25 anos

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O homem que chegou aos cinquenta anos e não evoluiu intelectualmente, espiritualmente e moralmente, não entendeu o significado de sua existência.


William Monteiro da Silva

Sobretudo eu estar com 48 anos, uso da GRATIDÃO a vida.
Me sinto jovem, minha alma tem esse viço e brilha. Não uso mais a modéstia em dizer o que sou.
Não alimento falsas ilusões embora elas existam, não posso perder meu precioso tempo, preciso continuar enquanto tenho saúde, força, vontade e coragem.
Cativo pessoas, cultivo gentilezas. Cuido de mim.
Ando bordando com minha linha cor de rosa o tempo chamado amor.
Suspiro, desejo e dor.
Posso morrer amanhã.
Talvez fique inútil. Sim.
Fiz um acordo com Deus, que ao meu lado, fique apenas os que verdadeiramente me amam.
Amém.

Há quem ignore anos de agressão, mas, se escandaliza com um minuto de reação!

"A moldura muda, o quadro permanece: 500 anos de reconfiguração da desigualdade"


Há uma velha parábola sobre um rio que muda de curso, mas nunca de natureza: ora inunda, ora seca, mas continua sendo água que escraviza quem depende dela. Assim é a desigualdade humana. Cinco séculos atrás, correntes de ferro prendiam pulsos nos navios. Hoje, prendem currículos, códigos postais, sobrenomes. A moldura ganhou verniz de progresso, discursos bonitos de igualdade, leis elegantes no papel. Mas o quadro permanece intocado: poucos decidem o destino, muitos apenas obedecem em silêncio.


Imagine uma casa antiga, reformada por fora, pintada de cores vivas, mas com as mesmas paredes internas, o mesmo alicerce torto. É isso que fizemos com a exclusão ao longo dos séculos: trocamos os nomes, nunca as fundações. O senhor de engenho virou patrão, o cativeiro virou informalidade, o chicote virou juros.


Existe algo abstrato nisso tudo: a desigualdade não é um evento isolado, é uma sombra que aprendeu a se camuflar com a luz do seu próprio tempo. Ela nunca desaparece, apenas troca de roupa e discurso.


Enquanto isso, seguimos acreditando que a história caminhou, quando na verdade apenas girou em círculos. Acordar é reconhecer, enfim, que a moldura bonita jamais redime o quadro podre lá dentro.

O Caos e a Piada Chamada Brasil: 500 Anos de Escravidão Remodelada Brasil, que piada melancolia é essa? Quinhentos anos de história — desde 1500 que o caos não é acidente, é roteiro sádico. Colonização forjada em sangue africano e indígena, desigualdade como cimento eterno. A escravidão de 1888? Não morreu; trocou a moldura. Chicotes viraram contratos precários, senzalas se metamorfosearam em favelas sufocantes, e o grilhão agora é uma dívida impagável que esmaga gerações. Reflita: o que mudou, além da pose de "democracia racial"?Racismo estrutural não é falha humana; é o esqueleto podre da nação. Negros e pardos — 56% do povo (IBGE) — arrastam-se na base: 70% dos famintos, 75% das prisões, migalhas no poder. A elite, herdeira de senhores de engenho, ri enquanto lucra. No século XXI, o absurdo escala: inflação bater recordes em 2025, corroendo o salário mínimo como ácido, enquanto bancos engordam com lucros obscenos ,bilhões em dividendos para acionistas que brindam com champanhe. O povo? Pão e circo digital, entregadores suando em apps sob sol impiedoso, ecoando as lavouras de cana. E o feminicídio? Virou rotina banal, estatística fria: uma mulher morta a cada seis horas, muitas negras, silenciadas em lares que deviam ser refúgio. Mulheres limpam o chão dos ricos pela manhã, voltam para casa e viram estatística à noite. O Estado assiste, impassível, leis existem no papel, mas o machismo racista as enterra. Que reflexões cabem aqui? Somos uma nação que celebra o carnaval enquanto corpos apodrecem nas ruas. O mito da cordialidade esconde hienas: corrupção sistêmica, terra concentrada em mãos brancas, educação como esmola para manter a pirâmide intacta. Pense no abismo: 500 anos de promessas quebradas, do "país do futuro" que nunca chega. Bancos recordistas, povo no osso; feminicídios cotidianos, impunidade eterna. O Brasil é o caos reflexivo de um espelho torto, nos força a encarar que desigualdade não é destino, mas escolha perversa de quem detém o poder. Quebrá-la exige rasgar a moldura: taxar fortunas vorazes, dividir terras roubadas, punir o terror doméstico com fúria real. Senão, seguimos a piada: rindo por fora, sangrando por dentro, num circo onde o palhaço é o povo.

