Vontade de te ver nem que Seja de longe
Seja na Amazônia,
na Caatinga,
no Cerrado,
na Mata Atlântica
ou no Pampa,
Eu me encontro
com a poesia
profunda desta
Pátria Brasileira
que é o meu amor
para a vida inteira.
Rejeito o Deus da Guerra
insinuar a sua dança
seja na minha Terra,
no meu continente
ou em outro lugar
para tirar a paz da gente.
(Poema anti-guerra)
Cada verso meu é feito
sem quebrar a cabeça,
Se você quer que
seja milimetricamente
calculado: ESQUEÇA.
A liberdade seja aqui na Pátria
do Sabiá-Laranjeira ou em qualquer
outro lugar nem sempre assume
caminhos convencionais,
e sempre é imprescindível e cara,
Reafirmo que nos vale muito
a nossa República proclamada.
Em mim há o inevitável
e o indissolúvel neste coração
de Ipê-Amarelo em flor,
a vontade de seguir adiante
com todo o sublime meu amor.
escrevendo o perene romance.
Em mim há voto pujante
e valente no amanhã,
nas veias a cor vibrante
do Pau-Brasil em flor
para insistir nesta nossa
com todo o meu profundo
amor sem data e sem hora.
Porque o meu compromisso
é compromisso de quem
elegeu o Brasil para viver,
e também o compromisso
enraizado ancestral que
aqui Deus semeou e fez nascer.
(Se eu tivesse que escolher
nascer no Brasil,
escolheria para sempre escolher).
Nasci fandangueira
bailando todo tipo de Anu,
seja o Anu-Chorado,
o Anu-Corrido ou Anu-Velho,
O meu charme de Prenda
lançado neste salão não
é só coisa de imaginação,
e vai muito além deste poema:
O amor traduz a explicação.
Seja no pé do morro
ou na beira do rio,
É bonito de se ver
o taquaral de Rodeio
até quando o vento
o tira para dançar
contagiando alegria
o olhar de quem está a passar.
Tudo depende da maré
seja até na Ilha Diamante,
e para isso é preciso ter fé
para jamais pensar dar ré.
Na vida entrar em guerra
tem se tornado regra,
ir contra as correntes
sempre é a minha régua.
Cantando como sereia recuso
mergulhos em piscinas vazias
por portar oceanos resolutos.
Porque fiz o voto particular
com a paz como rebeldia
para não alimentar a covardia.
Se for para ter balão,
que seja só para enfeitar
no meio do salão.
Se for para ter fogueira
já tenho o seu olhar
para acender o coração.
Se não for para ser assim,
que não falte Pinhão
saboroso na nossa mesa.
E nem água quente
para o nosso Chimarrão.
Minha intenção
é rara e clara,
É de coração,
cara a cara.
Que da renda
seja a dança,
Nela se prenda
com festança.
Girem os fios,
estalem os bilros
e o peito se renda.
Que assim seja
na Dança da Renda:
a gente se renda.
Seja de manhã, de tarde,
de noite ou de madrugada,
no lago do teu pensamento
a tal Naiá transformada
em flor do seu sentimento
e Jaci com todo o amor,
além do nosso tempo
dentro do peito embalador.
(O sentimento encantador).
Se for doce e amarga
ao mesmo tempo,
Sem cara amarrada,
sem tirar nem pôr,
que seja como Cambuci,
E sem nenhuma pressa
para ser feliz à beça.
Seja paciente e zeloso como o Sol que trabalha o dia todo, à noite aguenta a Lua cheia de fases e ainda divide sua Luz com ela.
Sendo o medo um invasivo convidado,
Que tenha limites, que seja moderado,
Que dê mais atenção, que ensine mais cuidado,
Que não seja destrutivo, seja parte do aprendizado.
Que a Dependência seja do que
é importante para o bem-estar,
não algo humilhante,
não um grande pesar.
Depender é criar laço,
não um embaraço,
não pra si um julgar,
Demonstração de apreçoe
Não o preço por se Anular.
Mendigar amor, É não se Amar
Migalhas de atenção Não vão saciar,
Seja consigo Amável, Não Miserável,
Sem o Próprio Valor, Desprezo Alcançado.
