33 anos

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Há 1 ou 2 anos, li um livro que citava o grande Sêneca, dizendo algo mais ou menos assim: “Quer conhecer um povo? Veja o tipo de música que ele escuta.” Concordo, mas na época dele não se tinha o conhecimento de que a vibração acústica deve estar alinhada com a vibração do cérebro para que possamos nos sentir bem ou tristes. É o efeito das notas musicais.

Acredito que sou eclético no quesito musical; ouço de tudo um pouco, só não consigo ouvir sertanejo universitário.
Em nosso país, há uns 60 anos ou mais, já existia uma crítica a esse grupo por defender a elite agrária. Entretanto, o sertanejo raiz tinha composição e melodia; o universitário, para mim, é uma “mistura de lixo com estrume”. E, nesse ponto, Sêneca acertou.

Sou do RAP. Para muitos, é um gênero de criminosos. Sim, muitos artistas falavam de suas vidas, mas, se você sintetizar as letras, perceberá que eles não fazem apologia ao crime — eles nos mandam sair dele, porque é cilada.

A música fala de seu povo; os intelectuais dos primórdios já sabiam disso. Só que, naquela época, não se entendia a relação entre as vibrações sonoras e o cérebro, que podem nos deixar felizes, tristes ou eufóricos. Essas notas nos fazem sentir emoções que, sem elas, não teríamos.

Há mais de dois mil anos atrás, Buda já pregava o desapego ao material, mas hoje, infelizmente, pessoas medíocres ainda são reféns de seus bens.

“O atraso a que são submetidas algumas nações, não é coisa de momento; são muitos anos de gestação.”

Até podem mudar os anos,
Mas se você não mudar. Tudo vai ser igual.
Por isso, o que te impediu de progredir, muda e faça diferente
O segredo é não desistir do que você quer alcançar.

Daqui a 100 anos todo mal de hoje será história... E todo bem vivido e divulgado será exaltado pelos homens de bem.

Perdi anos de minha vida sofrendo com as idiotices que todo mundo dizia que precisava fazer para não ser tido como doido, até descobrir quão prazeroso pode ser fazê-las apenas com gente perto para que todos continuem pensando que eu sou normal.

Às vezes sinto que tenho mil anos guardados na alma.

Essa noite – de ventania – sonhei um sonho tão gratificante. Era um menino de 14 anos e uma menina de 13 que corriam um atrás do outro, se escondendo atrás de árvores, e às gargalhadas, brincando. E eis que de repente eles param e mudos, graves, espantados se olham nos olhos: é que eles sabiam que um dia iriam amar.

Clarice Lispector
Um sopro de vida. Rio de Janeiro: Rocco, 2015.

Por anos busquei a sabedoria perseguindo o conhecimento, até que um belo dia me dei conta: a sabedoria está no espírito e independente de conhecimento.

Hoje, eu, depois de tantos anos, vi a mulata da minha vida.


Ela já não tinha mais aquela aparência da nossa adolescência.
Tinha se tornado uma mulher madura.
Estava tão bela, que nem uma deusa chegava aos seus pés.


Ela estava ajudando os necessitados.
Continuava com a sua bondade e gentileza.


Em algum momento, ela olhou direito pra mim.
Porém, imagino que já havia me esquecido.
Mas eu estava muito diferente.


Pois ela mudou para melhor.
Eu fiquei pior.
Não só de aparência, mas também de alma.


Mas senti que ela olhou dentro de mim.
Como se visse minha alma.


Ali, eu desabei.
Chorei como uma criança.


Ela estava vindo até mim.
Porém, eu fugi.
De medo e vergonha.


Quando cheguei em casa,
eu lembrei de nossa época da escola.

Em cada cinco anos, as árvores pensam que o machado é um dos seus porque tem um cabo feito de madeira e ignoram o facto de que durante quatro anos, elas escolhiam tristemente.

DEBAIXO dos meus 82 anos Vividos e Sofridos, tendo estudado Filosofia em Paris = Prof. Althusser, durante 5 anos, ME PERGUNTO: O BEM ao longo da História Humana, Sempre surgiu, como um FATOR REPARADOR... O MAL, A VIOLÊNCIA O Precede, como UM ELEMENTO INTRÍNSECO do nosso DNA...!!! Como dizia FREUD: A Fôrça de TANATOS é Imensa e Destruidora... A Fôrça de EROS, é SUBLIME, mas PASSAGEIRA...!!! CERTO OU ERRADO??? É MUITO TRISTE!!! Rolemberg.

EU:..

Será que finalmente,
me darei por liberta,
ah! quantos anos
vão, voam.

Minha primavera,
cheia de flores,
em aromas dócil
siguirei.....

Que será?... oiço o silêncio!

Penso...será?
acreditarei,
quando chegar...
a terra almejada.

Sentirás meu colo,
te darei o ninar,
tocarei as estrelas
sentindo o respirar.

Resta a simples forma,
olhar em seu olhar,
onde o poeta revela
no brilho oculto.
___A luz!

__Sem soberania,
as poesias que brotam
paz___ que vem d´alma!

04.06.218

O Brasil só tem a chance de ganhar de quatro em quatro anos na Copa do Mundo. Na política ele sempre perde.

DOIS MIL ANOS se Passaram, e nossa Infeliz e triste Humanidade, ESPERA um Gesto de: PODER, BONDADE, MISERICÓRDIA, de Um dito : DEUS. Quanta Ingenuidade e Alienação!! O HOMEM É O DEUS IMPERFEITO DO PRÓPRIO HOMEM!!! Rolemberg.

Aos 15 anos achamos que nossas descobertas representam a única verdade possível.
Aos 30, acreditamos que as nossas sínteses - científica e historicamente fundamentadas - refletem a realidade inequívoca de todas as teses e antíteses que nos legaram.
Aos 50 começamos a descobrir o quanto nossas "verdades consolidadas" possuem de fragilidade em seus alicerces.
Aos 80 descobrimos o quanto estivemos enganados sobre tantas "verdades irrefutáveis", mas agora já é muito tarde para transformar tal constatação em algo útil em nossas vidas.

A vida não nos rouba a história com o passar dos anos. Apenas substitui componentes do roteiro respeitando a prerrogativa de nos mantermos protagonistas. O sentimento de perda só acontece quando nos recusamos a aceitar o capítulo novo na tentativa inútil de permanecer reprisando episódios de temporadas que já se esgotaram.

Buda já mostrava há cinco mil anos que, se a corda da cítara fica frouxa, ela não produz o som da música; e se é esticada demais, ela se rompe por conta da pressão excessiva. Assim, a virtude só é possível pelo "caminho do meio", ou seja a busca do equilíbrio entre os extremos, onde nenhum deles se mostrará como a melhor solução. Não sigo Buda, nem Cristo, Maomé ou qualquer outro. Mas procuro aprender com todos eles, pois cada um ofereceu ao mundo um pouco de sua sabedoria.

Com a sexta década começando a me pesar nas costas,
o slogan que elegi para mim nos últimos anos é o seguinte:

"Acredite em quem está sempre buscando a verdade; duvide de quem a encontre!".

⁠Depois de anos de formada, descobri o que o sorriso é. É presença de paz, é dizimo, é tributo!