A Melhor Mentira Ainda É a Verdade


Nas festividades do início dos anos setenta, acho que em 1972, eu e meu sobrinho estávamos regressando para São Paulo, depois de termos passado as festas em Santa Mariana, quando aconteceu esta história.


Naquela época, a rodovia até Avaré era de pista simples. Depois começava a Castelo Branco. Era comum a gente parar no último posto antes da CB para abastecer e fazer um lanche.


Naquele dia, ao nosso lado, parou outro Fusca. Dentro dele havia quatro meninas, jovens e muito bonitas. Começamos a jogar conversa fora e, depois de abastecer os carros, paramos num estacionamento ali mesmo no posto e fomos nos apresentando.


Um detalhe: no vidro traseiro do Fusca delas, atrás do banco do motorista, havia um papel colado com os nomes das quatro e uma mensagem desejando um feliz Ano-Novo.


Quando chegou a minha vez de me apresentar, disse que era estudante de engenharia. Meu sobrinho, estudante de medicina. Elas também foram se apresentando e contando quais cursos faziam, exceto uma delas.


Então perguntei:


— E você, como se chama?


Ela se aproximou do carro e apontou para o papel colado no vidro.


— Este é o meu apelido.


O problema era que, em vez de um nome, havia um desenho.


Uma desgraça de desenho que acabou com a nossa viagem.


Era um bicho estranho, completamente desconhecido para nós.


Depois de olharmos para o céu, chutarmos umas pedrinhas e fingirmos naturalidade diante daquele constrangimento, fomos nos afastando do carro delas. Antes, porém, tivemos que ouvir as quatro rachando de rir.


Pegamos a estrada sem sequer olhar para trás e fomos o resto da viagem tentando descobrir que criatura era aquela.


— Será que o apelido dela é Ripinha?


— Balaústra?


E lá vinham mais alguns palpites absurdos.


Passados alguns dias, finalmente descobrimos que aquele desenho nada mais era do que o símbolo do Pi (π). Traduzindo: aquele era o apelido dela.


Acho que ela devia se chamar Jupira e não gostava muito do nome.


Eu poderia ter contado esta história antes, mas precisava da anuência do Newton Roberto Gobis, meu sobrinho, um sujeito de bem com a vida e de quem gosto muito.


Claro que aquelas mentiras — eu estudante de engenharia e ele de medicina — foram apenas uma brincadeira de momento. Mas, diante da situação constrangedora que se criou, nem tivemos tempo de corrigir a burrice. E, para falar a verdade, não teria adiantado nada. Nós simplesmente não sabíamos o significado daquele "bicho". E, talvez, se insistíssemos, a situação ficasse ainda pior.

Que vergonha! Tenho 49 anos e nunca vi uma seleção pior! Fiasco total! Mas, nem com o Pelé! Falta coração e fé!⁠

Eu só quero lembrar que hoje (11.02) faria dois anos que você me falou no messenger que estávamos namorando. Pensei que seria um dia de felicidade e comemorações.

A primeira vez que conheci a mentira eu tinha quatro anos de idade. Pedi minha irmã para eu ir na rua com ela. Mandou eu pedir minha mãe. Quando voltei ela tinha ido embora e me deixado. Entendi rapidamente que ela tinha mentido e me enganado. Até hoje tenho sérios problemas com mentiras. E ser enganada é sentido como um golpe emocional muito forte.

A melhor fase é viver após os sessenta anos. Plena liberdade. É tudo que esperei pela vida toda. Acordo ou durmo até a hora que quero. Pego me carro e vou onde quero. Não preciso dar satisfação. Tenho os amigos que quero e ainda conhecço outros novos. Saio dessa cidade e vou a outra, lá durmo, volto no mesmo dia ou dias depois. Ainda trabalho, mas logo estarei aposentada. Porém, produzindo, estudando, vivendo, criando e seguindo com esse tempo precioso. Esse é meu espaço, meu momento, não cabe ninguém para me tirar a paz e o sossego.

