Vovo Vou Sentir sua falta

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Só você é capaz de me fazer sentir, um sentimento genuíno⁠ que todos chamam de amor.

Permitir-se sentir é correr o risco de perder a forma antiga, para, no fim das contas, nascer de novo com um espaço muito maior para caber dentro de si.
_Enzo Ruchell_

Já tentei me esconder entre o não sentir e o desespero.

É melhor sentir a dor da ausência de uns, do que a dor da presença de outros.

Toda forma de sentir e pensar fora da curva no mundo contemporâneo é taxado pela sociedade pouco esclarecida como imperfeição e doença, mas não são. Assim acontece infelizmente ainda hoje com o autismo, que é uma super capacidade de foco e concentração.

O homem que se tornar o meu futuro esposo deve me passar tanta confiança ao ponto de eu me sentir aliviada ao entregar o controle a ele, sabendo que estarei segura e guardada sob o seu cuidado.

⁠Elegia

Sentir na profundeza
d'alma o impulso
que leve a uma Elegia
é uma experiência
de quase-morte
para quem é poeta.

Ficar triste e estar
de braços dados
com a morte são
os únicos apelos
para descarregar
o fardo dos lamentos.

A Elegia num sentido
mais amplo é todas
as vezes que sinto
e escrevo reclamando
com o destino o fato
de não ter você comigo.

Sem a compreensão
da morte e da tristeza,
e sem lamentar por não
ter você nunca será
possível escrever
uma Elegia com exatidão
de corpo, alma, poesia e todo o coração.

Na colheita da Guáçatonga
do tempo sentir por detrás
tomando conta avassaladora
o ritmo adorável e implacável
dos teus suspiros devoradores,
E consentir que os teus beijos
totais se tornem senhores.


Cobrindo-me toda com a tua
pele masculina reluzente e solar,
Abrindo o espaço sem pestanejar
ao êxtase opulento me levar
ali mesmo pelos teus apalpos
aos andares da intimidade,
E pelos teus ousados abraços
render-me com gana e liberdade.


Deixar o teu olhar fio sedutor
conduzir a instrução
de cada toque arrebatador,
Com os nossos lábios
impulsionar o desejo imparável
de manter entrelaçados
o amor, a paixão e o inevitável;
Como se fosse a primeira
vez que a gente tivesse namorado.


(Sem receios e sem reservas
das expectativas românticas
transformar dois ímpares em par).

Enroscar-me no trono perfumado,
mergulhar no teu olhar apaixonado,
Sentir o teu respirar entrecortado
com o meu entregue pacificado.


No silêncio carregado de emoção,
nas trocas de toques demorados,
Na proximidade repleta de sedução
e atração potente e sinestésica.


Não é preciso manter o desejo velado,
e sim cultuar espaços irreprimíveis,
Doces alternâncias de submissão
e de poder - pitangas íntimas secretas.


Com trocas de mimos e segredos
profundos entre pele com pele,
Não existem vestes edênicas melhores
do que as nossas e o que ferve.

Depois da chuva cair,
seguir os teus passos,
Sentir a delícia que é
o aroma de petricor,
Dançando o Cacuriá
no ritmo do tambor,
que faz o nosso amor.


Tocando na varanda
para a vizinhança ouvir,
Não conhecemos mais
outro ritmo a seguir,
O que queremos traz
só o que ancora e faz.


O mundo lá fora para
tanto faz, e não perfaz
sobre o que importa,
E nunca será diferente
porque amamos amar
avassaladoramente...

Sentir o vento quando
chegar no Planalto Serrano
Para hoje é o meu plano,
Lembrar que o seu primeiro
nome era Casa Branca,
que também que foi
chamada de Encruzilhada.


Para os tropeiros foi lugar
de pouso para se refazerem
para enfrentar a estrada,
É de Otacílio Costa
da gente tão hospitaleira
que eu estou falando,
que em qualquer lugar
que você para quieto,
e amigo tu acaba ficando.


