Você Nasceu pra Mim
O invisível que carrego dentro de mim ocupa o espaço onde eu deveria estar, e observa-me quando tu estás perto de mim, e ainda assim não posso tocá-lo.
A Casa que Fazes em Mim
Quando visitas o meu pensamento,
as horas derretem-se
como se o tempo tivesse aprendido
a respirar ao ritmo do teu nome.
O amor torna-se simples,
quase uma luz que se acende sozinha no silêncio onde cabemos os dois.
E há em ti qualquer coisa de infinito,
um gesto que me chama,
um abraço onde o coração
encontra casa.
Se amar é perder-me,
que seja sempre assim:
perdido em ti, e finalmente inteiro.
Amar-te em Silêncio
Amar-te em silêncio é ouvir o universo respirar dentro de mim, como se cada estrela
soubesse a tua madrugada.
E cada batida do meu peito é um trovão a chamar por ti.
Ardo no espaço onde
a palavra falha e,
nesse fogo que ninguém vê,
a tua presença é chama,
o teu corpo é vertigem
e eu sou apenas o que sobra depois de te desejar até ao limite do ser. Talvez aquilo que calo consiga confessar que te procuro
não nos caminhos do mundo,
mas nos desvios da alma,
onde cada dúvida é uma porta
e a tua essência é uma resposta.
Mar de Amar
Mar em mim.
Mar comigo.
Mar sempre.
Mar que chama.
Mar que rasga.
Mar que sobe pela pele.
Mar de amar.
E eu, na estrutura do instante,
aprendo a ser horizonte.
Combustão Poética
A tua presença
desperta em mim
uma combustão poética
que se entranha na carne,
nos ossos,
como uma vibração ardente
que percorre o meu corpo:
queima, ilumina
e reclama tudo o que sou.
Eu sei que o tempo não vai parar
Quanto tempo já passou
Dores marcaram mil momentos
Tudo em mim mudou
Sei que maus pensamentos atrai
Coisas confusas demais
As vezes não da pra voltar atrás
Confia em mim
Deita em meu peito pra desabafar
E chorar serei o sol
Para secar toda essa chuva que quer te molhar
Poesia vive em mim
Poesia quero morar contigo
Poesia não abandona o meu coração
Poesia seja o meu pensamento de cada amanhecer
Na velhice da alma
Eu não escolho sonhar; os sonhos que vêm sobre mim
Algum velho e estranho desejo por ações.
Quanto à mão sem força de algum velho guerreiro
O punho da espada ou o capacete usado desgastado pela guerra
Traz vida momentânea e astúcia longínqua,
Então para minha alma envelhecida -
Envelhecida com muitas justas, muitas incursões,
Envelhecida com nomear de um aqui-vindo e daqui-indo -
Até agora eles lhe enviam sonhos e não mais deveres;
Assim ele se incendeia novamente com poder para a ação,
Esquecido do conselho dos anciãos,
Esquecido de que aquele que governa não mais batalha,
Esquecido de que tal poder não mais se apega a ele
Assim ele se incendeia novamente em direção ao fazer valente.
Olhem para mim.
Tentem ver em mim o que só o espelho me mostra:
falhas, traços, cicatrizes —
marcas que nem lembro quando
foram esculpidas à força.
O tempo deixou sinais.
O sorriso cavou vincos
onde a lágrima abriu caminho.
A boca que tanto falou
hoje silencia.
E o silêncio virou reflexão.
Se me olhares fixamente,
lerás na minha pele
a minha história inteira.
O tempo esculpiu.
