Você Nasceu pra Mim
ENTRE O MEDO E A VERDADE.
O ESPIRITISMO NÃO NASCEU PARA O SILÊNCIO.
Existe uma enfermidade silenciosa que atravessa parte do Movimento Espírita contemporâneo. Não se trata da ausência de estudo, nem da falta de obras, reuniões ou instituições. Trata-se do medo. Medo de investigar. Medo de questionar. Medo de evocar. Medo de ouvir. Medo até mesmo de aplicar integralmente o método que o próprio Allan Kardec estruturou.
Curiosamente, muitos homens afirmam defender a razão enquanto transformam prudência em interdição absoluta. E nisso nasce um paradoxo psicológico profundo. O mesmo Espiritismo que surgiu através do intercâmbio entre encarnados e desencarnados passa a ser defendido por pessoas que demonstram receio do próprio fenômeno mediúnico que lhe deu origem.
É necessário compreender algo fundamental. Kardec jamais proibiu evocação. Pelo contrário. O Livro dos Médiuns dedica capítulos inteiros ao estudo das evocações, dos métodos, das condições morais e dos perigos envolvidos. O codificador não construiu um sistema de silêncio espiritual. Construiu um método de discernimento.
A diferença é gigantesca.
O problema nunca esteve no ato de evocar. O problema sempre esteve na intenção moral do evocador.
Existe enorme distância entre evocação séria e curiosidade frívola. Entre investigação filosófica e espetáculo mediúnico. Entre estudo criterioso e dependência psicológica dos Espíritos.
Quando alguns afirmam que não se deve colher informações de Espíritos como André Luiz, Emmanuel ou Humberto de Campos, inevitavelmente acabam mergulhando numa contradição lógica. Porque grande parte da literatura espírita posterior à Codificação nasceu precisamente de comunicações espirituais.
Se toda comunicação posterior é automaticamente suspeita apenas por ser mediúnica, então muitos dos próprios pilares culturais do Movimento Espírita moderno seriam colocados sob desconfiança permanente.
Entretanto, também seria ingenuidade aceitar tudo indiscriminadamente. Kardec jamais ensinou credulidade cega. Ele advertiu severamente acerca da fascinação, da mistificação e do orgulho mediúnico. Eis o ponto frequentemente negligenciado. O Espiritismo não exige ingenuidade emocional. Exige análise racional aliada ao critério moral.
A evocação não constitui pecado doutrinário. A irresponsabilidade moral, sim.
Quando Moisés proibiu práticas necromânticas em Israel, o contexto era profundamente sociológico e civilizatório. A humanidade antiga encontrava-se mergulhada em magia tribal, idolatria, manipulação sacerdotal e superstições violentas. A proibição mosaica possuía caráter disciplinador para uma sociedade ainda dominada pelo instinto coletivo.
O próprio Espiritismo reconhece o progresso gradual da Revelação divina. Kardec jamais tratou os textos mosaicos como congelamento eterno da compreensão espiritual humana.
Além disso, existe uma questão psicológica raramente discutida. Muitos homens não temem os Espíritos. Temem perder o controle interpretativo sobre a Doutrina. Temem o surgimento de novas análises, novos estudos, novas comunicações e novas perspectivas. O receio da fragmentação transforma-se então em centralização do pensamento.
E toda centralização excessiva produz muros intelectuais.
O chamado “controle universal dos ensinos dos Espíritos”, elaborado por Kardec, jamais foi concebido como mecanismo de censura doutrinária. Tratava-se de um método comparativo, racional e universalista para evitar personalismos mediúnicos e sistemas isolados de revelação.
Porém, quando homens emocionalmente inseguros se apropriam de princípios metodológicos, frequentemente transformam discernimento em policiamento ideológico.
Então surgem divisões.
Discussões intermináveis.
Disputas de autoridade.
Grupos que se observam mutuamente como se fossem guardiões exclusivos da legitimidade espírita.
Tudo isso enquanto o fator moral íntimo permanece relegado ao segundo plano.
