A Gente se Entende
Às vezes nem pra gente faz sentido… você não é perfeita, eu também não sou. Mas quando a gente tá junto, tudo se encaixa de um jeito que o mundo inteiro pode não entender… mas a gente sente.
CARLA,
a gente ainda ri
das mesmas coisas simples…
das pizzas divididas,
dos hambúrgueres que nunca são só comida, porque sempre viram momento.
E é engraçado…como tudo fica melhor quando é com você.
Não é sobre o lugar, nem sobre o que a gente come.
É sobre estar ali, do teu lado,
fazendo o simples virar memória.
E, no fim…não sei...
DeBrunoParaCarla
O amor de verdade a gente reconhece no cheiro e na firmeza do toque. É saber que, se o mundo lá fora balançar, aqui dentro a gente está seguro. A gente escreve nossa história todo dia com um olhar de cumplicidade, provando que quando existe verdade, se acorda balançar a gente sempre dá um jeito.
DeBrunoParaCarla
A gente não precisa de muito pra ser feliz. Basta o teu abraço no fim do dia e aquela conversa jogada fora que cura qualquer cansaço. Te amar é a minha certeza mais bonita.
DeBrunoParaCarla
Não sou louco por querer te explicar,
Que o que foi veneno me ensinou a curar.
A gente só brota se a terra for forte,
E a dor que passou me trouxe mais sorte.
Não tente entender com a cabeça e a razão,
Sinta o que o broto diz pro seu coração.
DeBrunoParaCarla
É estranho como a gente pode saber exatamente a verdade e ainda assim, continuar presa a uma esperança que nasce toda vez que dois olhares se encontram.
Setembro Amarelo....
Precisa -se de gente boa!
Gente que resgata a gente.
Gente que tira do chão.
Que emana boas energias pro seu coração.
Gente que te quer bem!
Que quer te ver seguindo além,
além dos seus medos e desânimos.
Te ver subindo no palco da vida,
e ver você se valorizar.
ver o seu sorriso brotar
e a felicidade transbordar.
Precisa de gente boa!
Gente que não critica,
nem aponta os defeitos,
Mas que se coloca no lugar
e quando precisar
está pronto pra ajudar.
Precisa de gente boa!
Que quer que você fique bem,
que te apoia sem criticar,
que sobe seu astral,
e não te leva a mal.
Essa gente que precisamos.
Para uma corrente fazer,
para ninguém sofrer
e sim fortalecer.
Para assim na vida renascer
e poder vencer!
Liddy Viana ✍
Ninguém nasce inteiro. A gente vai se construindo aos poucos, entre tropeços, recomeços e perguntas que não têm resposta. E tudo bem não ter tudo resolvido. A pressão por estar pronto, por ter um plano, por parecer que a vida está sob controle, é um peso moderno que carregamos sem perceber.
O incompleto não é defeito. É estado natural. Somos versões em constante atualização, com bugs, travamentos e algumas funcionalidades que ainda não descobrimos. Aceitar isso não é desistir. É parar de brigar com a própria sombra.
A rede social mostra o ápice, o resultado, o sorriso no pico da montanha. Mas a história de verdade está na subida: no cansaço, na vontade de voltar, no passo seguinte mesmo sem certeza. É ali que a gente muda.
Ser incompleto é ser honesto. É admitir que erramos, que não sabemos, que ainda estamos aprendendo a ser quem somos. E talvez essa seja a coragem mais rara de todas: mostrar o processo, não só o produto final.
Hoje estou bem cansada, muito cansada. E não é bom a gente concluir que se cansou. A vida depende muito de não se cansar.
É cruel e difícil amar alguém que ama todas as mulheres do mundo. A gente não sabe porque está ali e nem porque ele permanece. Dizer adeus pode ser uma saída, mas é a mais dolorosa. Nesse ínterim, a gente acaba ficando se isso não acabar com a gente. Não é falta de amor próprio. É amor demais.
Amor não é moeda de troca. Dispensa cobranças. Amor, a gente dá quando a gente tem e recebe quando merece, quando convém.
Nós, comunistas, somos como sementes e as pessoas são como o solo. Onde quer que a gente vá, devemos nos unir às pessoas, criar raízes e florescer entre elas.
As pessoas não precisam ser do jeito que a gente quer. E a gente também não precisa ser do jeito que elas querem.
A gente precisa se sentir bem sozinho. Quando escolhemos estar com alguém, tem que ser porque gostamos da companhia, porque queremos e porque nos faz bem. Nunca por obrigação ou carência.
