Voz
Por vinte e quatro
primaveras,
A minha poesia
autoproclamada
porta-voz do amor,
que por notícias
está a espera,
Sabe que
ele suporta
as tempestades,
e vai além
de todas elas,
Porque o amor
é uma primavera
que não passa,
E quem disse
ter se fundido nele
espalhado pelas ruas,
Não pode concordar,
E tampouco se calar.
Ouvir o Joropo de outrora
na sua voz amorosa,
Não nego o quanto te quero
com paixão saborosa,
E por isso enquanto
você não ouvir de perto
você tocar e cantar,
Vivo a escrever Versos Intimistas
para continuar a te esperar.
Não há força diante da democracia,
E nada que a supere;
É força magna, é energia,
Voz que não se cala,
- mesmo sob mordaça
A força da democracia é a própria,
Está sacramentada na história.
Sem o povo não está escrita a glória,
Com a alma é que se afugenta,
- espanta
Toda a insana covardia,
Através do sonho de democracia,
Arrebentando toda a mordaça,
Atirando-se os grilhões ao vento,
A democracia virá, é só questão de tempo.
Abro o destino para o deboche
Cair no precipício,
Com a minha poesia respondo o riso
Do totalitarismo,
Rui Barbosa sentou praça
Na democracia,
E dela ninguém me divorcia.
Arrancaram a voz de Odoyá,
Ela como Rainha não se prostra,
- Calaram-na!
Mas não lhe furtaram a autoridade,
A verdade ninguém pode apagar:
Odoyá é a Soberana do mar.
O silêncio tem muitas vozes,
Os ventos levam os gritos,
A opressão fura os tímpanos;
Não há outra alternativa,
Temos que acreditar:
Um dia tudo muda,
Assim como as ondas do mar.
Odoyá sereia,
Odoyá guerreira,
Esse jogo ela vai virar,
O povo ela irá libertar;
Não duvide!
Ela é a Rainha do mar,
Odoyá não perde nada,
Ela é vaidosa,
E toda formosa dará uma lição
Em toda essa gente muito maldosa...
Não há nada que me impeça,
E também não me detenha,
Não hei de me curvar,
Diante da voz que querem
Amordaçar, calar e queimar;
- a voz da imprensa
Começa assim:
Primeiro eles se reúnem,
Depois reunidos gritam,
Para a voz tentar abafar,
Partem para chibatar,
Cuspir, bater e pisotear;
Assim desejam a voz calar,
Para o povo se curvar,
Para o povo obedecer,
Para o povo não lutar,
Para a fé do povo se perder.
Não adianta negar,
E muito menos ocultar,
A voz da imprensa,
Eles querem exterminar,
O Governo já deu a sentença:
A IMPRENSA É A OPOSIÇÃO!
Escutei a tua voz saudosa
Tão modulada e clamorosa
O coração saltou pela boca
Apurou o meu paladar
Deu saudades das tuas prosas
E eu atenta a te escutar
Essa tua voz saída do fundo
Lá da garganta do coração
Colocou-me em flutuação
Se for pedir demais
Faça mesmo assim
Misture a tua pele morena
Com a minha cor de marfim
Já sabemos naquilo que resultará
No nosso amor gostoso, enfim.
Lírios amarelos enfeitavam
O jardim ao redor da guarda
O Lusitano exibindo o trote
O amor voltando a galope.
Vejo os rochedos
O pico iluminado
Tudo voltando a brilhar
Você voltando de vez para ficar.
O teu semblante moreno,
A tua pele perfumada,
A tua voz grave,
O teu ombro sereno,
Deixam-me extasiada
E não me deixam, sossegada;
Na verdade, não me abandonam.
A tua mão mansa,
Ainda em mim repousa,
Deixou-me feito louça,
Ainda me tempera,
Só de pensar, fico hipnotizada
Igual a serpente pelo encantador
Completamente amainada.
Quando chove é sempre assim,
Lembro a enorme falta que
- só você- faz para mim;
É um penar sem fim,
Mas com cheiro doce,
Cheiro seu, meu jardim,
Um anjo que faz falta, sim!
Quem tem a voz da imprensa tem tudo. Mais espaço para a Arte e a Cultura na imprensa é o caminho para o Brasil resgatar a prosperidade perdida.
No infinito deste
instante que tão
cedo vai passar,
escrevo em voz
alta com as cores
da Quaresma
este poema
para a Venezuela,
Assumo que falo
demais sobre
um assunto que
não fui chamada,
Falo por quem
não pode
ou quem já está
cansado de falar:
Não há ninguém
que não tema
a noite pesada
que baixou
pelo mundo
e na América Latina,
Não é possível que
sobre o General
não há notícia.