O próprio Kardec advertiu que o verdadeiro espírita reconhece-se pela transformação moral e pelo esforço em domar suas más inclinações. Não pela quantidade de proibições que impõe aos outros.
Existe também um orgulho intelectual extremamente sofisticado dentro dos ambientes religiosos. Não é o orgulho agressivo e visível. É o orgulho da convicção absoluta. O orgulho de acreditar que somente determinado grupo possui capacidade legítima para validar comunicações espirituais.
E nisso reside uma tragédia silenciosa.
Porque nem mesmo uma eventual comunicação atribuída ao próprio Kardec seria unanimemente aceita hoje. Muitos a rejeitariam antes mesmo de analisá-la. Não por critério racional legítimo, mas porque o homem frequentemente teme aquilo que ameaça suas estruturas psicológicas de segurança doutrinária.
Enquanto isso, esquecem-se da essência.
O Espiritismo não nasceu para fabricar tribunais espirituais entre encarnados. Nasceu para iluminar consciências.
Se um homem evoca apenas por curiosidade vazia, colherá perturbação.
Se evoca com orgulho, encontrará Espíritos orgulhosos.
Se busca espetáculo, atrairá mistificação.
Mas se investiga com seriedade, humildade e equilíbrio moral, estará apenas utilizando um mecanismo que o próprio Espiritismo reconheceu como legítimo dentro de critérios elevados.
A pergunta mais importante nunca foi “podemos evocar”.
A pergunta correta sempre foi “com que finalidade moral desejamos fazê-lo”.
Porque nenhuma evocação será mais perigosa do que a própria inferioridade psicológica do evocador.
No fim, muitos discutem Espíritos enquanto negligenciam a própria alma. Debatem fenômenos enquanto ignoram a reforma íntima. Erguem muralhas doutrinárias enquanto o orgulho continua intacto no interior da consciência.
E talvez por isso exista tanta inquietação.
O homem teme ouvir os Espíritos porque ainda não aprendeu completamente a ouvir a própria consciência.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .
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O POETA FRANCÊS VITOR HUGO E O ESPIRITISMO.
Victor-Marie Hugo nasceu em Besançon, França, no dia 26 de fevereiro de 1802. Filho do Conde Joseph Léopold-Sigisbert Hugo, general de Napoleão, e Sophie Trébucher, ele passou quase toda a infância fora da França, em viagens constantes, que faziam parte da vida de seu pai.
De 1814 a 1816, fez seus estudos preparatórios no Liceu Louis le Grand. Nessa época, seus cadernos ficavam repletos de versos. Com 14 anos lia os livros de René Chateaubriand, iniciador do Romantismo francês. Dizia: "Quero ser Chateaubriand ou nada". Recusou-se a ingressar na Escola Politécnica para se dedicar à carreira literária. Em 1817, recebeu um prêmio em um concurso de poesia da Academia Francesa.
Em 1819, recebeu o "Lírio de Ouro", prêmio máximo da Academia de Jogos Florais de Toulouse, por uma Ode, ao restabelecimento da estátua do rei Henrique IV, que foi derrubada na Revolução. Nesse mesmo ano fundou, junto com os irmãos, a revista "O Conservador Literário". O primeiro ensaio publicado foi "Ode ao Gênio". Com quinze meses de vida a revista havia publicado mais de cem artigos, entre política e críticas literária, teatral e artística.
Em 1820, tem o seu talento reconhecido pelo rei Luís XVIII, que passa a lhe pagar uma pensão ao ver qualidade em sua obra “Ode Sobre a Morte do Duque de Berny”.
Em 1822, casa-se com Adèle Foucher, amiga de infância. Nesse mesmo ano publica sua primeira antologia poética "Odes e Poesias Diversas" e os poemas "Ode e Baladas, Orientais". Em 1823, publica seu primeiro romance: "Han de Islândia”. Em 1827, “Cromwell”, sucesso de público e crítica; e em 1829, publica "O Último Dia de um Condenado" e escreve a peça "Marion Delorme".
