Voce vai ser pra Sempre
É sempre o falso que nos faz sofrer, os falsos desejos e medos, os falsos valores e idéias, as falsas relações entre as pessoas. Abandone o falso e você estará livre da dor; a verdade nos faz felizes, a verdade liberta.
Momentos
À noite sempre que a esperava
Me preparava para lhe querer
Colhia a flor que mais lhe agradava
Pensava em você
E dava, enfim, o meu melhor sorriso, então
O amor chegava para nos envolver
E quando cansado adormecia
Sonhava com você
Vivia uma autêntica magia
Querendo conhecer mais de você
Pedindo sua vida e tentando dar-lhe a minha
O mundo nos queria entender
Mas quando aprendemos com a vida
Que um grande amor às vezes é demais
Vivemos de lembranças
Momentos que não voltarão jamais
Me lembro das promessas que fizemos
Que nada nos podia separar
A noite minha amiga (que ironia!),
Levou-me seu olhar
E eu que me perdia no teu corpo e fui
Querendo em outros braços me achar
Andava em silêncio pelas noites
Tentando não chorar
A vida é sempre feita de momentos
De coisas que pra sempre vão ficar
Contando a nossa história
e se nos arrependermos
O tempo não nos deixa regressar
É quando aprendemos com a vida
O amor bem grande nunca é demais
Pois ficam as lembranças
Momentos que não voltarão jamais
Embora não fosse muito afetivo, sempre tinha uma frase amena de carinho ou correção, e abraços silenciosos de sobra.
(O que falta aos jovens.)
Sempre que penso ter encontrado a pureza de meu estilo, a experimentação me faz perceber que tudo isso é um eterno desenvolvimento...
Violeta
Sempre teu lábio severo
Me chama de borboleta!
-Se eu deixo as rosas do prado
É só por ti-violeta!
Tu es formosa e modesta,
As outras são tão vaidosas!
Embora vivas na sombra
Amo-te mais do que às rosas.
A borboleta travessa
Vive de sol e de flores...
-Eu quero o sol de teus olhos,
O néctar do teus amores!
Cativo de teu perfume
Não mais serei borboleta;
-Deixa eu dormir no teu seio,
Dá-me o teu mel -violeta!
Nós pais Sempre Acreditamos na Mentira dos Nossos Filhos; Mais os Nossos Filhos Não acreditam nas Nossas Verdades.
Amar não é desejar. É compreender sempre, dar de si mesmo, renunciar aos próprios caprichos e sacrificar-se para que a luz divina do verdadeiro amor resplandeça.
Toda mulher é uma caixinha de surpresas! E sempre tem um "algo mais" para nos prender em seus lençóis!
"As pessoas ansiosas estão sempre tentando viver á frente de onde se encontram no momento. Passam hoje tentando decifrar o amanhã e o resultado é a perda da simplicidade.
Deus espera que confiemos Nele com relação ao amanhã."
"Não pode chover o tempo todo.
O céu não pode cair para sempre.
E embora a noite pareça longa, suas lágrimas não podem cair para sempre."
Seja grato; ame, valorize e perdoe as pessoas; acredite no trabalho e, sempre que puder, troque as palavras pelas atitudes, porque as palavras se perdem no vento, apenas as atitudes permanecem.
Não corro atrás, não adulo e nem faço muitos elogios. Sou prático, às vezes frio e nem sempre rio. Apenas aguente as críticas, os dramas e prepare-se para os arrepios. Não é difícil de lidar. Não é fácil de aprender. Não é impossivelmente desejável. É sexy, vai.
Os tais homens cachorros tem certa sorte; sempre tem aquelas mulheres de coração mole que ainda os adotam. No começo sentem peninha, depois ficam apegadas, e começam a ter um certo afeto. Mas sabe, no fundo, elas sempre vão saber que é só mais um vira-lata, e que igual a ele tem mais umonte andando ai pela esquina. Mas atenção com aquelas que não tem coração mole e sequer sentem peninha. Portanto, aos cachorros de plantão, cuidado. Na minha mão o destino é certo: virar sabão.
Abençoados sejam todos aqueles que pelo meu caminho passarem no dia hoje, que tenham sempre harmonia e amor em seus corações.
TERÇA-FEIRA, 21 DE AGOSTO DE 2007
Existe sempre uma coisa Ausente - Caio F.
Paris — Toda vez que chego a Paris tenho um ritual particular. Depois de dormir algumas horas, dou uma espanada no rodenirterceiromundista e vou até Notre-Dame. Acendo vela, rezo, fico olhando a catedral imensa no coração do Ocidente. Sempre penso em Joana d’Arc, heroína dos meus remotos 12 anos; no caminho de Santiago de Compostela, do qual Notre-Dame é o ponto de partida — e em minha mãe, professora de História que, entre tantas coisas mais, me ensinou essa paixão pelo mundo e pelo tempo.
