Ninguém nasce inteiro. A gente vai se... Douglas Vasconcelos de lima
Ninguém nasce inteiro. A gente vai se construindo aos poucos, entre tropeços, recomeços e perguntas que não têm resposta. E tudo bem não ter tudo resolvido. A pressão por estar pronto, por ter um plano, por parecer que a vida está sob controle, é um peso moderno que carregamos sem perceber.
O incompleto não é defeito. É estado natural. Somos versões em constante atualização, com bugs, travamentos e algumas funcionalidades que ainda não descobrimos. Aceitar isso não é desistir. É parar de brigar com a própria sombra.
A rede social mostra o ápice, o resultado, o sorriso no pico da montanha. Mas a história de verdade está na subida: no cansaço, na vontade de voltar, no passo seguinte mesmo sem certeza. É ali que a gente muda.
Ser incompleto é ser honesto. É admitir que erramos, que não sabemos, que ainda estamos aprendendo a ser quem somos. E talvez essa seja a coragem mais rara de todas: mostrar o processo, não só o produto final.