Em 1831, Victor-Hugo escreve seu grande romance histórico: “O Corcunda de Notre-Dame” e, no mesmo ano, publica “Folhas de Outono”. Em seguida, em 1833, lança "Lucrécia Borgia" e "Maria Tudor". Passa a viver com a atriz Juliette Drouet, sem se separar de Adèle. Em 1835, escreve “Cantos do Crepúsculo”, onde retrata toda a sua dor.
Em 1841, já célebre e rico, é eleito para a Academia Francesa de Letras, tendo sido a posteriori um dos maiores representantes da escola romântica, e frequenta a corte das Tulherias. Em 1848, após a revolução que depõe Luís Filipe, Victor Hugo é eleito deputado em Paris. Preocupado com a miséria do povo, funda o jornal "O Acontecimento", em que os filhos François e Charles são também redatores. Escreve artigos nos quais defende a candidatura do príncipe Luís Napoleão para a presidência da República. Eleito, Napoleão III viola a Constituição. Desiludido, Victor Hugo não aceita a política adotada por quem ajudara a eleger.
Ele, então, é perseguido ao tentar organizar a resistência à ditadura de Napoleão III e se exila por um longo período de 18 anos, a princípio na Bélgica e, posteriormente, na Ilha de Jersey, no Canal da Mancha, seguindo dali para a Ilha de Guernsey juntamente com sua esposa e filhos.
Nessa época, escreve “As Contemplações” (1856), "Os Miseráveis" (1862), e o "Homem que Ri" (1869). Retornou ao seu país em 1870; em 1876, é eleito Senador. Em 1883, morre Juliette Drouet, sua amante e companheira por 50 anos.
Victor Hugo desencarnou em Paris, no dia 22 de maio de 1885, aos 83 anos. Em seu testamento deixa cinquenta mil francos aos pobres e pede preces de todas as almas. Foi sepultado em 1º de junho no Panteão de Paris, o monumento fúnebre dos heróis nacionais.
CAUSAS SOCIAIS E ESPIRITISMO
Além de grande romancista, poeta e dramaturgo, Victor Hugo ficou conhecido pelas suas inclinações às causas sociais. Defendia a paz universal, os direitos das crianças e dos homens, a abolição da pena de morte e o progresso social. Aproximou-se da política ingressando no Parlamento Francês, defendendo a democracia como um sistema válido de governo.
Seu legado é imenso no âmbito da literatura, e seus pensamentos igualmente influenciaram filósofos e escritores modernos.
Victor Hugo aproximou-se dos estudos ocultistas e também do Espiritismo, especialmente após ter contato com as mesas girantes, no período em que ficou no exílio em Jersey, através da mediunidade da poetisa e romancista Madame Delphine Girardin, que também passava por exílio na Ilha de Jersey. Em uma das sessões com Madame Delphine, a mesa, através das pancadas, trouxe informações sobre a filha de Victor Hugo, Lèolpoldine, desencarnada em um naufrágio no rio Sena, em 1843. Após esta experiência, Victor Hugo continuou recebendo recados de sua filha, usando esta experiência concreta para desenvolver suas ideias sobre a imortalidade, sobrevivência e reencarnação.
Em 1863, Allan Kardec já reconhecia Victor Hugo como um expoente no Movimento Espírita, incluindo na Revista Espírita do mesmo ano uma carta de Hugo para o escritor, político e poeta francês Alphonse de Lamartine (1790-1869), em face da desencarnação da esposa deste.
A busca espiritual de Victor Hugo foi evidenciada por Emmanuel Godo, escritor e ensaísta atual no livro “Victor Hugo et Dieu”. No entendimento de Humberto Mariotti, em seu livro “Victor Hugo Espírita”, menciona que a qualidade espírita do escritor se depreendia da forma do seu estilo romântico que transcendeu as formas clássicas, pois a sua maneira de ver o mundo passava pelo invisível, ou seja, o fundamento imaterial do mundo físico.