Marcio Melo
Do Lado De Lá
Ganhei mais um dia e que o melhor seja feito por mim, eu só quero paz das 12 as 12 do começo ao fim
De noite enfrentando alguns pensamentos negativos mais sou um guerreiro não posso deixar que sejam maior que minha fé, e se não tiver um pouco de esperança é como tentar correr com um tiro no pé
Mas o dia amanhece diferente pra todo mundo enquanto uns ta comemorando uma boa notícia outros estão triste olhando pro horizonte, a felicidade tem um percurso difícil e quando achar beba muito dessa fonte
Guarde um pouco dessa água em um frasco e saiba que não deve perder a chance, se quer acertar o alvo coragem é o lance
Hoje o dia está perfeito porque sei que não estou sozinho sabe tem vários por mim mas também estou lá quando precisam é desse jeito, a luta começa depois da oração e que o melhor seja feito
A idéia é direta, não deixe nenhum otario cruzar sua reta, não deixe de crer na sua meta, quando sua força vem de cima oque vem de baixo não te afeta, respire fundo tome fôlego assim o coração aquieta, se o caminho parecer confuso lembre se Deus é a seta
Eu tenho que ser mais forte a cada dia porque as cartas do jogo mudam sempre, algumas vem marcadas mas estou prestes a fazer o truco bem na sua frente
Esses dias foi tenso eu to falando mano, usam a trapaça pra ganhar e passar pano, mais eu sou leal e não me engano mas nesse mundo esta cada dia mais difícil fazer o papel de bom samaritano
As crianças de hoje em dia não tem mais medo, algumas largam os brinquedos e vão crescer cedo
Histórias clássicas se modernizaram agora não precisa por o dente embaixo do travesseiro porque a fada dos dentes arranca seus dente no murro, o monstro do armário divide espaço com a amante do pai no silêncio sem sussurro
Eu estou convencido tem algo de errado com essa geração porque hoje em dia tem nome pra tudo mas emoção pra nada, perderam o senso de direção pra subir na escada
Oque aconteceu com os bons tempos onde não importava nada apenas nosso objetivo? Hoje se conformam em ser subjetivo
Precisamos resgatar lá do fundo a esperança ela é refém da desilusão, pra muitos ainda falta aquela motivação
Todos podem por uma medalha no pescoço ou segurar um troféu, tenha força olhe pro céu, olhe em volta tem certeza que esse é seu papel? A você mesmo tem que ser mais fiel
A folha pode estar velha ea caneta falhando mas as palavras são eternas na mente, palavras que muda a vida de muita gente
Tenha orgulho de quem você é não busque a perfeição isso não existe, se não tem estética dane se, se não se veste na moda dane se, mas se nascer com uma mente vazia se mate, porque não há nada pior que se conforma com pouco como um cachorro com fome que late
Do lado de lá eu sempre quis estar e quem sabe ainda estarei, durante todos esses anos nem se quer errei
Mas dizem que em terra de cego quem tem um olho é rei, me disseram pra fazer oque sei fazer de melhor foi nessas palavras que pensei
Muitas frases foram soltas e algumas adotadas, me deixa feliz quando sei que minhas palavras foram aproveitadas
Eu penso se sou merecedor será que Deus me escolheu? Mas eu não estou em igrejas e pouco sei sobre a Bíblia mesmo assim espero que seja abençoado o caminho meu
O dia não se torna perfeito pelo céu azul e nem pela brisa do fim de tarde, repare é alguém especial do seu lado que faz valer a pena se acabar fica tipo um coração que arde
Memória fotográfica e fotografias na memória de momentos importantes que me faz dormi com orgulho no peito, não se arrependa você erra mais aprende o que fez ta feito
Chego ao fim do papel mas não o fim da minha inspiração, pensando com a alma e escrevendo com o coração
O dia foi bem aproveitado ea paz reinou na minha vida, eu tenho que ser intenso e não temer a partida
A CANÇÃO QUE NÃO É MINHA
Existe uma canção em mim,
Uma canção que não é minha.
Ela vaga imortal no meu inconsciente
E arrasta sensações de tempestade e calmaria.
Nas poucas vezes que estou lúcido,
Sou arrebatado de forma cálida.
Eu, que não sou um entusiasta do meu pessimismo provocado por ela, devo esclarecer: entenda, meu pessimismo é meu bom vivant; não é tristeza, desesperança ou solidão, é apenas solitude.
Entenda: meu pessimismo foi construído com bases fortes na canção entoada na alma.
O pessimismo é meu, e ele se agarra a mim como se eu fosse a última fronteira entre a esperança e o desânimo.
A canção continua tocando, cadenciada e ressoando no caminho da alma, um caminho tortuoso e sem fim!
Lembranças
Lembrei-me de você
Tão longe, longe de mim.
