A Hora da Verdade
A verdade é relativa e variável, não um estado fixo.
Logo, não se apaixone pela mentira alheia.
O tempo é o único responsável em mostrar a face da sinceridade.
Que seja leve e seja luz, que prefira a paz e o bom humor, que seja sempre verdade e acredite no amor.
A gente nunca vai saber, de verdade, o que o outro está pensando.
Porque pensamento é território íntimo, é silêncio que só mora dentro de quem sente.
A gente também nunca vai saber exatamente o que o outro está sentindo.
Sentimento não se mede, não se compara.
O que dói em mim pode não doer em você — e o que te quebra, talvez o outro nem perceba.
Por isso, dizer que alguém está bem é fácil.
Difícil é enxergar além do sorriso, além da frase pronta, além do “tá tudo bem”.
Só quando a gente tenta se colocar no lugar do outro, com empatia e respeito, é que começa a entender um pouco do peso que ele carrega.
Vivemos cercados de abraços vazios.
Pessoas que encostam o corpo, mas não entregam presença.
Que abraçam sem sentir, escutam sem ouvir, ficam sem realmente estar.
E tem uma coisa que eu aprendi:
pena não é amor, não é cuidado, não é apreço.
Pena machuca. Apreço acolhe.
Pessoas vêm, pessoas vão.
Algumas se perdem no caminho.
Outras, infelizmente, já não estão mais entre nós.
Mas existem aquelas que o tempo não apaga, a ausência não arranca, e a morte não as leva.
Essas ficam.
Ficam na memória, no coração, e em tudo aquilo que nos ensinou a sentir diferente.
É Surreal o poder que o falar tem frente a verdade dos fatos, a retração do mercado não mente. Dizer o que se quer ouvir é fácil, é manipulativa mesmo, agir no emocional de pessoas já fragilizadas é extremamente simples, pessoas humildes, sem esperanças é ainda mais.
O Brasil que queremos é livre de hipocrisias, abusos, à benefícios de poucos, isso é Democracia!
A verdade não é doce.O que se quer ouvir sim. Conduzo você a meu benefício, quero "ajudá-los", "meus companheiros".
TENSÃO MORAL DA VERDADE E HUMILDADE NO CENTRO ESPÍRITA SEGUNDO J. HERCULANO PIRES.
As reflexões apresentadas nas passagens exibidas têm autoria inequívoca de J. Herculano Pires, pensador espírita de rigor filosófico e fidelidade doutrinária reconhecida, especialmente na obra O Centro Espírita. O Centro e a Comunidade. Nelas se manifesta uma compreensão severa, porém profundamente evangélica, do papel moral do Espiritismo e da responsabilidade ética daqueles que o representam.
Ao afirmar que quem não defende a Verdade traída não é digno dela, J. Herculano Pires reafirma um princípio central do Cristianismo primitivo. A Verdade não admite neutralidade. A omissão diante da mentira não preserva a paz. Apenas a corrompe silenciosamente. Quando o Cristo enfrenta publicamente os mentirosos no Templo, conforme o Evangelho de João, Ele não inaugura a agressividade. Revela a incompatibilidade entre a Verdade viva e a falsidade institucionalizada. A reação violenta dos ouvintes confirma que a mentira, quando desmascarada, tende a recorrer à força, jamais ao argumento.
No âmbito do Centro Espírita, J. Herculano Pires é categórico ao recusar qualquer forma de autoritarismo disfarçado de função administrativa ou doutrinária. Um presidente de Centro não é governante político. Um doutrinador não é sábio por título. Ambos são aprendizes em processo, espíritos necessitados de vigilância moral constante. O serviço espírita exige renúncia à vaidade, ao desejo de mando e à tentação de humilhar em público sob o pretexto de disciplina.
Outro ponto central destacado por J. Herculano Pires é a naturalidade do Espiritismo. A Doutrina não se harmoniza com maneirismos, vozes impostadas, teatralizações afetivas ou gentilezas artificiais. Tais comportamentos não refinam o espírito. Apenas mascaram fragilidades morais e favorecem a hipocrisia. O verdadeiro trato fraterno é simples, direto e honesto. Onde há encenação, perde-se a autenticidade evangélica.
