Voce Precisa Confiar em Mim

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Fé não é só religião. Fé é acreditar naquilo que você sente, no que está dentro de você.

Se o que você sente é algo bom, sua fé é boa.
Se o que você sente é algo ruim, sua fé é ruim.

Se você acredita que está mal por dentro, essa é a sua fé, e, inevitavelmente, você vai se sentir mal.
Se você acredita que está bem por dentro, essa também é a sua fé, e, por isso, você vai se sentir bem.

A fé não está no passado, nem no futuro. Ela está no agora, no que você sente neste momento. A fé está dentro de você, no presente. Então, agora, dentro de si, pergunte: Qual é a sua fé?

A minha é simples: Estou em paz.

O preço de ser você mesmo é o desprezo, a falta de respeito, a rejeição, as ironias, os deboches, o afastamento de pessoas que nunca tiveram nada a ver com você, mas que você segurava com medo de perdê-las, não querendo que o tempo que dedicou a elas seja tempo perdido. Aceite perdê-las, porque, de qualquer forma, um dia você vai perder. Ninguém é seu. Não finja ser o que não é pra agradar o mundo, pra manter pessoas. O mundo nunca estará satisfeito com você, até se você for "perfeito", o mundo vai julgar sua "perfeição". Então, pra que querer manter pessoas? Fingir ser o que não é pra agradar o mundo? Seja você, e garanto que todos os que não combinam com você irão se afastar. E, com o tempo, todos aqueles que têm a mesma sintonia irão se aproximar. Nisso, você encontrará todos os afetos que tanto precisava na sua vida.

Mas não espere que suas sintonias lhe encontrem. Nenhuma joia rara é encontrada sem antes você se jogar na lama das superficialidades para encontrá-las.

Você se depara com uma situação e, em vez de apenas observar, sua mente começa a interpretá-la como um problema. Ao fazer isso, você passa a sentir esse "problema" emocionalmente, e, no final, ele se torna real para você – mesmo que seja algo que você mesmo criou na sua mente. Assim, um simples acontecimento se transforma em um problema apenas pela forma como você o vê e reage a ele.

Amor é deixar parte de você para as pessoas, para o mundo.

Parte do seu ar;
Parte dos seus pensamentos;
Parte dos seus conhecimentos;
Parte das suas ideias;
Parte do que você sente;
Parte do que você fala;
Parte do que você faz;
Parte do que você vive.

Deixar você aqui na natureza, para que, quando a morte te levar, você continue vivo dentro das pessoas.

Escolha ficar com alguém pelos defeitos (os defeitos com os quais você não se importaria tanto), não pelas qualidades, pois, de qualquer forma, as qualidades sempre serão boas, e são os defeitos que vão tirar essas qualidades dessa pessoa, caso não escolha os defeitos certos, da pessoa certa para você.

Aconteça o que acontecer, era pra acontecer.

Não adianta tentar evitar, pois até quando você tenta impedir, acaba acontecendo o que era pra acontecer.

O que acontece vai além da nossa mente, algo do qual somos, muitas vezes, submissos.

Isso é a natureza nos mostrando que, na verdade, não temos controle sobre nada, exceto o que é natural seguir — os acontecimentos que estão destinados a acontecer.

O afeto está no que você dá, não no que você recebe. O que você dá é seu, é uma parte de você que permanece; o que você recebe, não é seu, pois passa por suas mãos e se vai.

A maior prova disso é a morte, que nos leva. Tudo o que é nosso, tudo o que verdadeiramente fizemos, fica. Os afetos que oferecemos, as marcas que deixamos, essas permanecem no mundo, na memória das pessoas, em tudo que tocamos.

Já o que recebemos, como algo externo, não nos acompanha para além da vida. Ele se desfaz, não carrega a mesma profundidade, pois não nasce de nós. O que damos, sim, se mantém, pois é o que alimenta o coração de quem fica.

A dor nos faz focar nela para ensinar algo. Ela desaparece quando você aprende a curar, e a cura vem do processo de conhecer a si mesmo. Ou seja, você elimina a dor do seu próprio jeito, através do que aprende e entende sobre si.

Quando você se olha no espelho e se vê bonito(a), mesmo desarrumado(a), está vendo sua alma, quem você é por dentro.

Quando você se olha no espelho e se vê feio(a), mesmo arrumado(a), está vendo a aparência, quem você tenta ser para agradar os outros.

O mal não existe, o mal só existe quando você nega o bem.


Quando está triste, é porque evita a alegria;
Quando está com ódio, é porque rejeita o amor;
Quando está angustiado, é porque resiste à paz.


Se nega um, o outro toma o lugar. O bem está sempre lá, esperando para ser escolhido.

O corpo mostra exatamente o que a pessoa guarda.