As pessoas não se precisam uma da outra. Elas se completam, mas não como duas metades. E sim como duas pessoas inteiras que resolvem dividir sonhos, alegrias e a vida juntas.
Em tempos de pandemia.
Tudo está tão diferente,
Muita rotina,
Alterando a vida da gente.
Conversas rápidas no portão,
Usando máscaras
Olhares sinceros
Sem aperto de mão.
A regra é isolamento
Se não quer adoecer
Seja obediente.
Nada podemos fazer
além de crer em Deus
Esperar, confiar e orar.
Isso também vai passar…
Eu menti para muita gente. Mas a mentira mais cruel foi a que contei especificamente para mim. Porque, quando você convence o resto do mundo, ainda existe alguém que conhece a verdade. Quando convence a si mesma... você começa a perder o caminho de volta.
Gente em turbilhão
As luzes adormecem.
Finda a noite…
Mas as sombras permanecem.
Comecei a ter medo nesse dia.
Uma noite que jamais se fazia dia.
Por que o sol não mais aquecia?
Ninguém me falou que a dor não diminuiria.
Trevas, solidão.
Gente em turbilhão.
Só… meu coração.
zelo verde.
Existem pessoas que a gente aprende a guardar sem nunca ter assinado esse compromisso. Não existe promessa, não existe cerimônia, ninguém entrega nada nas nossas mãos dizendo “agora é sua responsabilidade”. Acontece antes. Num olhar pequeno demais para entender o mundo, num par de olhos verdes que ainda não conheciam a crueldade das coisas, e de repente alguma parte da gente decide que aquilo precisa chegar inteiro até a vida adulta.
Foi assim.
Antes de saber o que era proteger alguém, eu já queria protegê-la.
Talvez porque eu tenha visto cedo demais que nem todo lugar chamado de casa sabe ser abrigo. Enquanto algumas crianças aprendiam que os adultos eram aqueles que resolviam as coisas, ali se aprendia o contrário. Aprendia-se a reconhecer o peso de uma discussão pelo jeito que o silêncio vinha depois. A perceber quando alguma coisa estava errada antes mesmo de alguém dizer. A amadurecer não porque queria, mas porque certas coisas não deixam escolha.
E ela amadureceu cedo.
Talvez cedo demais.
Carregou coisas que não deveriam caber em alguém tão nova e, ainda assim, conseguiu conservar uma das coisas mais bonitas que alguém pode conservar depois de conhecer o lado difícil da vida: a doçura.
Isso sempre me impressionou.
Porque seria fácil endurecer. Seria compreensível fechar as portas, perder a delicadeza, deixar o mundo ensinar que sentir demais é uma fraqueza. Mas não foi isso que aconteceu. Ainda existe nela esse jeito doce, essa capacidade de se importar, de amar os animais quase como se eles fossem pequenos pedaços de um mundo que ainda vale a pena, de olhar para quem ama e se entregar de verdade.
E existe esse amor pelos irmãos também.
Talvez ela nem perceba o tamanho que isso tem.
Mas eu percebo.
Eu sempre percebi.
Talvez seja por isso que exista dentro de mim esse instinto quase absurdo de proteção. Tive que aprender a ter olhos de pai sem ser pai, cuidado de mãe sem ser mãe, e aquela vigilância silenciosa de quem sabe que alguma coisa preciosa está atravessando um lugar que nem sempre é gentil.
Eu não podia impedir tudo.
Mas queria.
Queria colocar meu corpo na frente de qualquer coisa que pudesse feri-la. Queria que certas palavras nunca chegassem até ela. Queria que certas noites não existissem. Queria que ela pudesse crescer sem precisar entender tão cedo coisas que ninguém deveria precisar entender cedo.
Só que o mundo não pede licença.
E talvez uma das coisas mais difíceis de assistir seja justamente perceber que alguém que você ama possui suas próprias tempestades.
Existem altas e baixas.
Dias em que tudo parece respirar melhor e dias em que a própria cabeça parece um lugar difícil de morar. Momentos em que aquela doçura aparece com força, em que ela se ilumina pelas pequenas coisas, pelos animais, pelas pessoas que ama, pela própria vontade de continuar sendo quem é. E existem momentos em que tudo parece perder o tamanho certo, em que sentimentos chegam como ondas grandes demais e levam consigo aquilo que parecia estável.
Eu gostaria de poder estar presente em todos.
Mas não posso.
Hoje existe distância.
