rios, sufocaram o ar com fumaça de ambição. Construímos desertos onde havia florestas; trocamos o canto dos pássaros pelo ronco de máquinas. Em nome do “progresso”, escrevemos o obituário de espécies inteiras.
Cuidado com a mentira de que destruir é desenvolver. Quem vende a natureza em pedaços não traz riqueza, traz dívida e vocês pagarão o preço. Os oceanos engasgam de plástico, o clima enlouquece, e o solo, exausto, já não nos sustenta e tudo isso enquanto aplaudíamos contas bancárias inchadas e corações vazios.
Não repitam nosso erro: a ganância veste terno, assina contratos, mas seu fim é canibal, ela devora montanhas, seca nascentes, envenena o amanhã.
Se ainda restar verde em seus olhos, protejam-no. A resistência começa quando se enxerga a vida como sagrado, não como recurso, plantem árvores onde deixamos cinzas; resgatem os rios que aprisionamos em concreto.
A natureza não pede perdão ela devolve, com juros, cada ferida. Salvem-se salvando-a. O futuro não é uma linha reta; é um círculo quebrado. Refazê-lo ou enterrá-lo: a escolha, agora, é de vocês.
A natureza não pede perdão ela devolve, com juros, cada ferida. Salvem-se salvando-a. O futuro não é uma linha reta; é um círculo quebrado. Refazê-lo ou enterrá-lo: a escolha, agora, é de vocês.
Para os que Virão: VI
Se algum dia lerem estas palavras, saibam: nossa maior doença não foi a depressão, mas a cegueira que nos impediu de vê-la como tal. Durante séculos, tratamos a dor da alma como fraqueza, o desespero como falta de caráter, o vazio existencial como preguiça. Transformamos sofrimento em vergonha, e a vergonha em silêncio. Enquanto negávamos diagnósticos, construímos um mundo doente: competitivo até a exaustão, individualista até a solidão, rápido até a desconexão.
A depressão não é "falta de Deus" ou "modinha". É o corpo gritando que a vida pesa mais que os ossos podem carregar, nós ignoramos a química cerebral, menosprezamos traumas, romantizamos a resistência. E, assim, permitimos que milhões definhassem em leitos invisíveis, sem remédio ou acolhimento.
Vocês, que herdarão o futuro, não repitam nosso erro. Enxerguem a saúde mental como direito, não luxo, ouçam os suspiros antes que virem colapso. Construam uma sociedade que não precise adoecer para descansar. Lembrem-se: a humanidade só avança quando cuida dos que caem não quando os chuta para frente.
Sejam mais sábios. Sejam mais humanos.
Para os que Virão: Parte VII
Não permitam que a infância seja engolida por retângulos de luz, pois, as telas são um veneno doce, que adormece mãos curiosas e aprisiona olhos que deveriam decifrar o mundo. Exijam que as crianças caiam no chão, risquem os joelhos, sintam a terra úmida escorrer entre os dedos. A lama não é sujeira: é tinta, é mapa, é o primeiro diálogo com a vida real.
Há uma conspiração silenciosa para substituir o cheiro de grama molhada por notificações, o susto de uma minhoca por likes. Resistam. Brincar na terra não é nostalgia é treino para ser humano, é ali que se aprende a criar com o que existe, a frustrar-se com as formigas que invadem o castelo, a celebrar a tempestade que arrasa tudo. A tela ensina a consumir; a terra, a transformar.
Não tenham medo do tédio, do barro nas unhas, do silêncio que parece vazio. É nele que a imaginação cresce raízes. Seu futuro não será salvo por algoritmos, mas por mãos que sabem semear.
Desliguem. Cavem. Existam.
Para os que Virão: VIII
Não se enganem: todo sistema que aprisiona sonhos, engessa corpos e cala vozes nasce frágil. Sua força vem do medo que plantam em nós. Rebelar-se não é apenas queimar estruturas; é recusar-se a engolir mentiras vestidas de normalidade.