Eu faço barcos de papel
Que vão pelos mares a ti,
Como uma lembrança.
Lembre de nós, quando crianças,
Juntos a brincar, a sorrir.
O mundo era nosso:
Você a lua e eu o sol,
Com olhares inocentes.
Quem ouvir o nosso pranto
Vai entender que não queremos
Ouvir a palavra "adeus".
Se algum dia nos unirmos,
Falaremos a sós
Nossos segredos:
Essa nossa dor por não ter
A quem amamos.
Os Deuses Riram de Mim: A Ironia do Olimpo
Não foi o Trovão que me atingiu,
nem a seta cega do Destino.
Foi algo mais sutil, mais devastador:
a gargalhada cósmica, fina e alta,
que ecoou no vazio após minha súplica.
Eu havia erguido altares ao Propósito,
pavimentado caminhos com a Fé.
Eu pedi grandeza, ou talvez apenas justiça,
e em troca, recebi a mais cruel das respostas:
o escárnio daquelas forças que me teceram.
Os Deuses não me puniram por maldade,
mas por pura indiferença lúdica.
Riram não do meu fracasso,
mas da minha ilusão de agência.
Riram da minha pequena e ardente vontade,
tentando dobrar a vastidão inerte do Acaso.
Riram do meu plano de cinco anos,
quando a eternidade opera em ciclos de poeira e estrelas.
O riso deles foi a revelação mais nua:
A vida não é uma tragédia com regras morais,
nem uma epopeia onde o mérito vence.
É uma comédia de erros, escrita por um Panteão
que se diverte com a seriedade de nossas crenças.
E a filosofia do riso divino é esta:
Você é livre para tentar, mas jamais para determinar.
No momento em que o som da sua hilaridade cessou,
eu não me senti humilhado, mas subitamente,
e perigosamente, liberto.
Pois se o meu sofrimento é a piada deles,
se a minha queda é o entretenimento celestial,
então a minha dignidade não está no sucesso que busco,
mas na teimosia de continuar jogando o jogo,
mesmo conhecendo o final,
e ignorando a plateia que gargalha.
O riso deles foi o fim da minha inocência,
e o início da minha coragem e da minha indiferença, os guardando num quartinho qualquer do meu universo...
Ontem a sua presença passou como um relâmpago por mim.
Dando-me um choque e deixando-me anestesiado com sua presença maravilhosa.
Ser empático dilacera. A dor do outro me rasga por dentro como se tivesse endereço em mim. Não sei se essa intensidade é virtude ou condenação. Sentir demais sangra. E o pior não é sentir, é não conseguir fazer nada além de doer junto.
Priscila de Araújo
EU, POEMA DE MIM
Sou verso antes da palavra,
eco antes do som,
mistério que se procura
no espelho do próprio dom.
Habito em muitas moradas,
sou plural em cada fim;
às vezes nem me conheço
quando faço poema de mim.
Sou o eu lírico que canta
o amor, a dor e a esperança,
que veste roupas de sonho
e brinca com a lembrança.
Sou o eu inanimado,
pedra, estrada e paredão;
dou voz ao banco da praça,
à enxada, ao velho portão.
Sou a poeira do caminho,
a folha seca a cair,
o relógio esquecido
que continua a seguir.
Sou também o abstrato,
o que ninguém pode tocar;
sou saudade, sou silêncio,
sou vontade de ficar.
Sou a dúvida da noite,
a fé buscando razão,
o medo escondido em sombras,
a coragem do coração.
Mas sou também o real,
carne, osso e cicatriz;
sou o homem que tropeça
na procura de ser feliz.
Carrego marcas do tempo,
vitórias, perdas e ais;
sou feito de muitas vidas
que já não voltam jamais.
E quando junto esses eus
num só verso, enfim, assim,
descubro que o universo
fez um poema de mim.
Pois sou palavra e ausência,
fantasia e chão sem fim;
sou o que escrevo no mundo
e o mundo escreve em mim.
E quando junto esses eus
num só verso, enfim, assim,
descubro que o universo
fez um poema de mim.
Pois sou palavra e ausência,
fantasia e chão sem fim;
sou o que escrevo no mundo
e o mundo escreve em mim.
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