Sonho todo o dia
com o quê dizem
ser impossível
a vida recuperar,
porque creio
que a Casona
virou agora
a casa do poeta,
Não é possível
que não tenha
uma só pessoa
para me escutar:
Não há ninguém
que não tema
a noite pesada
que baixou
pelo mundo
e na América Latina,
Não é possível que
para o General
não há justiça.
Por isso peço sem
nenhum segundo
parar com toda
insistência aos que
podem abrir
as portas e janelas
ao sol da Justiça,
Para que se não
quiserem libertar
de vez os presos
de consciência
enviem cada
um para aguardar
a audiência preliminar
ou cumprir a pena
no aconchego do lar.
Não há ninguém
que não tema
a noite pesada
que baixou
pelo mundo
e na América Latina,
Não é possível que
sobre a inocência
do General haja
gente que ainda silencia.
Não é possível que
não existe uma
única pessoa capaz
de me escutar
e ajudar que pela ordem
liberem os quê
têm idosos
e crianças pequenas
no seio familiar,
mesmo daqueles
opositores que
não goste até
chegar o momento
da vossa Pátria se reconciliar.
Atravessei a noite
ao ritmo forte
da voz da cantora
popular
durante o animado
Festival
de Viña del Mar,...
Pensando nos
velhos hábitos
deste continente
de fazer assumir
pelos crimes que
não cometeram:
Os defensores
vem arrastando
civis e militares
presos pelos
mesmos grilhões
da crueldade
até o abismo infinito.
É muito mais
do que um quesito
legal é questão
de índole total,
e escrevendo
sou o clamor
dos que estão presos
injustamente,
e principalmente
pelos desaparecidos.
E contando o cúmulo
do absurdo que
mantém aprisionados
uma tropa
e um General
que foi preso
no dia treze de março
no meio de uma
reunião pacífica,
e sobre a liberdade
não há mais
nenhuma notícia.
A voz da luta
campesina
denunciou
a ameaça contra
uma família
campesina
de Jaji-Mérida
que teve
a casa queimada,
a lavoura destruída
está desalojada
e desprotegida.
Essa família
ocupava a terra
há nove anos,
e com cinco
de título,
por que com
ela fizeram isso?
Dou eco a dor
que a ignorância
do autoproclamado
causa no povo
ao apoiar o tirano
que mora ao lado,
uma falta de decoro
igual ao do aliado
que viajou com
o passaporte errado,
todos a tal farinha
do mesmo saco.
Preocupa-me
sobremaneira
com o físico
do General que
não teve como
se recuperar,
dizem que
medida humanitária
ele pode ganhar
onde a justiça
está a se arrastar.
Há muito ainda
o quê lamentar,
a liberdade
do General,
da tropa e de outros
não vi até
agora chegar;
até o homem mais
poderoso do mundo
já pensa na paz
como um novo rumo.
No Forte de Santa Bárbara
a maré em frente saúda
e a voz da mulher leva
em plena noite profunda,
e a devolve em forma
de aroma de chá oriental.
Não existe gente que
seja complicada,
existe mesmo é gente
que foi naufragada
pela crueldade de um
mundo sem coração.
Se quer decodificar
o quê é universal
e a fez o rumo mudar,
basta olhar para si
e com ela conversar
sem se dispersar.
No tear do Universo foi
colocado o fio do luar
que une destinos
por mais que ventos
contrários e a distância
queiram separar.
Se a hora de amor é
esta nem as estações
e os anos esta trama
haverão de desfiar,
se está escrito tudo
nesta vida irá aproximar.
Não alimentar o ego do mal e nem dar voz à ele é o caminho para a diluição e extinção dele, muitas das vezes o mal cresce pela falta do silêncio inteligente.
Fale sobre tudo, evite apenas falar sobre aquilo que serve de imã para o conflito,
mas não pare de falar, apenas selecione o quê vai falar, porque ninguém precisa ter opinião sobre tudo.
Se for reclamar opte por aquilo que é funcional para a sua vida sem perder o mel nas palavras e a gentileza. Uma reclamação em forma de pedido cordial pode te oferecer ótimos resultados.
Quem quer paz real, deve substituir pensamentos conflituosos e parar de nutrir o espírito com aquilo que rouba a tranquilidade.
Devemos nos lapidar com disciplina para uma vida harmoniosa e com qualidade, pois tudo começa pelo pensamento e pelo verbo.