Hoje, o Espírito Victor Hugo, lúcido e imortal, continua nos oferecendo a sua palavra espiritualizada, através da psicografia de vários médiuns brasileiros. Em 1923, 38 anos depois da morte do poeta francês, a médium mineira Zilda Gama psicografou, do genial escritor, as seguintes obras: “Na Sombra e na Luz” (1923); “Redenção” (1931); “Do Calvário ao Infinito” (1944); “Dor Suprema” (1945); “Almas Crucificadas”, e “O Solar de Apolo (1946)”.
Victor Hugo também manifestou-se através da mediunidade de Divaldo P. Franco, que declarou ser Zilda Gama o mesmo Espírito Lèopoldine, filha de Victor Hugo. Pela sua psicografia, o francês escreveu: “Párias em Redenção”; “Sublime Expiação”; “Do Abismo às Estrelas”; “Calvário de Libertação", e “Árdua Ascensão”.
“O enigma não nasceu para ser decifrado — sua essência é lembrar ao mundo que certas verdades só se entregam a quem ousa atravessar o mistério.”
“O mundo nunca foi grande demais — sempre foi pequeno demais para quem nasceu para mudar suas fronteiras.”
“O cacto não nasceu para agradar o toque — nasceu para sobreviver ao deserto, guardando em silêncio a vida que quase ninguém suportaria viver.”
“O mundo admira as muralhas prontas, mas esquece que cada uma delas nasceu do silêncio de um único tijolo sendo colocado.”
“O marrom não nasceu para brilhar como as outras cores — nasceu para lembrar ao mundo que tudo o que sustenta a vida nasce da terra, do barro, daquilo que poucos admiram, mas sem o qual nada permanece de pé.”
"O horizonte não é um fim, é o convite para quem nasceu sem fronteiras; é o limite onde a mediocridade para e o meu passo acelera, provando que o mundo só é pequeno para quem tem medo de caminhar sobre o desconhecido."
Você nasceu para ser feliz
Sedes fiel ao pouco
Ao teu presente
Sem passado e futuro
E ganharás a coroa da vida
Sentirás a vida em sua plenitude
E contemplarás o poder do infinito:
A grande verdade da sua vida.
Aqui e ago
Paz❤️
Liberte-se do que aprisiona o teu espírito. Ele nasceu livre das amarras e só nós poderemos libertá-lo.
Porque um menino nos nasceu,
um filho nos foi dado,
e o governo está sobre os seus ombros.
E ele será chamado
Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso,
Pai Eterno, Príncipe da Paz.
Quem defende a dignidade humana e o respeito ao próximo já nasceu vencedor, pois constrói o sucesso com as próprias mãos e a consciência limpa.
Quem nasceu, morreu e ressuscitou à vista dos olhos humanos recebeu toda autoridade, glória, honra, força, plenitude e todo poder, domínio e louvor aos olhos de Deus para reduzir à nada aqueles que se julgam superiores e dar à igreja, àquela se humilhou e nele acreditou e se entregou, tudo o que ela merece para ser recebida, coroada, santificada, ornamentada e assistida pelos santos anjos nos Céus, pelos séculos dos séculos e eternamente, quando for tomada pelo seu Senhor e Salvador, Jesus Cristo. para servir, morar e se regozijar diante daquele que trouxe a salvação e a eternidade para a nossa vida.
0036 "Alguém é preconceituoso porque nasceu assim ou porque aprendeu a ser? Nos dois casos só depende desse Alguém!"
1982 📜 "Sinceramente... Quem nasceu primeiro? O idioma Inglês ou os Papagaios que, sem razão aparente, repetem quase tudo em inglês, naquele inglês de cais do porto? Quem nasceu primeiro?"
Minha maior preocupação não é saber se você acredita ou não que Jesus nasceu no Natal, mas sim em saber se Ele já nasceu dentro de você.
O homem inventou mil idiomas para se entender, mas esqueceu que já nasceu fluente em um: a música. Ela é compreendida por quem ainda nem aprendeu a existir.
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