33 anos
Nesse exato momento tudo o que eu queria é ter três anos, pra minha mãe me acordar e me dizer que tudo não passou de um pesadelo.
Alguns anos após o fim de um relacionamento...
ELE: VOCÊ ME AMAVA MESMO ?
ELA: CLARO, PORQUE ISSO AGORA ?
ELE: É QUE APRENDI QUE AMAMOS APENAS UMA VEZ NA VIDA E QUE ESSE SENTIMENTO NUNCA SAI E QUE SE VOCÊ ME ESQUECEU É QUE VOCÊ APENAS GOSTOU E NUNCA ME AMOU.
ELA: ...
ELE: ISSO SIGNIFICA QUE VOCÊ NUNCA ME AMOU NE!?
ELA: AI QUE VOCÊ SE ENGANA!
ELE: PORQUE?
ELA: PORQUE EU NUNCA DEIXEI DE TE AMAR!
- Eu sou o tipo de garota que você vai querer daqui um tempo, talvez daqui uns anos, mas não agora, não assim...
- E que tipo de garota você é?
- O tipo de garota que se for sua, vai ser só sua, de mais ninguém. E vai cozinhar pra você, e lavar suas roupas, e enxugar suas lágrimas e compartilhar seus sorrisos, e gerar seus filhos, e se preocupar com o modo como vc me vê, embora eu sinta que já posso ser eu mesma... E que vai querer você do jeito que você é e vai te levar tão a serio que você vai se sentir o mais importante em minha vida - E será! - Mas não agora, não assim... Daqui um tempo, quando você achar que já viveu histórias inúteis demais, vazias demais e sentir que está pronto pra ter alguém de verdade, em qualquer circunstancia, te amar em realidade, embora todos os meus sonhos se baseem em você. Mas não é isso que você quer agora. eu entendo.
Sente-se. Que bom vê-lo outra vez depois de todos esses anos. Como têm sido sua vida, agitada ou monótona ? Ah, não se preocupe com o barulho dos pássaros na janeja, eles só querem comida. Acostumei-os mal. Assim como você fez. Acostumou-me mal. Ninguém poderia imaginar aquele desfecho, foi como num conto fantástico. Eu era a ave pequena que indefesa e você deixou do lado de fora, sem atenção e com a asa quebrada para aos poucos morrer de fome.
Pra que BRIGAR, MAGOAR, BATER, OFENDER, MAL DIZER...? Se os anos que passaremos akie será tão de pressa que mal teremos tempo de pensar bem nas pessoas que amamos...
Mal teremos tempo de dizer que amamos e quem amamos. Seus dias passam e passam, e você sempre quer que passe cada vez mais rápido, talvez para que chegue numa idade que possa ser dona de seu nariz, e ir pra onde quizer e fazer o que quizer... não precisa... o tempo lhe dará isso, e será justamente quando não gostará mais, mas infelismente você não tem opção, a vida apenas anda para frente...
Curta seu momento, sorria, brinque, dançe, corra na chuva, desfrute de seu momento jovem, pois um dia ele findará.
AME ALGUÉM, ALEGRE ALGUÉM, AJUDE ALGUÉM, DIGA PALAVRAS BONITAS A AGLUÉM... PERDOE, CATIVE A AMIZADE, BUSQUE O AMOR, ENCONTRE A FELICIDADE...
Chegará um dia em que você, não suportará nem a você mesmo, e é nessa hora que a pessoa que você dedicou todo seu amor lhe aconlherá, e a sustentará de pé... segurará sua mão já enrugada e a beijará, e você irá sentir no toque de seu beijo o amor que juntos compartilharam, e até hoje dura...
Haverá um dia em que todos os seus amigos não estarão mais com você... apenas seus filhos, netos, sobrinhos, pessoas que nada sabem de sua vida passada... mas o seus amigos, aqueles que conhecem sua vida de ponta a cabeça, não estarão mais lá, talvez por destino ou por incapacidade de contata-lá... e você olhará as fotografias e relembrará de velhos tempos de juventude que um dia pediu para que passasse depressa demais...
"VIVA, E VIVA COM ABUNDÂNCIA!"
Conheço muita mulher de 15 anos e muita menina de 20. O mais engraçado é que essas tais meninas de 20 sempre se acham mais maduras.