Aos 61 anos estou me sentindo plena e feliz. Enfim, sinto-me em paz com Deus. Me desintoxiquei das pessoas que passaram na minha vida (homem). Limpa, alva, serena e tranquila. Deus me trouxe de volta a minha plenitude de ser.

Esse mês faz 10 anos... quantas coisas mudaram nesse tempo, muito amadurecimento, algumas estacas no peito.
Eu queria tanto correr atrás de você, e fui, de todas as formas possíveis. Não sei o motivo exato de você negar meu amor, tenho algumas ideias, mas exatamente eu não sei. Sofri tanto que meus olhos criam lágrimas até hoje.
Nunca senti por ninguém o que senti por você, nunca foi.... nunca!
Eu queria ser salva por você, mergulhar no seu amor, viver uma vida linda ao seu lado.
Fui forçada a largar a ilusão, a aceitar que o talvez é um nunca. Tão próximo da data que nos conhecemos eu senti vontade de vir aqui, te escrever mesmo sabendo que você nunca irá ler, talvez estou escrevendo para mim mesma, não importa na verdade.
Eu não quero mais ser salva, não espero mais por você, não imagino mais nossa vida feliz, você agora é um reflexo doe um sonho que eu entendi que é um sonho.
Minha força agora é por mim, vou deixar essa vida "fácil", já tenho tudo programado na cabeça, cidade nova, estudos, um futuro que estou escrevendo só para mim e or mim, sem esperar por você, ou, por qualquer pessoa. Talvez eu já tenha dito coisas parecidas em momentos de dor, mas hoje não estou triste, nem magoada. Estou bem, tranquila e pronta para a minha vida nova, onde sou a única peça que importa. Mas você sempre estará aqui, nas minhas memórias. Quem sabe em outra vida tomaremos um café... beijo Romeu

⁠Finalmente meus 40 anos...

Já não é mais a fase dos 20, nem tão pouco dos 30 é a fase tão esperada dos 40 anos...
Acumulei de maneira perfeita, a experiência e a juventude o que me fez dominar a arte, gestão da minha essência, somando vida aos anos que desfrutei e ainda os que tenho neste novo ciclo a desfrutar.
Finalmente o tão esperado momento dos meus 40 anos, onde deixo pegadas por onde caminho, fazendo-se dona dos meus passos.
E com maturidade sinto que piso mais forte, transmitindo segurança para si mesma e conseguindo me conectar com minha estabilidade emocional e pessoal que hipnotiza.
São muitas marcas do passado, é necessário muito amor para curar as feridas e as decepções.
Porém é necessário ser estratégica, tomadas de decisões sábias para lidar com cada momento.
Minhas prioridades não são as mesmas de dez anos atrás, e provavelmente vão mudar daqui a um tempo. A vida é uma constante mudança, e eu demorei para entender isso. Antes eu queria manter minha coerência, sustentar tudo em que eu acreditava. Mas aos 40 anos, compreendi que crenças mudam, que o que parece certo num dia, pode não ser no outro. Está tudo bem mudar de opinião, porque, conforme adquirimos mais conhecimento, essa é a tendência. Minha única prioridade imutável é ser feliz.
Aos meus 40 anos, sejam muito bem-vindos.
Confesso que tinha medo dessa idade e dos efeitos colaterais que ela pudesse trazer, mas decidi que não são números que vão decidir a trajetória dos meus anos. Neste aniversário, resolvi refletir sobre a vida e em como é maravilhosa vivê-la. Não irei me preocupar, apenas viverei um dia de cada vez, como deve ser feito.
Agradeço a mim pela mulher que me tornei, felicidades neste meu novo ciclo.
Meus 40 anos...

Todos os anos, em um dia específico, volto a recordar aquele triste semblante. É uma sensação horrível, difícil de explicar — como se, por alguns instantes, algo dentro de mim fosse levado de volta a um lugar que nem sei exatamente onde fica.

Minhas ações são, na maioria das vezes, totalmente pragmáticas. Não vivo em função de alguém, não caminho esperando que outra pessoa dê sentido aos meus passos. Continuo a minha vida, sigo os meus objetivos e procuro avançar.

Mas então chega esse dia.

E, sem aviso, surge novamente a mesma pergunta: “O que aconteceu?”

Aconteceu alguma coisa? Qual evento? Quando foi? Por quê?

Eu não me lembro.

Apenas sinto.