Quando você engole porcarias, o corpo reage.
A boca vomita, o estômago passa mal, o corpo avisa que algo fez mal.
Com os sentimentos acontece a mesma coisa.

Quando você engole mágoas, raiva, tristeza, medo, frustração ou decepção, isso não desaparece.
Tudo fica guardado internamente.
E o corpo não mente. Ele reage ao que você consome, seja comida ou emoção.

Assim como comida ruim faz mal ao estômago, sentimentos ruins guardados fazem mal à alma, à mente e ao corpo.
Eles se acumulam, cansam, tiram a paz e afetam o jeito da pessoa viver.

Mais cedo ou mais tarde, tudo o que a pessoa guarda precisa sair.

Quando você engole palavras que machucam, quando fica calado mesmo querendo falar, quando aceita situações injustas, quando suporta mais do que consegue, isso não fica preso para sempre.
O corpo sempre encontra um jeito de soltar isso.

Às vezes sai pela boca, em forma de grosseria, respostas agressivas, impaciência ou gritos.
Outras vezes sai em cansaço constante, estresse, falta de ânimo ou irritação sem motivo claro.
A pessoa nem sempre percebe, mas está apenas reagindo ao que ficou guardado por tempo demais.

Não é maldade.
Não é fraqueza.
É excesso de coisa guardada sem ser resolvida.

Por isso, cuide do que você consome.
Cuide do que você aceita ouvir.
Cuide do que você engole sem querer.

Porque tudo o que você carrega na alma aparece no corpo, nas palavras e nas atitudes.
O corpo é apenas o reflexo do que a pessoa guarda internamente.

A morte sussurra no meu ouvido e deixa minha mente bem clara:

"Desse mundo, você não leva absolutamente nada. Eu te tiro tudo: objetos, pessoas, pensamentos, nada que você possa segurar. Você só deixa, e o que você deixa é tudo o que viveu. Então, viva! Porque a única coisa que eu não te tiro é o que você viveu e deixou na vida."

Aceite, permita, ame a dor,
e perceba que a dor,
era o amor que você não aceitava,
o amor que você não permitia,
o amor que você evitava.

Se você não vive como sente vontade, vai viver como sua família quer, como seus amigos querem, como seu patrão quer, como a sociedade quer, como o mundo quer. Vai seguir expectativas, cumprir papéis, se encaixar no que esperam de você. Mas, no fim, vai esquecer de viver como realmente quer.

O silêncio é a maneira mais simples e direta de perceber quem realmente tem sintonia com você. Fique em silêncio na presença de alguém. Se essa pessoa começar a se incomodar, demonstrar impaciência, fazer gestos excessivos, buscar distrações ou inventar desculpas para se afastar, é um sinal claro de que a conexão entre vocês não é espontânea.

Quem realmente combina com você não precisa preencher o silêncio com palavras forçadas. O verdadeiro encaixe acontece quando a presença do outro, mesmo sem dizer nada, é confortável e natural.

O sofrimento interno nasce daquilo que você nega.

Quem sofre de cansaço, nega o descanso.
Quem sofre de angústia, nega a paz.
Quem sofre de ego, nega o amor.
Quem sofre de ansiedade, nega o agora.
Quem sofre de tristeza, nega a alegria.
Quem sofre de rejeição, nega o afeto.
Quem sofre de ódio, nega a calma.

Tudo o que você nega em si mesmo se transforma em sofrimento.

Então, em vez de negar, aceite.

Aceite que você pode relaxar.
Aceite que você está em paz.
Aceite que você ama.
Aceite que você está aqui, agora.
Aceite que você é alegre.
Aceite que você é afetuoso.
Aceite que você é calmo.
Aceite você mesmo.

Porque tudo o que você aceita, deixa de ser um peso.

A maior ilusão que você abraça nesta sociedade é a de acreditar que deve gastar toda a sua vida trabalhando como um escravo, até os 60 anos, fazendo o que não gosta, em troca de uma aposentadoria modesta e uma estabilidade financeira que, muitas vezes, mal atende às suas necessidades. Enquanto isso, aqueles que exploram o seu esforço, roubam seus direitos e controlam as regras do jogo se aposentam muito antes de você, por meio da sua própria escravidão diária. Eles conquistam sua liberdade financeira com a sua dedicação e sacrifício, enquanto você continua preso a um sistema que, muitas vezes, parece mais uma armadilha do que uma verdadeira oportunidade de crescimento.

As pessoas só se interessam por você se você tem algo a oferecer; as pessoas só gostam de você quando você não tem nada a oferecer.

Quando você finge ser algo apenas para ter a aprovação dos outros, você só atrai aqueles que aceitam aquilo que você não é.

Se você não aparece, ninguém te encontra.