31 anos
Honestidade Intelectual: quem tem, sabe quem não tem!
Uma pessoa descobre isso aos 10 anos de idade.
Durante muitos anos, fomos ensinados que, ao nos afastarmos do caminho traçado, éramos apagados do tecido da existência. O som das palavras silenciava-se, e o calor do abraço se tornava uma memória distante, como um eco que se perde na vastidão. Pais e filhos, em um mar de saudade, se viam separados por uma linha invisível, onde os laços de sangue eram desfeitos, como se nunca tivessem existido.
O mundo, outrora repleto de rostos familiares, de risos compartilhados e palavras trocadas, tornou-se um deserto. Os filhos, em sua maioridade, eram lançados ao abismo do esquecimento, e os que já estavam longe, como estrelas perdidas, eram esquecidos no horizonte, sem chance de retorno. O "Oi" simples, o cumprimento despretensioso, era uma utopia proibida, uma relíquia de um tempo que não poderia mais ser.
E na calada da noite, o silêncio se tornava profundo e cortante. Corpos cansados, corações depressivos, vidas à beira da desistência… As lágrimas caíam sem som, como se o universo inteiro tivesse virado um vazio de saudade. Saudade de um simples “Oi” de uma mãe que, um dia, abraçou com amor. De um pai que olhava com carinho, mas agora só restava o eco do abandono. O desejo de ouvir palavras que nunca mais vinham, de sentir um toque que nunca mais aqueceria.
Na silenciosa vigília do abandono, as almas sangravam. Não pela escolha que nos separou, mas pela incompreensão que gerou o abismo, pela névoa que obscureceu o real significado de muitas palavras. No fundo de cada coração, a dúvida florescia: será que essa dor é o caminho para a salvação? Será que esta separação tem algum propósito, ou foi o reflexo das limitações humanas, incapazes de enxergar com clareza o que é verdadeiramente justo e misericordioso?
Diz-se que a associação com aqueles que permanecem afastados da verdade é venenosa, que a pureza deve ser preservada, e eu concordo. Mas, na imensidão dessa purificação, onde restou o amor? Onde se perdeu a misericórdia, que deveria ser o farol? O Criador Amoroso, em Sua infinita bondade, não desejaria que Suas ovelhas fossem tratadas como fantasmas, que Seus filhos fossem deixados na sombra da rejeição. Não seria essa a lição, não seria esse o caminho.
E então, após tanto tempo, o silêncio se tornou um grito abafado. Aqueles que viveram a dor da separação, a agonia do abandono, se perguntam: por que o peso da solidão teve que ser suportado por tantos anos? O corte definitivo não pode ser apagado com uma mudança repentina, um "ajuste" que surge após as feridas estarem tão profundas. Como justificar tantas vidas partidas, tantos corações desfeitos, agora com um simples redirecionamento de entendimento?
Se a luz vem do Criador, por que demorou tanto para brilhar? Como poderia Ele permitir que tantos sofressem mais do que o necessário, em uma dor prolongada e desnecessária, para então, corrigir? Isso faz sentido? Como pode a compaixão divina se manifestar depois de tanta dor?
A mudança, sim, chegou. Mas ela veio tarde demais para apagar as cicatrizes. E, enquanto a luz clareia, a pergunta persiste: onde está o arrependimento? Onde está o pedido de perdão por tantas vidas dilaceradas, por tantos corações quebrados? A "luz" que agora brilha, por mais que se ilumine, não pode apagar o sofrimento daqueles que, por tanto tempo, foram considerados invisíveis, como se jamais tivessem pertencido.
E, enquanto o tempo passa, nossas cicatrizes permanecem, sem um pedido de desculpas da liderança que, por tanto tempo, nos fez invisíveis.
Tal qual o feijão que brota em dias e o bambu que demora anos a surgir, cada emoção é uma semente com seu tempo exato de revelação — algumas crescem rápido, outras criam raízes profundas, mas todas florescem na estação perfeita do coração.
