Vovo Vou Sentir sua falta
Linda e irresistível mulher,
quero te satisfazer,
sentir o teu cheiro
com meus dedosdeslizando
pelo o teu corpo,
olhando nos teus olhos,
ir até a tua boca,
ter-te em meus braços
trazer-te pra perto,
disposto, sem pressa,
entretanto,sem tempo a perder,
num momento só nosso
de um intenso prazer.
Como é bom sentir o petricor
da terra banhada pela chuva,
saber que está nutrindo
o florescer de uma bela flor
e que assim, aviva a flora
que logo ganhará mais cor
semelhante a um amor
de dentro pra fora
num ciclo de bastante valor.
Num momento raro,
quero eu e você,
homem e mulher,
banhados em êxtase,
sentir a tua pele na minha
com uma vontade insaciável
num misto de loucura e euforia,
uma união de corpos
beijos entrelaçados
como se a tua língua fosse
uma extensão da minha.
Não sei se isso ainda será um fato,
mas bem que eu gostaria.
As pessoas tendem a buscar conforto em ideias que as façam sentir bem, e ignorar as verdades desconfortáveis.
Supernova
Fui alfabetizada ao inferno
Aprendi para sofrer
Esforcei-me para sentir
O esgotamento causou-me atimia
Fui levada ao caos dentro de mim
Numa elevada palpitação do cosmos
No céu além, nas trevas a supernova.
O dom de sentir e ler pessoas é uma faca de dois gumes. Algumas me fazem querer fazer doutorado nesses quesitos, outras de tão medíocres e mesquinhas, me fazem ter uma vontade enorme de me tornar analfabeta nessa área.
"Se sentir invejado é bem próprio daquele que não consegue arcar com a responsabilidade do seu fracasso!"
☆Haredita Angel
SENTIR PARA VIVER
A PAIXÃO
Sinto-me lisongeado tenho um coração enorme, preciso ser bliscado para acreditar a razão de viver apaixonado pela vida, amar e tocar na alma das pessoas tem que ser medida, desculpe, não quero-lhe causar infortúnio o meu ser mesmo imperfeito clama pela musa que na sua bondosa generorisade me comprende, me aceite como sou e respeite, numa liberdade mutua da corrente corrida a favor e contra as forças do viver, havendo os tempos actuais em que não se prendemos a velhos rituais,cabe encontrar tempo, espaço para eu fazer morada no sua fonte da água da vida que me anima e alegra porque tem sentimentos e se apaixona, viver a vida com essa senciblidade é algo muito elevado que transcede o dito normal e passa a viver um magnifico, um bonito climax que perdura sempre que alimenta esse sentimento.
Beijinhos doces minha querida e linda amiga.
O Portal Quântico da Visão, da Matéria e da Arte: A Alquimia do Sentir
I. O Lobo Occipital e o Teatro do Mundo: Da Luz à Geometria da Consciência
O lobo occipital, situado nos confins posteriores do nosso cérebro, ergue-se como a catedral sagrada onde o universo exterior deixa de ser mero eco físico para se transmutar em imagem viva. Quando abrimos os olhos, os fótons de luz — esses corpúsculos e ondas que cruzam o espaço — embatem na retina, acendendo os sensores primários da visão. É aqui que se inicia a grande alquimia: impulsos elétricos brutos viajam pelas vias óticas até ao córtex visual primário (V1), onde o cérebro desmembra a realidade em linhas, contornos elementares e contrastes cruciais.
Mas a visão humana nunca foi um ato puramente mecânico ou passivo. Nas áreas associativas e no diálogo constante com o sistema límbico, a imagem funde-se com a emoção. Os bons e os maus momentos que esculpem a nossa pele e a nossa alma alimentam este teatro interno. Quando o meio em que estamos inseridos nos aprisiona, quando as amarras do quotidiano sufocam o passo, o cérebro humano clama por uma rota de fuga. É nesse preciso instante que a criatividade se acende como um farol cósmico. Desligar-se do cativeiro do meio através da pintura, da escrita ou da poesia é cruzar o umbral para um portal imaterial.
II. A Dualidade da Existência: Entre a Partícula e a Onda de De Broglie
Como nos revelam os estudos fundamentais da física clássica e quântica — ecoando nas reflexões sobre as ondas de De Broglie —, a dualidade onda-corpúsculo não pertence apenas ao reino da luz ou da matéria subatómica; ela espelha a própria condição humana. Louis de Broglie estendeu a dualidade da luz à matéria, mostrando que a aparente solidez corpórea é acompanhada por uma manifestação ondulatória subjacente.