Sinto que falta alguma coisa. Um espaço vazio, uma ausência sem nome, uma lembrança que parece estar escondida em algum lugar da minha própria memória. Não consigo apontar exatamente o que perdi, nem explicar por que aquele semblante continua voltando todos os anos.

Talvez algumas coisas não desapareçam completamente. Talvez apenas aprendamos a viver sem entendê-las.

E assim continuo. Sem respostas, sem certezas, carregando uma sensação que não sei nomear e uma pergunta que insiste em voltar:

O que aconteceu?

Quanto de peso você adquiriu nos últimos anos? E nos últimos dias?
O peso a que me refiro é aquele que você carrega em seu coração. Aquele peso que ficou depois que você ouviu aquela palavra dura, aquela crítica de quem você menos esperava...
Aquele peso que ficou, depois daquela discussão que poderia ter sido evitada...
Aquele peso de quando você se decepcionou com quem nunca esperou.
Pra quê carregar tudo isso? Porque não se livrou dessas bagagens desnecessárias? Sabe, continuar carregando esse peso, além de comprometer a sua saúde (física e emocional), te impede de progredir, de trilhar seu caminho. É cansativo demais,penoso demais.
Carregar tanta carga, é o que tem te impedido de chegar onde você merece e precisa estar.
Faça as pazes com seu passado; livre-se desse sentimento que te magoa tanto, fale sobre o assunto; resolva todas essas pendências emocionais. Perdoe e permita-se ser perdoado. Decida deixar o que não deu certo para trás, a livrar-se, de uma vez por todas, desses pesos que o incomodam e impedem de progredir. Agarre-se ao que você tem agora: o seu presente. O seu futuro depende disso! Invista em si, em sua paz interior e siga mais leve e vá mais longe

⁠Não romantize o contexto do "até que a morte os separe"!
Ao longo dos anos, essa frase teve uma tradução bastante restrita e até romantizada. Como se somente a morte do corpo fosse capaz de separar um casal. Sem dar importância para as diversas e cotidianas "mortes" que uma relação pode ter.
A morte de uma relação pode ocorrer, quando acaba o respeito, a cumplicidade, a admiração, o carinho, a amizade.
A morte acontece quando, mesmo juntos, a solidão e a distância se tornam rotina. Quando os assuntos se tornam escassos, quando o silêncio se torna hábito ou quando a dureza das palavras trocadas já nem é mais capaz de ferir.
E, é nesse vasto contexto, que as mais variadas formas de "morte" realmente separam. E em muitos casos, a separação sem a morte do corpo acaba se tornando a única saída para sobreviver ou, simplesmente, se perceber vivo novamente

A amoreira

Hoje fui colher amoras e me lembrei de quando eu tinha oito anos. Estava na casa do meu cunhado, junto com a minha irmã, e fui brincar com as crianças no fundo do quintal. Ainda pequena e ansiosa para alcançar as amoras, peguei uma ripa de madeira pesada e a joguei para cima, na esperança de derrubar os frutos.

Mas a madeira voltou e atingiu minha cabeça. Entrei em casa dizendo que havia me machucado. Fui socorrida e levei alguns pontos.

Hoje, ao colher amoras que estavam exatamente na altura das minhas mãos, percebi o quanto essa lembrança se parece com a vida.

Quantas vezes tentei alcançar coisas e pessoas que ainda não estavam ao meu alcance? Quantas vezes não tive maturidade para lidar com o peso de determinadas situações e, por isso, acabei sangrando?

Mas o tempo passou. Eu cresci. Hoje, muitas oportunidades estão ao alcance das minhas mãos, e cabe somente a mim decidir o que colher. Aprendi que tudo tem o seu tempo determinado para acontecer e que todo plantio, um dia, se transforma em colheita.

Por isso, saboreie a sua amora. Mas nunca se esqueça das cicatrizes que carrega por ter tentado colher antes do tempo certo.

⁠Ter plena consciência que está num labirinto, com os dias, meses e anos sucedendo, tempo passando, a idade aumentando, a saúde minguando, angustiado, ouvindo e sentindo a vida transcorrer lá fora e confinado, penitenciado e desesperançado no labirinto, sem saída. Ufa! Nossa! Acordei, era um pesadelo e faça o favor de acordar também!

Feliz aniversário pra mim 17anos

No jogo político brasileiro, zombamos dos políticos de quatro em quatro anos; eles zombam de nós a vida inteira.