Os anos passam. Mas o que é realmente bom se mantém intocado e guardado ao tempo. Você só tem que cuidar das lembranças. Preservar. E elas vão estar lá sempre que você quiser se sentir novo de novo.
eu olho para os lados e vejo modinha, e modinha... penso, eu com 14 anos, JÁ SOU TÃO VELHO ASSIM?? E cheguei a uma conclusão que não.Eu simplismente tenho, ou procuro ter, um caráter único e um estilo que eu herdei de família e não estilos e caráter imposto pela mídia, ou seja, não sou alienado.
Recadinho ao ano 2022.
Tive nesses últimos anos muitas contendas, dor e decepções. Agora porei um basta nisso tudo. Não quero que nada venha prejudicar a minha paz de espirito. Quero somente emanar fé/paz/esperança/amor.
Quero voltar ao início e me amar muito e também ao próximo. Porque se tudo nessa vida têm o efeito bumerangue, desejo a tudo e todos felicidades e êxitos!
Por todos estes anos, a vida me mostrou que confiar cegamente em uma pessoa é o mesmo que estar perdido.
Porque uma pessoa pode te dar as costas amanhã.
Por isso nunca confiei em uma pessoa 100%.
Doce Liberdade
Neide Rodrigues
Talvez, anos atrás, eu tivesse aceitado.
Talvez eu tivesse achado normal
diminuir meus passos,
falar mais baixo,
pedir permissão para existir.
Mas hoje não.
Hoje não cabe mais.
A mulher que eu sou agora
não se encolhe para caber em ninguém.
Eu vivi tempo demais em relações de obediência,
silenciando vontades,
explicando cada gesto,
pedindo desculpas por ser eu.
E um dia, sem aviso,
abri os olhos.
Descobri que a vida é maior
quando a gente anda solta,
quando a alma respira,
quando o coração não precisa pedir licença
para bater.
Eu aprendi a viver sem dar satisfação.
Aprendi a pertencer a mim.
E por mais que o passado volte,
por mais que o coração pulse lembranças,
eu sei:
não cedo minha liberdade a ninguém.
Meu afeto é doce, sim.
Mas minha liberdade é sagrada.
E quem quiser ficar,
que venha com as mãos abertas,
não com correntes.
O tempo... É interessante, pois pode ser guardado na memória como uma imagem que retrata anos de vida, ou pode ser uma fração de segundos marcantes como um longa- metragem detalhado de algo assustador ou maravilhoso. Tudo depende do observador e de sua perspectiva e de como decide viver a realidade e guardar ou não suas memórias...
A experiência não habita no relógio, nem se conta em anos, mas sim, ela revela-se no saber fazer.
Não é o tempo que faz a experiência, mas o saber fazer com o tempo que se tem.
Você esqueceria,
mesmo sabendo que eu te amaria?
E se passassem dez anos,
continuaríamos nos amando?
Venho pensando: e se você só estivesse me usando?
Eu te faço se sentir bem,
por isso é que você me tem.
Mas você vê quem eu sou?
Eu não sou seu salvador,
fui alguém que te deu amor.
Você gosta é da sensação,
não do peso do coração
fui apenas alguém que te ajudou,
que te amou.
Você gosta de se sentir amado.
Eu poderia ser mil versões,
e em todas você diria sim,
mas nunca ouviu minhas emoções,
no fundo eu sabia que seria o fim.
No fundo, eu sabia…
Eu mentia, sonhando que mudaria,
mas no silêncio a verdade falou:
no fim você me descartaria,
porque nunca… nunca me amou.
" Mesmo depois de anos de experiências, precisamos manter a humildade de um aprendiz. O mestre que acredita já saber tudo, fecha as portas para o novo. O aprendiz ao contrário está aberto a possibilidades infinitas."
O direito de estar contigo foi concebido ao longo de muitos anos e intensos debates, convergindo numa resolução fática irrecorrível e, sim, ao final, conquistei seu coração, suprimido o princípio do duplo grau de jurisdição
Depois de tantos anos, voltei a me sentir vivo.
Observei ao longe os pássaros que cantarolavam,
o vento suave que acariciava meu rosto
e secava as lágrimas que teimavam em cair.
As árvores balançavam com uma beleza perfeita,
as flores espalhavam perfumes pelo ar,
a lagoa refletia o brilho do sol,
enquanto os peixes nadavam livres
e os patos deslizavam serenos sobre a água.
