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A Gente Aprende com as Decepções

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Quando a gente acha que vai fazer o gol, vem a vida e te dá uma rasteira e o juiz (paciência) apita e diz que é pênalti e aí vem novamente os nossos sonhos fazer barreira.

Às vezes, a gente precisa ficar *surdo* para a correria da vida para conseguir sintonizar a frequência do que realmente importa. É um estado depresençaquase meditativo. Onde nossa alma fica irresoluta e se reconstrói.
Lu Lena

GRATIDÃO!
(15/02/26)


Então, abrir o e-mail e a primeira mensagem que a gente lê, releê e não segura o sorriso! Receber a notícia de que dois dos meus poemas foram selecionados para a Antologia Versos que tocam o coração (LABIRINTO DE UM SONHO
e ENVERGADURA DA ALMA) é uma felicidade imensa. É o reconhecimento de cada linha escrita com a alma. Preparem o coração, pois em breve meus versos estarão em papel e tinta!


Lu Lena / 2026

MANIFESTO DA HIBERNAÇÃO

Do sonho a gente acorda, da realidade às vezes a gente hiberna.

Lu Lena / 2026

Às vezes, a busca pela profundidade exige que a gente pare de aceitar o que é apenas superficial. Se a relação não te atravessa, ela só te ocupa.

O céu não começa depois da morte. Ele começa quando Jesus se torna real dentro da gente.

⁠A gente pode chamar de memória seletiva quando a pessoa não tem a razoabilidade de assumir que mudou de opinião.

"Quanto mais gente ao redor confirmando a embalagem, mais evidente fica o vazio do conteúdo"

Ela não está sozinha por falta de gente… está sozinha por excesso de superficialidade. É tipo ser idolatrada por um personagem que ela mesma criou. Daí fica trocando de rosto, de camisetas, de motorista do próprio carro. Essa estrada não tem distância nem chegada. Muita quilometragem, nenhuma morada

⁠O grande problema é que tem gente que acha que só o amor basta, e se esquece que o amor necessita de sedução mútua. O encantamento tem que ser um compromisso de dois.

Tem uma armadilha silenciosa na ideia de “facilitar tudo”.
A gente passa a vida tentando tirar as pedras do caminho — evitar dor, erro, demora, desconforto. Mas, sem perceber, ao fazer isso, também apagamos aquilo que dava forma à nossa própria jornada.
As pedras não são desvios. São parte do percurso. São elas que exigem pausa, decisão, coragem. São elas que transformam quem caminha.
Quando tudo é liso, rápido e sem atrito… você até chega. Mas chega sem história, sem aprendizado, sem profundidade.
Porque o caminho nunca foi só sobre chegar. É sobre quem você se torna enquanto atravessa.

A gente costuma esperar grandes acontecimentos para marcar mudanças.
Uma virada, uma crise, um momento decisivo que explique tudo. Mas, na maior parte do tempo, a transformação acontece longe dos holofotes.
Ela está nas pequenas escolhas.
Nos silêncios que você sustenta.
Nos hábitos que você repete todos os dias.
É no quase imperceptível que a alma se move.
O que você faz quando ninguém está olhando, o que você pensa no automático, o que você mantém sem questionar… tudo isso vai moldando, aos poucos, quem você se torna.
Não é só o extraordinário que transforma. O cotidiano também constrói destino.
E, muitas vezes, é nele que as mudanças mais profundas começam.

Quando alguém mostrar os dentes me perguntando se a gente pode se conhecer, vou responder e perguntar. Depende, quais os métodos que você costuma usar para decepcionar?

Com você a gente vai escrevendo a nossa história sem pressa,
linha por linha, no papel do tempo.


Tem dias que são vírgulas,
outros viram ponto final —
mas a gente insiste,
rasura o medo erecomeça
no mesmo parágrafo.


Teu riso é a frase que me prende,
teu silêncio, o espaço onde eu fico.
Se o mundo tenta apagar,
a gente escreve mais forte,
à caneta, no coração.


E se um dia faltar palavra,
a gente inventa sentimento,
porque amar você
é o único texto que
eu nunca canso de ler.

Patinando no Amor


A gente entra no amor sem saber o equilíbrio,
escorrega nas expectativas, cai nos excessos,
ri de nervoso tentando fingir controle.
Amar também é perder o eixo.


Entre quedas e giros tortos, aprendemos juntos
que não existe coreografia perfeita.
Só passos improvisados, mãos dadas,
e coragem pra tentar mais uma vez.


E se cairmos de novo, tudo bem:
patinar no amor é isso mesmo.
O importante não é não cair,
é levantar com alguém disposto a continuar.

Talvez a gente aprenda,
que amar não é porto pronto,
é vento que insiste e ensina.
Somos dois tentando o rumo,
errando juntos a bússola,
mas ainda assim seguindo.


Somos um barco,
feito de falhas e esperança,
rangendo sob o peso dos dias.
Teu nome é o remo que insiste,
minha fé é a vela rasgada
que só se abre quando confia.


O mar interior nos prova,
com ondas que não pedem licença.
A lição do mar é simples e dura:


ou afundamos sozinhos,
ou aprendemos,
de mãos dadas,
a flutuar no amor que fica.

O amor,
a gente escolhe viver.
O respeito,
a gente mantém mesmo
quando dói.
A bondade,
a gente reparte sem
calcular retorno.
O perdão,
a gente pratica
para não virar prisão.


Nem todos vão retribuir
do jeito que esperamos,
nem todos sabem vestir
a roupa da reciprocidade.
Mas seguir certo nunca
foi sobre aplausos,
é sobre dormir em paz
com a própria consciência.


Porque quando ninguém vê,
Deus vê.
E quando ninguém reconhece,
Ele reconhece.
A recompensa não nasce
da mão dos homens,
vem do céu
— no tempo certo, do jeito certo.

A gente se apaixona.




Teu olhar chega manso, mas bagunça tudo aqui dentro,
como uma melodia que toca sem pedir licença, e de repente meu peito vira palco, vira verso, batendo no ritmo de um romance que nem começou, mas já é eterno.


Teus cachos dançam como se soubessem do encanto que carregam, cada curva contando um segredo que eu quero descobrir devagar, e nesse instante simples,
quase nada… quase tudo,
meu coração dispara, como trilha sonora de um amor prestes a nascer.


Se isso for só um momento,
já valeu como uma vida inteira,
porque tem beleza que não se explica, só se sente, e você…
tem esse jeito raro de ser poesia viva, dessas que a gente não lê
— a gente se apaixona.

⁠Se a gente nunca mais se encontrar nessa vida, tudo bem, quero que saiba que te desejo o melhor. E quem sabe, em uma outra vida, a gente tenha mais sorte e coragem.

⁠O tempo passa mais rápido do que a gente pensa. Ao olhar para o passado, fico impressionada com tudo que aconteceu. Quando eu era jovem, achava que tudo poderia ser superado. Que era só uma questão de tempo para deixar o passado para trás, mas não é bem assim. Algumas dores permanecem. Em alguns momentos, é possível amenizá-la. Porém, mais cedo ou mais tarde, ela volta para mostrar que algo não foi resolvido e o que o tempo não pode curar todas as feridas.