Voz
"Ele possui uma
voz deliciosa
O timbre
soa forte,
ao mesmo
tempo é suave...
Meu coração
dispara
quando o ouço
me chamar
de menina...
E,sinto
uma
felicidade
imensa,
como um
sol a irradiar
vida aos
meus dias
pois essa voz
eu ouvirei
sempre,
principalmente
quando ao
lado do meu
Honey eu acordar
e meus olhos
com os dele
se encontrar,
em um
gostoso
despertar,
ele ao me
olhar
dirá
Bom Dia...
Ah...
em forma
de poesia
será o
nosso amar...
E,que delícia
ouvir meu
Marco sussurrar
Menina,vem me amar...
E lá estarei
feliz a lhe beijar..."
Tati Oliveira
08.06.2014
Quando não for mais mais eu
e o silêncio eterno chegar
a minha voz continuará
em códigos seu eco ,
indefinidamente.
Alma serena
Dentro dos seus olhos claros, encontro meu refúgio no seu toque suave. Na sua voz doce, sinto-me guiado, e em seus seios, descubro uma paz que evoca a beleza enigmática do quadro da Monalisa. Tu és minha inspiração, meu amor, minha paixão e meu tudo, principalmente, a chama que acende meu desejo.
Caio Vinícius dos Santos costa
Uma certa noite, conheci em cima de um palco o dono de uma voz especial.
Eu que naquela noite só desejava um locutor que falasse corretamente meu nome...
Acabei me apaixonando.
Por um acaso você estava lá.
Conheço uma escritora que toda noite antes de dormir imagina finais prazerosos e intensos, mas infelizmente essa história terminou assim.
Procura-se um bom escritor capaz de reescrever essa história e um bom locutor, capaz de dar vida a ela.
BESTEIRA
Espie só que moral
O tamanho desta besteira
Nas poemas que escrevo
Ouço a voz de Manuel Bandeira.
Ele chega de mansinho
Na lassidão de uma vida esquisita
No fervor deste caminho:
O pavor de receber, e o prazer de ser visita.
Em verso efêmero e triste
Apaixonadamente lhe revela
Não ter medo da morte
Ter medo do fogo da vela.
A solidão é seu amor
A morte o seu segredo
Na morte sentir dor
Na hora sentir medo.
Dos costumes que bem sei
A homogeneidade d'almas existe
Nos manifestos colossais
Cousas letais é comum
A única fila que presta
É aquela composta por um.
041009
Tributo a Manuel Bandeira
Quando você se sentir só, não se esconda, busca a voz de quem te ama, não se esqueça que nunca estara só, porquê quem te ama sempre vai está pronto pra te ouvir
Meus olhos buscam a ti no infinito de tua bondade. Minha voz busca misericórdia de teus ouvidos. Meus joelhos se dobra ao chão em busca de teu perdão. Minha alma agradece pelo teu grandioso amor. E por ser este meus Deus de misericórdia
Uma simples conversa após dias de espera. Só de ouvir sua voz, minha alma sorriu e já como consequência inevitável, um belo sorriso surgiu. A menina sorriu, a mulher suspirou. Você, sem saber o quanto me traz paz e alegria, mesmo que não seja meu de fato, revigora meus dias. Você é um mundo em uma pessoa para mim. Um mundo de possibilidades de sermos felizes.
A voz de assalto dos pedintes é dizer aos "senhores passageiros" que "pedir é melhor do que roubar".
FANATISMO
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Sob o pano da voz enfumaçada, uma dignidade pálida... luz de vela nos olhos encardidos. Resvala uma coragem medrosa e garantida pela sombra da cruz... pela certeza incerta e obrigatória de um futuro distante, lá no além, porque o mundo parou ao seu redor.
É um pobre diado a serviço dos céus. Desafia entidades, trevas, não teme as sombras... um herói protegido pelas barras da saia da fé... pela certeza de que os vilões abstratos, inimigos gasosos, intocáveis, não empunham cacetes; navalhas; armas-de-fogo.