Sempre acontecem coisas quando vou a Notre-Dame. Certa vez, encontrei um conhecido de Porto Alegre que não via pelo menos á2o anos. Outra, chegando de uma temporada penosa numa Londres congelada e aterrorizada por bombas do IRA, na época da Guerra do Golfo, tropecei numa greve de fome de curdos no jardim em frente. Na mais bonita dessas vezes, eu estava tristíssimo. Há meses não havia sol, ninguém mandava notícias de lugar algum, o dinheiro estava no fim, pessoas que eu considerava amigas tinham sido cruéis e desonestas. Pior que tudo, rondava um sentimento de desorientação. Aquela liberdade e falta de laços tão totais que tornam-se horríveis, e você pode então ir tanto para Botucatu quanto para Java, Budapeste ou Maputo — nada interessa. Viajante sofre muito: é o preço que se paga por querer ver “como um danado”,feito Pessoa. Eu sentia profunda falta de alguma coisa que não sabia o que era. Sabia só que doía, doía. Sem remédio.
Enrolado num capotão da Segunda Guerra, naquela tarde em Notre-Dame rezei, acendi vela, pensei coisas do passado, da fantasia e memória, depois saí a caminhar. Parei numa vitrina cheia de obras do conde Saint-Germain, me perdi pelos bulevares da le dela Cité. Então sentei num banco do Quai de Bourbon, de costas para o Sena, acendi um cigarro e olhei para a casa em frente, no outro lado da rua. Na fachada estragada pelo tempo lia-se numa placa: “II y a toujours quelque choe d’abient qui me tourmente” (Existe sempre alguma coisa ausente que me atormenta) — frase de uma carta escrita por Camilie Claudel a Rodín, em 1886. Daquela casa, dizia aplaca, Camille saíra direto para o hospício, onde permaneceu até a morte. Perdida de amor, de talento e de loucura.
Fazia frio, garoava fino sobre o Sena, daquelas garoas tão finas que mal chegam a molhar um cigarro. Copiei a frase numa agenda. E seja lá o que possa significar “ficar bem” dentro desse desconforto inseparável da condição, naquele momento justo e breve — fiquei bem. Tomei um Calvados, entrei numa galeria para ver os desenhos de Egon Schiele enquanto a frase de Camille assentava aos poucos na cabeça. Que algo sempre nos falta — o que chamamos de Deus, o que chamamos de amor, saúde, dinheiro, esperança ou paz. Sentir sede, faz parte. E atormenta.
Como a vida é tecelã imprevisível, e ponto dado aqui vezenquando só vai ser arrematado lá na frente. Três anos depois fui parar em Saint-Nazaire, cidadezinha no estuário do rio Loire, fronteira sul da Bretanha. Lá, escrevi uma novela chamada Bem longe de Marienbad , homenagem mais à canção de Barbara que ao filme de Resnais. Uma tarde saí a caminhar procurando na mente uma epígrafe para o texto. Por “acaso”, fui dar na frente de um centro cultural chamado (oh!) Camille Claudel. Lembrei da agenda antiga, fui remexer papéis. E lá estava aquela frase que eu nem lembrava mais e era, sim, a epígrafe e síntese (quem sabe epitáfio, um dia) não só daquele texto, mas de todos os outros que escrevi até hoje. E do que não escrevi, mas vivi e vivo e viverei.
Pego o metrô, vou conferir. Continua lá, a placa na fachada da casa número 1 do Quai de Bourbon, no mesmo lugar. Quando um dia você vier a Paris, procure. E se não vier, para seu próprio bem guarde este recado: alguma coisa sempre faz falta. Guarde sem dor, embora doa, e em segredo.
O Estado de S. Paulo, 3/4/1994
Hoje foi o pior dia de sempre
E não tente me convencer de que
Há algo de bom em todos os dias
Porque, quando você presta mais atenção,
Este mundo é um lugar muito mal.
Ainda que
Alguma bondade brilhe de vez em quando
A satisfação e a felicidade não duram.
E não é verdade que
Está tudo na cabeça e no coração
Porque
A verdadeira felicidade pode ser alcançada
Apenas se as coisas ao seu redor estejam bem
Não é verdade que o bem existe
Tenho certeza que você pode concordar que
A realidade
Cria
Minha atitude
Está tudo fora do meu controle
E você nunca em um milhão de anos vai me ouvir dizer
Hoje foi um dia muito bom
(Agora leia o texto de baixo para cima para ver o que realmente sinto sobre o meu dia)
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