Quando eu tinha vinte anos, minha história havia sido contada
Eu estava escrevendo sobre tudo o que via antes de mim
Tenho meus amigos comigo e eles me apoiam
E se não nos encontrarmos antes de eu partir
Espero ver vocês mais tarde
Logo, terei trinta anos
viajaremos ao redor do mundo e ainda estaremos vagando
Ainda estarei aprendendo sobre a vida
Minha esposa me dará filhos
Então eu poderei cantas músicas e contas histórias
A maioria dos meus amigos ainda estarão comigo
E alguns eu tive que deixar para trás, ainda sinto muito
Logo, terei sessenta anos
Meu pai viveu até sessenta e um
Eu espero que meus filhos me visitem uma ou duas vezes no mês
Eu pensarei que o mundo é frio? Ou terei filhos para me aquecer?
Sobre o amor, o que posso dizer...
Experienciei e continuo a experienciar o amor há anos. Hoje, consigo expressar em palavras conscientes algo sobre ele:
A paixão é algo intenso, mas fugaz. Ao mesmo tempo em que vem, se vai. Assim como as palavras e pensamentos mais lindos te preenchem, da mesma forma eles se vão. E está tudo bem. Acredito que isso não seja um problema, pois o que importa é o quanto você se permite sentir e se imergir nesse mar.
Deixe-se banhar, permita-se sentir, sem pensar que isso irá chegar ao fim. Porque, quando chegar, as melhores lembranças permanecerão vivas. Aqueles momentos que preencherão seu coração de amor, não pela posse ou insegurança de não ter o outro, mas pela pessoa que te fez sentir tudo aquilo e que, em sua homenagem, te presenteia com um caloroso sorriso.
Hoje, entendo que a paixão é passageira, mas o amor é eterno. Não tenha medo. Pessoas passarão e levarão o amor com elas, e isso será parte da sua história. Não tenha medo de guardar as lembranças, sejam físicas ou mentais, porque sempre que se lembrar delas, o amor te preencherá novamente.
Confesso que tive medo, pois pessoas que eu amo se vão. Porém, com o tempo, entendi que é isso que torna a vida tão bela. Se essa paixão já lhe preencheu e chegou o momento de ela partir, guarde o amor. No entanto, torça para que essa paixão possa preencher outra pessoa e que ela sinta toda essa intensidade da forma mais bela que se puder.
Chega uma hora que tem que cuidar da cabeça e do corpo. Uma coisa é ter 20 anos. Nunca achei que fosse chegar aos 60 anos.
Após milhares de anos de história, vitórias e derrotas se confundem.
Sem saber se evoluímos ou regredimos, seguimos, cegos, planos de "Outrem".
A nós, não cabe saber o destino, porém, podemos escolher o caminho.
Quantas horas, meses, anos, pode durar um amor?
Só quem provou do verdadeiro amor sabe
Sabe que a eternidade é pouco para dimensioná-lo
Que um oceano de lágrimas é pouco para chorar sua saudade.
Em meio ao deserto
estou eu a caminhar!
De baixo do sol escaldante
tantos anos a sonhar!
Vi tantos falsos oásis
que fizeram minha alma chorar!
Mas não deixo de acreditar,
que um verdadeiro oásis,
irei eu encontrar!
Oásis que minha alma irá alegrar!
Que cada passo irá compensar!
E que minha vida irá encantar!
Não desisto de sonhar!
Muito menos de caminhar!
— Eliseu Fernandes Laurindo
Data: 21/12/2023
Nem me lembro
Esqueci-me de ti
Do seu nome
(Título de uma música anos 2000)
Dos seus olhos
(E quem diria que eu,
logo eu,
me esqueceria de seus olhos)
Esqueci do seu brilho
(Do quão brilhante você era)
Esqueci de teu sorriso
(Tão largo, mas
tão cheio de vida
Um riso que trazia alegria)
Esqueci-me de sua presença
(Ela me aquecia de tal forma)
Esqueci tanto, mas tanto,
que esqueci de te esquecer
Os anos flutuam, o tempo voa,
Personagens secundários em nossa própria história.
