Vontade de te ver nem que Seja de longe
A diferença
Entre aquilo que a gente é
E o que o mundo quer que se seja
É que quanto mais se for
Do jeito que o mundo
Queria que a gente fosse
Vai sempre existir
Uma porta que estava entreaberta
e se fechou
A flor que se abriu
e não foi vista
O olhar perdido, cansado e esquecido
Que cansado de esperar, partiu
E por mais que se tenha tentado
Se tenha aguardado
e por mais que se tenha visto
Não foi do jeito que devia ser
E não chega nem perto disto
Sendo certo
Que de tudo que fizeste
Erraste simplesmente, em quase tudo.
A diferença
Entre aquilo que se é
E aquilo que o Mundo
Gostaria que a gente fosse
É que este mundo não é
Do jeito que a gente pensa.
Edson Ricardo Paiva.
O que há de errado com o tempo?
Talvez o erro seja o intento
de não aprendermos, enquanto vivemos,
a contá-lo no convívio, no movimento.
Enquanto ele ecoa, convivemos, às vezes,
sós entre nós mesmos.
E não percebemos que o tempo pode afastar
ou atrair sentimentos.
Bons ou ruins, eles vão e vêm
sem que percebamos.
Ele nos leva por caminhos
e cria atalhos inteiros.
Ele vai passando como quem escorre
entre nossos dedos,
sem aviso às vezes rápido,
às vezes lento, mas sempre indeciso.
Vivemos tudo o que nos permitimos:
com a família, sozinhos ou entre amigos.
Ele corre quando queremos presença,
nos arrasta quando a dor pede licença.
Ele voa quando estamos atrasados,
e para, sem que percebamos,
no sorriso de quem somos apaixonados.
Vinte e quatro horas nos são dadas,
todos os dias, sempre depositadas.
Caem em nossa conta sem permissão,
sem pedido, sem merecimento ou explicação.
Prometemos a nós mesmos
não deixar o tempo passar em vão.
Quando crianças, o tempo era mágico,
e não tentávamos controlá-lo com um celular nas mãos.
Estávamos ocupados colecionando momentos,
dádivas nos dadas pelo próprio tempo,
para que, quando estivermos perdidos,
possamos lembrar… e voltar ilesos.
Há dias em que queremos doar,
nem que seja um fragmento do que nos resta guardar,
quando percebemos que o outro já não terá
o tempo que a vida prometeu entregar.
Então entendemos o inevitável:
o tempo, sim, ele é temporário.
Nascemos, crescemos e morremos
um roteiro que segue fiel itinerário.
Mas como se espera? pergunta o coração.
O tempo do último olhar, da despedida em vão?
Ou o tempo que passa sem quem amamos,
tentando ser inteiros… quando já nos faltamos?
Alguns são movidos por impulsos, coisas ilusórias, seja movido por ideias; alguns chamam de abstração, eu chamo de inovação.
(...) Foque no presente o suficiente para que ele não seja um problema futuro, mas também no futuro, o suficiente para ele não acabar com o seu presente (...)
Não dê entrada a estranhos, não tranque a porta a quem já conhece. E seja, como sempre te pediram: alguém que não sabe onde vai.
Seja gentil e cuidadoso com as pessoas
que lhe apoiam nos piores momentos!
Uma mensagem... uma ligação... uma visita... um incentivo...
Um único gesto, faz toda a diferença!
Reclama mesmo, grita, espalha ódio — seja esse humano inútil que és. Você merece todo o mérito disso.
... a sabedoria
é fruto da boa observância
do que seja a arte de viver — de
uma meticulosa percepção de seus
fartos contrastes e encantamentos que
sempre têm algo a nos dizer,
por nos ensinar!
O mistério do pós-morte não me assusta, desde que o destino final seja o privilégio de te conhecer de novo.
Leve-me no seu pensamento para onde você for, mas tenha a absoluta certeza, que um dia, seja lá qual for esse dia, nós ainda iremos nos encontrar.
... nada
esperes pelo bem que faças,
seja a quem for - porém, agradeças
por doar algo que poucos ainda possuem
oualcançam - algo que em ti revela-se
intenso, transformador:
a espontaneidade!