Ao fundo, um pescador trabalhava em silêncio,
e, mais perto, uma garota sorria, brincando com seu cachorro.
A natureza abafava todo o ruído da cidade,
e a paz que reinava naquele instante
me fazia redescobrir a vida.
Título da poesia: “Belinha”
Pseudônimo: João Moura Júnior
Idade do participante: 58 anos
Quando você chegou, o meu mundo parou,
Pequena luz que, em meu coração, brilhou.
Seu sorriso iluminava, trazia emoção,
Naquele instante eu soube: você virou minha canção.
Com passos leves, sem fazer barulho,
Escapava à noite, num ato tão puro.
Rumo à cama da vovó, em segredo e amor,
Seus olhos brilhavam — era puro calor.
Devagarinho, fugia pela porta,
Eu só observava — a vida era tão torta.
Mas o seu sorriso era o meu lugar,
Deixava você ir só pra te ver brilhar.
Oh, Belinha, meu raio de luz,
Cada passo seu meu coração conduz.
Mesmo quando corria, eu atrás, no portão,
Teu sorriso me ganhava — eu perdia a razão.
Tinha um macaquinho de pelúcia, seu amigo fiel,
Era companhia, seu amor mais singelo.
Mas um dia descobrimos, com o coração partido,
Que a alergia impedia que ele ficasse contigo.
A vovó, com carinho, escondeu o bichinho,E, quando seu irmão chegou — tão pequenininho —,
E, quando seu irmão chegou — tão pequenininho —,
O macaquinho foi pra ele, um novo amigo,
E você sorriu, compreendendo o abrigo.
Oh, Belinha, tão cheia de graça,
Mesmo nas perdas, a dor sempre passa.
Sua alegria era tudo pra mim,
Meu pequeno milagre, meu começo e fim.
Oh, Belinha, meu raio de luz,
Cada passo seu meu coração conduz.
Mesmo quando corria, eu atrás, no portão,
Teu sorriso me ganhava — eu perdia a razão.
Mas a vida nem sempre nos deixa avisar,
Lembro da noite em que corri com o Dr. Lazar.
Laringite fechou sua pequena respiração,
E eu corria aos prantos, implorando solução.
Foi Deus — e um anjo — o doutor que salvou;
Com coragem e pressa, sua vida ficou.
E, naquele momento, meu coração agradeceu,
Porque, sem você, Belinha, meu mundo morreu.
Hoje te vejo, tão forte, tão linda,
Uma mulher formada, tão cheia de vida.
Educadora brilhante, seguindo meu chão,
Minha filha, meu orgulho, minha inspiração.
Oh, Belinha, meu raio de luz,
Cada passo seu meu coração conduz.
Mesmo nas lutas, no amor e na dor,
Você é, pra sempre, meu maior professor.
Contexto da Poesia “Belinha” – Explicação para os Jurados
A poesia “Belinha”, de João Moura Júnior, nasceu de uma experiência real e profundamente marcante com sua filha ainda pequena. Em versos sensíveis, o autor relembra momentos cheios de ternura: o sorriso da filha, suas escapadas inocentes para a cama da avó, a perda de um brinquedo por alergia — e principalmente, o maior susto de sua vida.
Numa madrugada, sua filha sofreu uma grave crise de laringite, quase sem conseguir respirar. Em desespero, João a levou às pressas pela cidade, buscando socorro. Foi acolhido com urgência pelo médico da família, o respeitado Dr. Antonio Carlos Lazar, que, ao perceber a gravidade da situação, orientou que fossem imediatamente ao Hospital Regional. Cada segundo foi uma eternidade, até que, com a ajuda de Deus e da equipe médica, a vida da menina foi salva.
A poesia é, portanto, um retrato lírico e emocionado de uma vivência que tocou fundo o coração de um pai. A repetição dos versos “Oh, Belinha, meu raio de luz / Cada passo seu meu coração conduz” reforça o amor incondicional e a ligação eterna entre pai e filha.
Hoje, aquela criança é uma mulher forte, educadora e inspiração para o autor, que encerra a obra com orgulho e gratidão, transformando dor em poesia e lembrança em arte.
Em memória eterna ao Dr. Lazar, cuja presença salvou vidas e cuja ausência deixa saudade.
“Belinha” é mais que um poema. É um pedaço de uma alma de pai, eternizado em palavras.
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