Nos meses de encerramento, o ciclo pesa,
Refletir se vivemos ou apenas sobrevivemos, a mesa.
Foram 365 dias, um ano a completar,
Amar sem querer amar, metas pequenas alcançar.
Fomos atrás do nosso EU verdadeiro,
Objetivo de vida, visão sobre o mundo inteiro.
Ilusão pensar que conhecemos nosso propósito,
Neste planeta vasto, intrigante e misterioso.
Somos marionetes ou criadores da jornada,
Cortar as amarras, seguir nossa própria estrada.
Quem somos afinal, em meio a tantas tramas,
Meros protagonistas ou apenas flamas?
Pegando migalhas do grande EU,
Objetivo de vida, ainda à mercê do que desconhecemos.
Ação e reação, princípios em movimento,
Efeitos colaterais, lembranças do tempo.
Coragem e cunhão para enfrentar as trilhas,
Seguir a trajetória, moldar nossas vidas.
Nos anos que flutuam, no tempo que voa,
Personagens secundários, cada um à toa.
Que a coragem nos guie, as amarras se desfaçam,
E em cada encerramento, a vida se renasça.
Num conto de amor, jovem coração,
De vinte e quatro anos, apaixonado então.
Por um mais velho, encontro proibido,
A chama arde, mas destino dividido.
Entre eles, carinho floresce e se expande,
Mas a barreira do tempo, um desafio grande.
Medo de machucar, sombras no caminho,
Dois corações, sinceros, mas perdidos no destino.
O menino sonha, suspira, confunde-se,
No afeto proibido, o coração aquece.
O mais velho, cauteloso, receoso de causar dor,
Ambos se gostam, mas temem o dissabor.
Num dilema de amor, seus olhos se encontram,
Palavras não ditas, sentimentos que abraçam.
O tempo, implacável, sussurra despedidas,
Mas o amor persiste, nas entrelinhas da vida.
Na história que escrevem, capítulos incertos,
Dois corações entrelaçados, sonhos despertos.
A idade é apenas um número a desafiar,
O amor verdadeiro, sempre a transcender.
Que o destino sorria, que o tempo conceda,
A esses corações apaixonados, uma jornada bela.
Na tessitura do afeto, que encontrem o abrigo,
Do amor que floresce, além do proibido.
Quando você pede demissão após 4 anos e meio, para começar no dia seguinte em outra empresa, as pessoas que estão de fora só conseguem ver vc pulando do avião sem paraquedas, mas quando seus objetivos estão alinhados com Deus e a família, você se sente seguro e sabe que Deus está cuidando de tudo, não há nada mais verdadeiro do que um passo para trás, para poder dar dois passos para frente.
Transcender a zona de conforto após anos de continuidade é como navegar um labirinto enevoado. Mas lembre-se, é na densidade da névoa que as lições mais valiosas aguardam por serem descobertas.
Mais um anos vitorioso
2024.
Finzinho de 2023 acabou voltando tudo aquilo que já superei, infelizmente enquanto estivermos vivo sempre teremos novas histórias pra contar.
Ja me distanciel por muito anos.
Mais acabei te encontrando 💗
E na aquele momento eu não esperava isso de você que ainda que ficar comigo 😔
Logo te respondi achei que ia dá certo, errei e foi momento errado desde la então estou sofrendo por vc.
Veja a discrepância,você convive durante anos sendo convencida que a sociedade é mau,a pessoa não te permite assistir nem um telejornal, pra criar tal dependência emocional,você vive trancada e encara essa "proteção " como normal,e quando sai,é com medo total. Não permite que você desenvolva,pois já percebeu teu potencial. A maldade instalada dentro de casa,isso é surreal.
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