Leva um sonho espremido, atado e tenso, e sua paz está sempre numa trincheira... numa bolha... num andor. Tem a beira do abismo sob os pés, e ri à toa; ri sem riso; ri sem razão...
alegria infeliz de fanatismo... de religião.
PARA SER GENTE
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Aprendi a me calar, quando minha voz é mal posta e cai de mal jeito em um coração armado. Quando meu ser se assusta por ter apostado no escuro. Por ter acreditado no abismo de outro ser. Ou se perdido em mais um dos mitos da boa vontade.
Mas não posso me queixar, pois meu lucro notório é saber voltar para dentro sem maiores lesões internas, quando perco meu tempo numa entrega totalmente vã. Ao permitir lá no fundo, esse desempenho de acender minha chama, para então inflamar as emoções de alguém, caso existam guardadas em algum canto.
Cheguei ao ponto em que amargo meus rancores por pouco tempo. Logo depois os deixo nos recantos sombrios onde nasceram. Nos momentos fadados a serem só momentos. Passados vencidos por este orgulho que primeiro se vence numa batalha já nem tão árdua para quem passou a não ter o mundo como cruz.
Foi o quanto aprendi, quando a vida me convenceu a ser mais humano com os seres humanos. Fez-me ver que tenho tudo a ganhar com as perdas e os danos seculares de lidar com gente... ou aprender a ser gente, como a gente precisa.
VOZ VISUAL
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Para quem sabe a hora
de dizer sem falar,
silêncio é voz ocular...
MUSEU DE MIM
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Ouço longe uma voz que me chama pra lá,
vem no vento e resvala por minhas entranhas,
é um rio no mar do silêncio esquecido
entre as forças estranhas que ainda me restam...
Tenho medo sem medo, sereno e cordato,
há um tato sem tato que assombra e conforta,
uma luz mais pra meia que pra luz inteira
põe a beira dos olhos no centro do abismo...
Na distância o chamado, se atendo é sem pressa,
cada passo tem peça que monta o passado
a ficar nas paredes do museu de mim...
Já no meio do fim deixo a vida pairar,
ter a boa indolência que o tempo confere
a quem hoje passeia sobre reticências...
TIMIDEZ
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Venha ver a minh´alma no poço da voz
que flutua no abismo do céu de meu ser,
cai na foz dos sentidos, toma os pensamentos
onde cumpre o dever de jamais se ostentar...
Leia todas as linhas dos poros em plasma
neste livro que a pele transforma em vitrine,
pois de fora pra dentro é mais fácil saber
que meu crime de amor tem raiz inocente...
Ouça bem o silêncio da língua dos olhos
deslizando na sombra de minha verdade,
sem achar liberdade pra não ter temor...
Traga minha coragem de sair de mim,
diga sim à resposta que sangro às escuras
entre as grades da jaula desta timidez...
O BOM DO AMOR
Demétrio Sena, Magé - RJ.
É a voz do meu corpo que me chama
sem os gritos de outrora e seus destons,
tem a chama nos graus do meu controle
sob os dons naturais e seus temperos...
Vou em paz; meu prazer não vai fugir;
a minh´alma se guarda em cada vão,
pra ungir as entranhas desta carne
que saiu do carvão; entrou na brasa...
Também sei que não firo a consciência,
consultei a carência e me dei conta;
não há conta, carnê ou promissória...
Um acaso de amor, tão brando amor
nos envolve, dá laço e nos desata;
cata o bom de se ter e nos devolve...
PROIBIDOS
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Temos algo em segredo, espremido por nós,
uma voz que se tranca nas cordas vocais,
um querer que não quer, mas não sabe calar
o silêncio estridente no luar dos olhos...
Somos esta novela que não tem mais fim,
porque não desnovela o desejo secreto,
é um sim negativo que se perpetua
no concreto abstrato a situar o caos...
Sentimento que tem que não fazer sentido
e não pode ser lido na vida viável,
só nas folhas voláteis de nossa quimera...
Mas a dor monta stand nos traços tristonhos
que desbotam seus sonhos de seja o que for,
seja lá como for, impossível pra nós...
