A Gente Aprende com as Decepções
Se o senhor soubesse quanta gente usa meu nome em vão... De vez em quando, eu fico pensando que as pessoas tinham de ler mais a Bíblia para não usar tanto meu nome em vão.
Naturalmente
Naturalmente, a gente se entende
O teu olhar a me olhar me compreende
E nesse desatino,
O destino nos une e a gente se preenche.
O teu jeito de amar me surpreende,
Me enlouquece incrivelmente
E nesse vai e volta,
Perco o caminho da rota
E te beijo loucamente.
Você ganha o meu coração,
Tipo o Sol, você ilumina meu dia
Você é o fogo que faz aquecer a alma,
Me faz manter a calma
Com essa sua euforia.
Naturalmente, a gente vai se encontrar,
E nesse naturalmente,
O nosso amor nascerá,
E pra sempre o Sol da paixão brilhará!!!
Tem gente que gosta de mim e tem gente que não gosta, mas tudo bem. Nem o Lula desagradou a todos. Infelizmente!
Ás vezes, inexplicavelmente, a gente acorda com vontade de acabar com o mundo, e acaba desconstruindo relações.
Ditadura branca
no Brasil, a ditadura
nunca se extinguiu
para gente de pele escura:
a antilei
o falso indício
o sumiço
a tortura.
CONVERSA
– Eita negro!
quem foi que disse
que a gente não é gente?
quem foi esse demente,
se tem olhos não vê...
– Que foi que fizeste mano
pra tanto falar assim?
– Plantei os canaviais do nordeste
– E tu, mano, o que fizeste?
Eu plantei algodão
nos campos do sul
pros homens de sangue azul
que pagavam o meu trabalho
com surra de cipó-pau.
– Basta, mano,
pra eu não chorar,
E tu, Ana,
Conta-me tua vida,
Na senzala, no terreiro
– Eu...
cantei embolada,
pra sinhá dormir,
fiz tranças nela,
pra sinhá sair,
tomando cachaça,
servi de amor,
dancei no terreiro,
pra sinhozinho,
apanhei surras grandes,
sem mal eu fazer.
Eita! quanta coisa
tu tens pra contar...
não conta mais nada,
pra eu não chorar –
E tu, Manoel,
que andaste a fazer
– Eu sempre fui malandro
Ó tia Maria,
gostava de terreiro,
como ninguém,
subi para o morro,
fiz sambas bonitos,
conquistei as mulatas
bonitas de lá...
Eita negro!
– Quem foi que disse
que a gente não é gente?
Quem foi esse demente,
se tem olhos não vê.
Se o mundo soubesse o que nós fizemos hoje, ele ia querer que a gente se divertisse até cansar!
Em algum momento, acho que eu percebi que, se a gente quer que as coisas sejam de um jeito, não dá pra depender do destino ou da sorte. A gente tem que agir e fazer acontecer.
A magia das palavras num poeta deve ser tão sutil que a gente esqueça que ele está usando palavras.
A vida é o que a gente faz dela.
Boa, ruim, agitada.
Mansa, serena, tumultuada.
Com motor potente ou à manivela.
A vida é o que experimentamos.
Um reflexo do que buscamos.
É a soma de cada instante.
Viver é tarefa constante.
A gente sempre se acha o suprassumo do bom mocismo e da boa consciência.
A gente não precisa deixar de rir nunca.
Quando Deus nos liberta de alguma coisa que está nos intoxicando.
A gente coloca a liberdade pra dentro e fecha a porta.
De repente a gente sente que não sentiu nada...
Assim como nos filmes, eu atuei na vida real e mais uma vez emocionei o público, que aplaudiu de pé.
A gente sacaneia tudo que é vivo neste planeta e acha que está tudo bem, porque usamos canudos de papel e pedimos o frango criado ao ar livre. E o doentio é que, no fundo, sabemos que não enganamos ninguém. Sabemos que vivemos uma mentira. Uma ilusão em massa com a qual concordamos pra nos ajudar a ignorar e continuar ignorando o quanto somos horríveis.