A comunicação em qualquer lugar tem que ser prudente, diligente, clara e afável em qualquer circunstância e deve ser redobrada em momentos difíceis.
Ao ter dito que te
dei o paraíso por ter
ouvido a minha voz,
invadiu este coração
uma sublime paz
com muita sedução
e fez perceber que
não mais pertenço.
A nossa memória
amorosa é o quê
tem me aquecido
na solidão da noite
na cidade coberta
ao som chuva fina
e envolvida pela
atmosfera gelada.
Os olhos buscam
por você ao som
de antigas e novas
canções românticas
que fazem prever
que numa travessia
que vou embarcar
para a terra onde
vou me encontrar.
O teu casto amor
me reconduziu
ao caminho certo
e através de você
me fez renascer,
e sinto que muito
em breve estarei
sob o seu poder
de Lua e Estrela
irei corresponder.
Aceitar o silêncio para um, é aceitar o silêncio para todos. Não fico feliz com a voz de ninguém silenciada.
Alguns serão lembrados pela voz que deram a certos "alguns" e pela voz de outros que poderiam contribuir para o país e que foram caladas por tanto tumulto, constrangimento e injustiça.
Vivendo nesta Era
de um monstro
invisível e mortal,
Por ambição
tenho me feito
voz universal,
Mansa paragem
ensinando as vias
para a liberdade
mesmo longe
da tempestade.
Os flocos de gelo
próprios do tempo
nesta bela noite
nos cobrem como
se fossem uma
chuva de arroz
ao menos em sonho:
Para não deixar
o descaso roubar
a essência
e o quê me leva
a não desistir
rumo à felicidade.
Da felicidade que
eu hei de ter
em sua companhia
no deserto de sal
e que virá em breve
na próxima
Superlua de Neve;
Nós dois com direito
à paz sideral
e tudo aquilo
que a paixão atreve
e dois adultos
que se merecem.
Liberdade em nome de Deus e da justiça,
foi o quê pediu mais outra voz ao General
que foi preso desde o dia treze de março
do ano de dois mil e dezoito no meio de uma reunião pacífica,
Muitos sabem que os direitos
do General
estão todo o dia sendo violados,
ele é inocente, tem o seu código e própria mística;
Que ando usando o nome dele poeticamente
não é segredo para ninguém,
mas para contar da injustiça conhecida
sem a intenção de ferir
a quem quer que seja
e sem ser infiel a História e aos tempos também ando
contando o quê passa no mundo e na América Latina.
Porque francamente me incomoda ver que uns
tentam falar pelo General e outros tentam se esconder no nome dele,
mas quem está padecendo as dores
da prisão é somente ele.
Dizem que a noite
da tremenda agonia
ainda não chegou,
e por ousadia sigo
sendo a voz de quem
teve a sua subtraída
até para pedir socorro,
cresceram os números
de prisões políticas
aqui neste continente,
não nasci jamais
para ser indiferente,...
Há mais de dois anos
um bom General está
injustamente preso
desde o fatídico dia
13 de março do ano
de dois mil e dezoito,
aqui eis um poemário
sem nenhum laço
para ele e tantos outros
que passam por sufoco;
Desde março deste ano
mais nenhuma pessoa
pode ter contato o General,
a última notícia é que ele
foi levado para o hospital
gravemente fragilizado,
e foi fisicamente invibializado
para ter a moral quebrada,
é assim que ele e uma tropa toda
têm passado uma vida atribulada,...
No meio desta escuridão
em pleno a este ciclone
meditando os sinais
destes tempos estranhos
e sem clara comunicação,
insisto em dizer que não há situação
que deste jeito fique de fato esclarecida,
e que na vida real ninguém fala por ninguém;
nem mesmo essa voz que vos
fala cheia de ousadia e de toda a poesia.
Tentando ser brisa
de esperança e voz
neste tempo adverso,
total em prosa e verso
contando de maneira
sensorial o quê passa
na América Latina,
sobre a tropa de uma
Pátria que não é a minha,
e uma prisão injusta
sofrida por um General
que ocorreu no meio
de uma reunião pacífica.
O General está preso
há mais de anos anos,
ele vem passando
um injusto sufoco
e o profundo desgosto
de continuar a ser caluniado;
não há como esquecer
do amaldiçoado
dia treze de março
do ano de dois mil e dezoito,
fizeram muito mal à ele,
e o injusto não foi reparado.
O General está preso
na sede da Polícia Militar,
desde o início da pandemia
não vem podendo
para a família telefonar,
só se sabe que
em TOTAL ISOLAMENTO
ele se encontra num
ambiente que a injustiça tomou conta.
