Vou Morrer
A coexistência é a palavra-chave esquecida que tem custado caro, porque eu só vou bem se o outro vai bem onde quer que ele se encontre e independente de quem quer que ele seja.
A espera valerá bem
mais do que imagino,
Quando chegar
a nossa primavera,
Será em ti que vou
me perder,
E isso fará todo o sentido.
Não existe democracia sem pluralidade de idéias. Não vou apontar o dedo, o problema é que a fronteira da mera crítica tem sido atravessada, e percebo que o discernimento anda sendo turvado.
Como a flor
que busca
pela chuva,
Assim vou atrás
dos beijos teus;
De longe você
me ama,
Porque dentro
o meu amor
em ti entrou,
O teu sonho
sobre o meu,
Como antes
alguém na vida
sequer sonhou.
De idílio em idílio
vou contando
a história do General
que está preso
injustamente
há dois anos sem
sequer ter tido
audiência preliminar,
Ninguém sabe
quando o pesadelo
dele e da tropa
(em situação
semelhante
de fato
irá terminar),
Do meu profundo
isolamento social
em rebelião
contra o inimigo
invisível que
quer nos devastar,
Estou lutando
com igual altivez
contra o fantasma
visível da fome
que quer o futuro
da minha Pátria
e da América Latina - exterminar;
De idílio em idílio
tenho passado
os dias em busca
de denunciar
o isolamento vertical
que querer forçar
a se espalhar,
Não esmoreço
como a Urbi et Orbi
em noite de Praça
de São Pedro
vazia em busca
de ser espalhada
por todo o lugar.
Não quero, não deixo,
não posso diante
disso tudo,
nada e nem ninguém
neste mundo me calar:
a minha missão é gritar.
Contando tudo
o quê se passa
por todo o lugar
vou mostrando
o autoritarismo
de todas as direções
capazes de prender
até injustamente
um General por
antever a urgência
da mensagem
de reconciliação
para o povo dele,
e recomendável
à todas populações.
Estamos num crítico
momento por aqui
neste continente
na Bolívia silente
um pedaço edênico
deste continente
que se transformou
num paraíso de golpes,
conspirações,
abusos e mil traições;
Todas capazes de trair,
matar e desaparecer
nos seus sete
pontos cardeais,
e até em um deles
de manter
sob cárcere duas
dezenas de militares,
e em outros tantos
praticar contra
quem os crítica:
falsos positivos
calúnias e difamações.
Há mais de um mês
o General está
desaparecido,
Não acredito que
esteja mais vivo,
Não vou desistir
dele querer saber;
Desejo o teu
coração alcançar
e longe de mim
entrar nesta
guerra de poder,
Sei o quê faz
ou não sentido,
e conheço muito
bem o meu lugar.
Não é só poesia,
Embora poesia
também seja
coisa séria
mesmo que
você em mim
não acredite:
jamais brincaria
só para aparecer.
Corre a lágrima
do pequeno filho
do Tenente Coronel,
Ecoa o desespero
sem resposta
da irmã do General,
O olhar do Comandante
do Inferno de Cinco
Letras se sentindo
sufocado por não
estar recebendo apoio
para reagir a isso tudo,
Todos isolados
na ilha de tormentos.
Na tentativa incansável
De seguir em frente,
Vou falando de tropas
De leais soldados
Em total sequestro,
Por terem dito não
Ao plano do Inferno.
Dos desaparecimentos
Brutalmente forçados
E da falta de satisfação
De todo o paradeiro
Daqueles que contestaram,
Devemos acreditar que eles
Se encontram em cativeiro.
Na gradação do anoitecer
Bolivariano giram
Os astros iluminando,
Desce o céu para capturar
O demônio que não
Permite encontrar
Um caminho para quem
Perfeitamente deseja
A reconciliação plena.
O absolutismo
Brutal do silêncio,
A ocultação
Total do paradeiro.
Não vou parar
De satisfação pedir,
Sigo a reclamar.
O egocentrismo
Infernal prendeu
Quem não merece
No cativeiro.
Não vou parar
Da liberdade exigir,
Sigo a conclamar.
Quem não aceita
A opinião de quem
Deseja o melhor
Para a Pátria,
Não pode se queixar
Nenhum pouco
Do que o povo fala.
Rodeio no Glória
Na Capela Nossa Senhora
da Glória vou na Missa
e volto de carona
na paz gostosa e risonha.
Rodeio no Glória abraço
a tua gente de fé,
Tenho um encontro
com cuca e café.
Após a Missa e o café
não me deixam voltar
a pé até porque por
enquanto não posso.
Rodeio no Glória agradeço
porque viver na tua paz
é receber todo o dia
o melhor prêmio.
Festa do Agricultor
Vou daqui de Rodeio
para Apiúna nem que
seja pegando carona
para a Festa do Agricultor,
Dançar ao som de sanfona
abraçada com o meu amor
em poesia e toda sintonia
para viver a nossa alegria.
Abril
Abril é o mês
para ser o marco
poético de paz
para todos vocês,
Vou buscar que assim
seja todas às vezes
e por todos os meses.
Toda estrada tem espinhos, pedras no caminho
Mas mesmo assim eu vou... meu coração mandou
Pode ser que assim, sozinho
Cruze o meu destino um anjo protetor, meu verdadeiro amor...
