A Gente se Entende
"A gente colhe o que planta. Se você planta arrogância e falta de respeito, não reclame quando colher solidão e bolso vazio."
"Não confunda a armadura de quem sofre com a maldade de quem fere. Às vezes, a gente fala com espinhos só para proteger a flor que ainda resta lá dentro."
"A gente conhece o caráter de um homem não pelo que ele ganha, mas pelo que ele faz para não perder o que tem."
"Se nessa vida a gente não for capaz de servir aqueles menos favorecidos do que nós, seremos nós os miseráveis e não eles."
Não foi conexão.
Foi conveniência.
E o mais difícil de admitir?
Que muitas vezes a gente sabe…
mas escolhe ficar.
Se ajusta pra caber.
Maternar.
Tentar curar...
Como se amar fosse dar conta do outro.
Mas não é!
Quando é real, tem presença.
Tem escolha.
Tem espaço.
O resto… é ausência disfarçada de quase.
Palavras bonitas e ações egóicas, indisponibilidade inconsciente.
Eu parei de romantizar isso.
E foi aí que tudo começou a mudar.
Hoje, a paz é um dos itens inegociáveis pra mim!
Sabe aquele tempo que a gente lembra com uma certa nostalgia: amigos de infância, o céu estrelado, olhar apaixonado, amarelinha na calçada, estudar um dia antes da prova e ainda tirar nota alta, pois é, bons tempos... Um dia a gente cresce e acha que sabe tudo, que agora sim vou ser feliz, ter uma casa, um carro, um bom emprego... uma pena que a gente demora tanto tempo para perceber que bom mesmo era sentar na calçada e olhar para o céu, imaginando os monstros que as nuvens formavam... bom mesmo era rir de tudo sem grandes preocupações, com a inocência que só uma criança traz no olhar... bom mesmo era curtir estes momentos tão especiais, tão cheios de sonhos, de fantasias, de esperança, tão perto de Deus.
FUJA DE GENTE
que só te trata bem quando convém, e que subitamente já no dia seguinte de uma interação conveniente e satisfatória, torna-te um estranho pela maneira como te evita, dizimando a sua importância e desvalorizando a sua intensidade.
O corpo é só a casca
o que a gente quer mesmo é
morar dentro do outro.
Fiz do corpo a barganha
para receber sua atenção.
Mas você me desprezou.
Descobri que amor
não se ganha com esta exposição.
Fui apenas prazeres colhidos,
arrastados com a moral no chão.
O amor pode ser algo impossível,
mas ninguém retira dele
a beleza de ser sentido.
Isso é que é incrível...
O que me importa
se você me desprezou?
Não me quis e me deixou...
Essa fantasia, fui eu que acolhi,
que me lambuzei
nesse sentimento e emoção.
Embriaguei-me nessa divina sensação.
De que adiantou publicar o corpo?
Se o que eu queria era o seu coração.
A gente gosta de repetir que está evoluindo.
Que agora sabemos mais, entendemos mais, pensamos melhor.
Mas basta olhar com calma para perceber que, enquanto a tecnologia sobe, a consciência desce um degrau silencioso.
Hoje vemos o sagrado desfigurado no sambódromo, tratado como peça de teatro, como se debochar da fé alheia fosse sinônimo de coragem artística.
Dizem que é liberdade… mas muitas vezes é apenas vazio fantasiado de ousadia.
As palavras perderam peso.
Os valores perderam forma.
O respeito virou só mais um item descartável em nome do “conteúdo que engaja”.
Criamos uma cultura em que o desleixo é celebrado como autenticidade,
o egoísmo é vendido como autocuidado,
e a grosseria virou manual de comportamento com título moderno.
Quanto mais raso, mais viral.
Quanto mais vulgar, mais lucrativo.
Quanto mais ofensivo, mais “revolucionário”.
E no meio disso tudo, alguém ainda diz:
— Estamos melhorando.
Porque, se chamam de evolução aquilo que nos faz desprezar o que é sagrado,
trocar profundidade por espetáculo,
e aplaudir o que corrói a dignidade humana…
então isso não é crescimento.
É só o caos ficando mais organizado, mais bonito, mais vendável.
É a desordem aprendendo a usar terno e gravata.
A verdade é simples e incômoda:
não existe progresso quando a alma anda para trás.
Hoje eu entendo que a maior dor não é a morte.
É o que a gente deixou de dizer enquanto havia tempo.
A partida de um pai não leva só um homem.
Leva conselhos que ainda seriam dados, abraços que ainda seriam necessários, olhares que diziam mais do que palavras.
A gente cresce achando que nossos pais são eternos.
Que sempre haverá um amanhã para conversar, para perdoar, para agradecer.
Mas a vida não espera nossos acertos emocionais.
E quando parte…
fica o silêncio.
Fica a lembrança.
Fica o “se eu tivesse dito”.
Hoje eu aprendi algo que dói, mas ensina. Eita pesado !!
Valorize enquanto respira.
Abrace enquanto está quente.
Perdoe enquanto a voz ainda responde.
Família não é perfeita.
Amigos falham.
Nós falhamos.
Mas a ausência é definitiva.
Não espere um velório para reconhecer valor.
Não espere um leito de hospital para dizer “eu te amo”.
Não espere a perda para entender a importância.
A vida é frágil demais para orgulho.
Curta demais para indiferença.
Imprevisível demais para deixar amor guardado.
Se você ainda pode ligar para seu pai, sua mãe, seu amigo…
Ligue.
Se pode resolver algo…
Resolva.
Porque depois da partida, o que fica não é o dinheiro, não é o status, não é a razão.
O que fica é o amor ou a falta dele.
E isso ecoa para sempre.
By Evans Araújo.
Em memória de Raimundo Edmundo leite
" VAMOS SORRIR GENTE, PORQUE,
Hoje a arrogância do meu dia me mandou dizer para a apatia do teu dia que hoje, é o nosso dia mais importante para as coisas boas para nós. "
A beleza da vida não está escondida, a verdade é que muita gente nem se atenta às coisas simples. Mas quem vê aprecia, quem aprecia sente, quem sente se apaixona e quem se apaixona VIVE.