Olhem em volta: as grades são invisíveis, mas estão lá nos salários que não alimentam, nas regras que humilham, nos corpos que definem quem merece existir. Resistir é honrar os que vieram antes, com nomes apagados e histórias roubadas. Cada passo contra a opressão é um fôlego novo no pulmão da humanidade.
Não tenham medo da desordem. O mundo que prometem "seguro" é o mesmo que adoece, exclui e apaga. A verdadeira pergunta não é "O que vamos perder? ",mas"O que mais podemos ganhar se ousarmos?".
Rebelião não é destruição: é cura. É dizer "não" quando o sistema exige seu "sim" silencioso. Herdem esta chama. Não a deixem morrer na comodidade do esquecimento.
Aos inquietos do futuro, com fé.
VALOR DAS COISAS
Claros e justos como um pavão
Você não é só mais um em meio à multidão,
Você é único, o que importa é sua intenção.
De que vale a nota, se um dia ela vai acabar?
De que vale a vida, se um dia ela vai terminar?
De que vale o amor, se um dia sempre hei de olhar?
Sois tão justos quanto todos,
Sois todos distintos.
Somos seres extintos por natureza,
Por que hei de ter alguma certeza?
Até as folhas, quando caem das plantas,
Sentem a energia, a força da natureza.
Nós, que pensamos, amamos, sonhamos,
Achamos que a natureza é bárbara.
Os podres de coração é que são bárbaros.
De que se limita o amor,
Quando o único problema é amar?
E, em vista disso,
Por que se limita na presença do amor, do verdadeiro amor?
Para os que Virão: Parte X
A desigualdade não é um acidente da história, mas uma escolha repetida. Herdam um mundo onde riqueza, oportunidades e dignidade foram distribuídas como privilégios, não como direitos. Saibam: a justiça não brota por conveniência. Exige ruptura.
Não se enganem com discursos que culpam os pobres por sua pobreza ou glorificam o mérito em um tabuleiro desigual. A luta contra a desigualdade começa quando reconhecemos que ninguém é livre enquanto há pessoas reduzidas a números, corpos descartáveis, vozes abafadas pelo ruído do poder.
Seus antepassados combateram sistemas, mas muitos preferiram negociar migalhas em vez de redistribuir o pão. Não repitam o erro. Sejam radicais: eduquem, redistribuam, desmontem hierarquias. Não basta amenizar sintomas; curem a doença. A terra, o trabalho, o conhecimento tudo deve ser comum.
Desconfiem de quem diz "é assim mesmo". O futuro não é um destino, mas um projeto. Escolham: perpetuar pirâmides ou construir círculos. Lembrem-se: enquanto um existir de joelhos, a humanidade não estará de pé.
A luta é longa, mas a semente da igualdade só germina quando plantada com as mãos sujas de ação.
Aos que Virão: Não Deixem de Ser Comunistas
Não confundam comunismo com dogmas ou estátuas caídas. É, antes, a recusa eterna à exploração do homem pelo homem. Lembrem-se dos que ousaram: Marx, que desnudou as engrenagens do capital; Lenin, que transformou teoria em revolução, mesmo entre erros; Che Guevara, médico que trocou a bisturi pela guerrilha, buscando curar a América Latina da opressão. Angela Davis, mulher negra que uniu marxismo à luta antirracista. Salvador Allende, morto defendendo a democracia com pão e livros. Thomas Sankara, que em Burkina Faso plantou árvores e ideais anticoloniais. Ho Chi Minh, que expulsou impérios do Vietnã.
Critiquem seus excessos, mas não joguem fora a utopia com a água suja da história. O comunismo não é museu: é horizonte. Enquanto houver um patrão sugando o suor alheio, um favelado sem teto, um indígena sem terra, o comunismo será necessário. Não por fanatismo, mas por justiça.
Aos que herdarão a Terra carbonizada: lutem, mas lutem sem perder a humanidade. O futuro é uma trincheira que exige tanto coração quanto crítica. Não desistam. Reinventem.
