A Gente se Entende
Tem gente na internet, de tanta carência, acaba se apaixonando por perfil fake… e ainda chama isso de destino.
Acho que uma das maiores vitórias da vida é poder pertencer ao lugar onde a gente realmente quer estar, e não ao lugar que foi imposto pra gente.
"A paz não cai do céu, ela nasce no chão que a gente pisa, através das escolhas que fazemos a cada segundo."
Existem coisas que a gente sente mas não diz. E há coisas que a gente diz mas não sente. Às vezes isso torna a vida mais segura, mas também pode deixá-la menos autêntica.
Há dores que a gente passa que talvez nunca saibamos o motivo. Mas, às vezes, Deus também nos concede a graça de ver o fruto do nosso penoso trabalho.
Às vezes, na pressa de esconder o que está sentindo a gente coloca um sorriso na boca e esquece de secar os olhos.
Sobre nós
A gente não é só corpo e alma
É passado
É presente
É futuro
A gente não só vive
A gente finge
Inventa
Aguenta
Viver é só uma forma de continuar
A gente não morre de repente
Vai se desmanchando aos poucos
Esvaindo-se em saudades
Enchendo-se de tristezas
Entulhado de dores
No fundo,
Bem no fundo
A gente se esforça pra não ficar louco
O “quase” tem esse jeito estranho de permanecer aberto dentro da gente. Não termina completamente. Não vai embora por inteiro. Fica ali… como uma porta entreaberta na alma.
Às vezes, o cansaço não vem do que a gente perdeu, mas de continuar morando em um passado que Deus já deixou para trás.
A causa do olhar
Tem gente que olha os outros como juízes em causa própria e se esquecem deles próprios, mas um dia esse olhar lhes vai bater à porta.
Quando a gente ama,
aparência nada manda,
mas a honestidade...
Pois tudo é ilusão,
só não,
a fidelidade!
A gente negligencia as pessoas porque as confunde com a paisagem, achando que estarão sempre ali, como as árvores na beira da estrada.
O amor começa
quando a gente para de mendigar espaço
na história dos outros
e começa a escrever,
com coragem,
a nossa própria história.
A gente vive como se tivesse tempo de sobra. E o tempo… anda de fininho, pregando peça na gente. Poucas coisas nos humanizam tanto quanto o luto. É um choque seco, direto. Um corte na ilusão de que tudo pode esperar, de que dá pra deixar pra amanhã. Porque, quando a perda chega, de repente, o amanhã que a gente guardava com tanto cuidado… não existe mais.
A gente passa a vida fazendo planos como se o calendário fosse o nosso aliado, como se o relógio estivesse do nosso lado. E o luto escancara isso sem delicadeza nenhuma. Perder alguém muda o jeito como a gente enxerga o tempo. Você percebe que ele não era tão longo quanto parecia. Que aquela conversa podia ter acontecido. Que aquele abraço podia ter sido dado. Que aquele café não precisava ter esfriado.
É como se o relógio risse da nossa pressa. A gente corre para tudo… menos para o amor, menos para o afeto. E aí, quando não dá mais, a gente entende. Entende tarde. Entende na dor.
O luto humaniza porque tira a gente do automático. Ele quebra essa ideia de controle que a gente insiste em ter. Ele lembra que a vida não é um projeto infinito. É uma travessia. Uma viagem.
O tempo não avisa quando vai acabar. Mas sempre mostra, do jeito mais duro, que ele nunca foi garantido. Zero garantias.