A advertência mais grave, contudo, recai sobre a ausência de humildade. Para J. Herculano Pires, Espiritismo sem humildade é comparável a água poluída. Torna-se campo fértil para a pretensão, o orgulho e a vaidade intelectual, atraindo influências espirituais inferiores. A humildade, entretanto, não dispensa o estudo. Sem estudo sério, a humildade degenera em ignorância passiva. Sem humildade, o estudo converte-se em instrumento de exibição pessoal.
Por fim, o autor reafirma que o Espiritismo não é proselitista. Não disputa adeptos nem se impõe como verdade absoluta por meios emocionais. Seu dever é esclarecer, orientar e acolher com lucidez, coerência moral e fidelidade doutrinária. O exemplo vivido vale mais do que qualquer discurso.
Assim, segundo J. Herculano Pires, o Centro Espírita somente cumpre sua missão quando se ancora na Verdade sem concessões, na humildade sem fingimento, no estudo sem vaidade e na caridade sem teatralidade. Fora disso, resta apenas a forma vazia. Dentro disso, edifica-se silenciosamente a consciência moral capaz de transformar o indivíduo e, por consequência, a sociedade.
Às vezes a gente acha que ajudar é ter tudo resolvido, mas não é.
Ajuda de verdade vem de quem atravessou e continuou humano.
Na minha opinião, ninguém sabe nada de você de verdade. As pessoas criam versões na imaginação, com suposições. Elas inventam uma história, um personagem, e julgam o que imaginam.
Mas você não deve perder energia pensando nisso. Essas ficções não definem quem você é. A vida é agora, é real e está acontecendo neste exato momento. O que importa é o que você sente, faz e vive.
Não se aprisione às expectativas ou narrativas dos outros. Liberte-se e viva.
Alexandre Sefardi
Para viver de verdade, pensando bem sobre a vida, é preciso ser amado; amar e se amar. Ter esperança. Questionar o que nos mandam fazer, sem brigas tolas, mas sem apenas aceitar tudo. Aproveitar o bom, mas também enfrentar o ruim. Aguentar sem se curvar, aceitar sem se humilhar, se doar sem deixar de ser você mesmo. Sonhar, porque sem sonhos a vida perde a luz. Fugir, com a liberdade do pensamento, da pressão para ser igual a todos. E que cada coisa que façamos seja, naquele momento, o nosso melhor.
A mentira repetida só vira verdade por ser uma das moedas que custeiam o aluguel das cabeças desocupadas.
A verdade nunca dói, o que dói é o fato de ela diferir das nossas vontades.
E a mentira não cria raízes por força própria.
Ela precisa de solo fértil: mentes desocupadas, críticas adormecidas e consciências terceirizadas.
Repetida, não se transforma em verdade — apenas em hábito.
E hábito, quando não questionado, passa a ser confundido com realidade.
Há quem alugue a própria cabeça por conforto: pensar cansa, duvidar exige coragem e confrontar narrativas cobra um preço muito alto.
A mentira paga esse aluguel com promessas fáceis, inimigos prontos e explicações que dispensam reflexão.
Em troca, exige apenas silêncio interior e obediência ruidosa.
Mas a verdade nunca foi aceita como moeda corrente.
Ela às vezes pesa demais, incomoda, desalinha certezas e devolve ao indivíduo a responsabilidade de pensar.
Por isso, circula muito menos.
Não porque seja fraca, mas porque recusa ser aceita sem resistência.
No fim, a mentira só prospera onde o pensamento crítico tirou férias ou nem sequer existiu.
E talvez o maior ato de rebeldia hoje seja reocupar a própria mente — expulsar o inquilino confortável da repetição e devolver à verdade o espaço que sempre foi dela.
A Bíblia é como uma espada forjada pelo próprio Deus, feita de um material indestrutível, a verdade eterna.
Mesmo que receba golpes, críticas ou tentativas de distorção, não se quebra, porque sua essência não é humana, mas divina.
Quem a empunha, encontra força, defesa e clareza em meio às batalhas da vida.
Que a tua fidelidade, a verdade que professas e os atos de justiça que praticas não te levem a temer a reprovação, o desprezo ou a ofensa pública.
O amor acalma, acalma de verdade, e põe fim àquela fome sem fim do corpo que sonhamos ter.
O amor é a última resposta, vai além do que vemos e até da morte. Ele é a maneira como aceitamos e celebramos o corpo de verdade, o corpo que temos aqui e agora. Talvez seja a única resposta que temos de fato.