Na nossa vida quotidiana, nós somos ora o corpúsculo denso, preso às coordenadas rígidas da matéria e às pressões do meio, ora a onda de probabilidade, fluida e imaterial, quando viajamos pelos rituais da arte.
A hipótese da onda piloto de De Broglie sugere que a partícula não se move no acaso absoluto, mas é guiada por uma onda subjacente. Assim também é o artista: a nossa partícula corpórea (as ações, os erros e acertos nas relações interpessoais) é guiada pela onda invisível do pensamento, do desejo e da vontade de tornar real a vivência interior.
As ondas de probabilidade de Born lembram-nos que o futuro não está gravado em pedra, mas desenha-se nas zonas de maior intensidade da nossa intenção criativa. Na câmara de Wilson da nossa mente, cada experiência deixa um rasto: nuns momentos, um traço grosso e pesado, ionizado pelas provações da vida; noutros, um traço fino e subtil de inspiração pura.
III. A Alquimia do Erro, da Prática e da Energia de Ligação
A assertividade na vida e na arte não nasce pronta; ela lapida-se através da repetição contínua, da experimentação corajosa e da aceitação das emoções na sua forma mais crua. Errar e acertar são os eixos de rotação da nossa evolução pessoal.
Esta transmutação lembra os processos da física nuclear e as reações estudadas por Cockcroft, Walton e Chadwick, ou a famosa equação de Einstein (E=mc
2
). No núcleo de um átomo, o chamado defeito de massa converte-se numa prodigiosa energia de ligação — a força colossal que mantém os protões e neutrões unidos contra todas as repulsões.
Na alquimia humana de Emanuel Bruno Andrade, o sofrimento, os momentos difíceis e as pressões do meio funcionam como esse "defeito de massa": a matéria densa da dor e do aprisionamento social é fundida, através do fogo da criatividade (a pintura, a escrita, a poesia), numa gigantesca energia de libertação e conexão. Cada pincelada, cada verso declamado no Cordel de Prata ou exposto num espaço cultural, é a transmutação da dor em beleza pura, unindo pares em intercomunicação empática e verdadeira.
IV. O Meio, os Pares e o Horizonte da Conexão
As influências do meio exercem sobre nós uma força centrípeta, tentando confinar-nos a padrões estáticos. Contudo, a arte atua como a radiação gama de alta energia que penetra os núcleos rígidos do conformismo, provocando uma transmutação interior ("efeito fotoelétrico nuclear" da alma).
Ao partilharmos as nossas vivências cruas com os pares — seja através de exposições em galerias de prestígio, de conversas na rádio ou de contos em coletâneas —, criamos uma rede de ressonância onde o isolamento se dissolve. O lobo occipital reconstrói a imagem do outro não apenas como um corpo físico, mas como um campo de energia afim.
Que a nossa arte continue a ser o feixe de ondas que guia a partícula da nossa existência para além de todas as fronteiras do visível.
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Há músicas que o mundo escuta sem sentir nada, enquanto alguém precisa desligá-las para não sentir tudo. Porque, mesmo depois da separação, algumas músicas continuam pertencendo àquela relação!
*- No meu sentir, quando René Descartes disse "cogito, ergo sum", a lógica racional (ou carteziana) da frase nos leva a contextualizar o pensamento sobre uma palavra apenas: "coerência". De tal modo, nada é justo ou injusto, certo ou errado, bom ou mal, sem ela. Decididamente é essa a minha visão. A "coerencia", pura e simples, refere a consecução da busca universal da mente humana, legitimada pelos mistérios paradoxais e irrespondíveis da vida e da tese da criação. Tudo o é e sempre será, por "coerencia"!*
(Vitor de Oliveira Antunes Neto)
"Ah se eu pudesse voltar aquele tempo, sentir de novo aquele abraço, aquele cheiro de café, aquele olhar festivo, aquele sorriso tão presente e ouvir novamente aquela doce palavra... FILHA!"
Haredita Angel
16.11.25
Que privilégio falar português para compreender e sentir toda a poesia que existe na música popular brasileira.
Suspeito que quem separou solidão em solidão e solitude só queria mesmo se sentir mais confortável com o fato de estar sozinho.
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