Otacílio Costa, erguida,
com honra e muita luta;
Uma cidade de gente
que valoriza a família,
a terra e a honesta labuta.


Otacílio Costa, querida,
de gente amável que
põe sabores na mesa
que são como poesia.


É para aí que estou indo
para sentir o vento
do Planalto Serrano,
tocar as estrelas
e a Lua com os dedos,
porque entre nós
nunca houve segredos.


Otacílio Costa, fostes
parte de Lages,
disso também não esqueci;
Mesmo distante de ti,
contigo no meu coração,
honro para sempre
com todo o amor e paixão,
como parte infinita de mim.

Sentir a brisa do Oeste Catarinense
sempre que cruzar a estrada,
Não esquecer da resiliência
da imigração italiana;
do que Nossa Senhora mostra,
e jamais nos engana.


Enlevar a memória da sobrevivência
do Vale do Contestado,
das lavouras às criações;
Viver de sol a sol com o peito
apaixonado pelo povo,
e festejar com quando
chegar a Festa do Colono.


Sob a benção do Rio do Peixe
lembrar que um dia foi Capinzal,
e se ergueu como Ouro;
Banhar-se nas águas termais
valiosas como um tesouro,
e derreter-se de orgulho.


Agradecer constantemente
por ter chegado, nascido
ou escolhido neste lugar
viver n'amplidão das aves a voar,
que é todo feito de beleza,
para amar, respirar, serenar
e com tranquilidade para morar.

Não há o que se desculpar
por sentir ou querer demais.
Recebo o seu coração em paz,
e, se for do destino, sei o que
fazer conosco e muito mais.


​Não haveremos mesmo de ser
ravinas ou riachos sazonais.
Temos os mesmos gostos
compartilhados e musicais,
e daremos passos fundamentais.


​Somos unidos pelo coração,
temos algo de Flamboyant
na beirinha do Rio Wingfield;
e algo de Saint Kitts e Nevis
acompanhado a String Band.


​Presa pelo seu pensamento,
e você, preso ao encantamento,
muito longe de sermos reféns:
estamos preparando a festa
em que um para o outro já é alguém.

Sentir na pele
o grande poema,
Não me deixar
te ver é avareza...


Cada verso
é a malícia
de todo o dia,
para romper
com as tuas defesas.


(Com todas as minhas
mais estratégicas sutilezas.)

Sentir, mesmo sem ver,
o teu amor ardente,
é próximo de encontrar
o próprio reflexo na beirinha
do rio em tempo aberto.
O que nos pertence só tem
a ver com o que é liberto.


Diante da florada da Faya Lobi,
enquanto o rio arpeja,
Watramama quebra a regra
e o seu pente de ouro empresta;
A última coisa que penso:
são nos causos e lendas.


Com os olhos fechados,
confio nela serena,
porque, sem dizer nada sobre nós,
percebo que ela quer me ver plena,
para o nosso amor que vale a pena.

Sentir profundamente o ar
do Arquipélago de Bocas del Toro,
no amor da gente mergulhar
e entrar no espírito do lugar.


Perceber o cortejo do tempo
e das orquídeas do Espírito Santo
para nós dois florescendo,
deixar que o sentimento
de amor continue nos movendo.


Dizer sim para o melhor da vida,
para o que é sedutor e o que é poesia,
de mãos dadas na Praia Estrela
nos entregar à jura bonita e serena.


Plenamente viver para nós, sem
deixar que os nós do mundo nos capture,
para que no tempo tudo nosso perdure,
e não seja dado motivo para que não dure.

Sentir saudades não é errado, mas é preciso lembrar o motivo que afastou ambos.

Abraça o que te faz sentir, beija o que te faz sorrir,
o resto é migalhas de pombos

Deveríamos aprender com os cães,
A fidelidade deles vem do sentir.

Se sentir que vai morrer de saudade,
Procure distância de quem te feriu.
Isso não é sobre orgulho,
É sobre dignidade.