A Hora da Verdade
Amizade de verdade não nasce do acaso…
nasce de algo que a gente nem sabe explicar,
como se dois corações, em algum momento da vida, simplesmente se reconhecessem.
Não precisa de esforço, não precisa de aparência…
é leve, é sincero, é presença mesmo na ausência.
São laços que não se quebram com o tempo,
nem com a distância, nem com o silêncio.
Porque quando é de verdade… fica.
Fica no cuidado, nas lembranças, nas orações silenciosas,
nos pequenos gestos que dizem tudo sem precisar de palavras.
Corações conectados não precisam estar perto o tempo todo…
eles só precisam ser reais.
E quando são… existe uma paz diferente,
uma certeza tranquila de que, aconteça o que acontecer,
ali existe alguém que é abrigo.
E no meio de tantas relações rasas,
amizade assim é raridade… é presente… é bênção.
Se você tem alguém assim… valorize.
E se você é alguém assim… nunca deixe de ser.
Porque no fim…
não é sobre quantas pessoas passam pela nossa vida,
mas sobre quem permanece conectado com a nossa alma.
Quer conhecer alguém de verdade? Veja como ela age com raiva. A raiva revela o que o sorriso esconde.
No fim, não é o brilho do mundo que me sustenta, mas o olhar de quem me vê de verdade, porque é no vínculo vivido sem medo que a vida deixa de ser apenas existência e passa a fazer sentido.
palavras anestesiam os sentimentos.
A verdade revela - se "fase",
afastando passado e futuro.
Não deixou lágrimas nem saudades.
sem sentir a perda,
não precisou do perdão,
O que houve nem eu sei !
Você é tão incrível que merece tudo de bom desse mundo.
Na verdade você merece o mundo inteiro!
Eu queria lhe dar o mundo, mas, o que posso é lhe dar o meu mundo inteiro... o melhor do meu mundo!
Sou de coração aberto, mas não de permanências forçadas.
Onde falta verdade, eu me retiro… em silêncio e com dignidade.
✍️ Nereu Alves
MABUJES
No deserto quando eu era menino
Uma voz bem ao longe sussurrava
Que a verdade não estava no destino
Mas em cada passo que eu dava.
Cresci sobre dunas de areia
Aprendi com a observação
Segui a luz que clareia
Na candeia da intuição.
Vi homens brigando por certezas
Que julgavam ser a única verdade
E outros chorando de tristeza
Por terem confiado em falsidades.
Não estão no fim da jornada
As respostas que tanto procuro
Elas estão nas várias pegadas
Que deixo nos longos percursos.
E a voz que me chama
É o outro eu que reside
No âmago das entranhas
Que minha mente não atinge.
Vi impérios desmoronarem
E o poder deixar os poderosos
Vi pessoas se digladiarem
Por conceitos religiosos.
Servi sem esperar recompensas
Ouvi opiniões contraditórias
Aprendi sobre os pais das crenças
E sobre personagens da história.
Mas foi no templo do silêncio
Que encontrei as respostas
Aos muitos questionamentos
Que pesavam em minhas costas.
A luz que o peregrino
Anseia encontrar
Só estará no destino
Se lá ele a colocar.
O viajante que junta azeite
Nos trajetos que permeia
No destino encontra deleite
Ao ver brilhar sua candeia.
Limpe o vidro do espelho
Até que ele consiga
Revelar o ser mais belo
Que seu interior abriga.
E caso ele se quebre
Não interrompa a viagem
Porque o que ele reflete
Vai além da sua imagem.
Ele exibe o outro eu
Que sua essência ilumina
E que o liga a Deus
Por ser centelha divina.
Não no fim, mas no caminho
Está a chance de redenção
Para quem nos pergaminhos
Anota sua evolução.
Se a noite roubar as cores
Das flores que você plantou
Deixe o sol devolver às flores
As cores que a noite roubou.
Seja guia e inspiração
Para quem caminha a esmo
Porque no fundo todos são
Peregrinos de si mesmos.
Eduardo de Paula Barreto
02/04/2026