Goiânia está longe. A vida mudou. Cada um está vivendo seus próprios dias, carregando seus próprios problemas, e eu não consigo mais estar perto de cada silêncio estranho, cada noite difícil, cada momento em que alguma coisa parece sair do lugar.
Mas a preocupação não diminuiu.
Ela só aprendeu a viajar.
Agora ela aparece numa mensagem.
Num “saudade ga”.
Num pensamento que surge do nada no meio do dia.
Na vontade de saber como está, mesmo quando ninguém disse que havia alguma coisa errada.
Porque certas responsabilidades não obedecem a quilômetros.
E talvez seja isso que a distância tenha me ensinado: eu não preciso conseguir salvá-la de tudo para continuar cuidando.
Existem batalhas que ninguém consegue lutar pelo outro. Existem dores que não desaparecem porque alguém ama muito. Existem momentos em que tudo o que eu posso fazer é permanecer disponível, lembrar que existe um lugar para voltar, uma voz que não vai julgar, alguém que não vai transformar uma fase ruim na definição de uma pessoa inteira.
Eu não quero que ela seja reduzida às partes difíceis.
Não quero que as baixas apaguem as altas.
Porque eu conheço a pessoa que existe entre uma tempestade e outra.
Conheço a menina que gosta de animais, que ama os irmãos, que ainda consegue ser doce depois de tudo. Conheço aquela parte que sente muito, talvez até mais do que deveria, mas que justamente por isso consegue oferecer um tipo de carinho que pouca gente sabe oferecer.
E talvez seja isso que eu queira proteger de verdade.
Não uma versão perfeita.
Não uma versão sem remédios, sem crises, sem dias ruins.
Quero proteger a essência.
Aquela capacidade de amar.
Aquela delicadeza que sobreviveu ao caos.
Porque algumas pessoas passam pelo inferno e voltam diferentes.
Ela passou por coisas que poderiam ter feito dela alguém frio, mas ainda existe ternura ali.
E isso, para mim, sempre foi uma vitória.
Às vezes eu volto naquela lembrança antiga. Uma criança pequena, aqueles olhos verdes, sem saber que alguém já tinha decidido silenciosamente que ela seria cuidada.
E talvez ela nunca tenha percebido o tamanho disso.
Tudo bem.
Algumas formas de amor funcionam melhor quando não fazem barulho.
Eu não preciso estar ao lado o tempo inteiro para continuar sendo abrigo. Não preciso aparecer em todas as fases para continuar fazendo parte daquilo que permanece. Existe uma parte de mim que continua em vigília, mesmo de longe, mesmo quando estou ocupado, mesmo quando tenho meus próprios demônios batendo na porta.
Porque existe coisa que a gente não abandona só porque cresceu.
Existe coisa que a gente não deixa de guardar só porque aprendeu que não pode controlar o mundo.
E talvez esse seja o verdadeiro espírito de quem nasceu primeiro: carregar uma espécie de radar permanente para aquilo que ama. Querer enfrentar monstros que nem existem ainda. Imaginar perigos antes deles aparecerem. E, mesmo sabendo que não pode impedir todas as quedas, continuar disposto a correr quando ouvir o barulho de alguma coisa quebrando.
Eu não posso blindá-la do mundo.
Ninguém pode.
Mas posso ser uma das poucas coisas que o mundo nunca precisará ensinar a ela:
que existe amor que não depende de distância, de fase, de humor ou de circunstância.
Amor que observa de longe.
Amor que espera.
Amor que não exige nada.
Amor que sabe que existem altas e baixas, dias claros e dias em que tudo pesa, e ainda assim permanece.
Porque, no fim, proteger alguém talvez nunca tenha sido impedir que a vida a machuque.
Talvez tenha sido apenas garantir que, depois de tudo, ela ainda tenha alguém olhando para aqueles olhos verdes e enxergando muito mais do que as cicatrizes.
Enxergando a doçura.
A força.
A menina que amadureceu cedo demais.
A pessoa que ama os animais, que ama os irmãos, que sente o mundo de um jeito próprio e que, apesar de tudo, continua aqui.
E talvez seja por isso que, mesmo de tão longe, uma parte de mim ainda permaneça exatamente onde sempre esteve:
de guarda
"O que impediu da gente ficar junto não foram as diferenças.
Mas, os teus preconceitos."
☆ Haredita Angel
"Tem gente que me faz tanta raiva,
que eu tenho vontade de ver cair
pra trás durinho!
Mas como isso não acontece,
eu deixo a raiva e o miséria irem embora..."
Haredita Angel
22.07.18
