Voce Nao Admite aquilo que Nao Consegue Medir
Sei que a tua boca já beijou a outra que não a minha. Sei que já amou a outros quando não me conhecia. Mesmo assim, teu carinho me tomou o peito, e hoje sem você não mais consigo ser do mesmo jeito.
Nós ateus não fazemos o bem para bajular um Deus para quando morrermos irmos diretamente para o céu, mas para nossa própria consciência e possível benefício alheio.
Devocional
Hoje, uma palavra na minha devocional me atravessou. Não como conforto imediato, mas como espelho. Ela trouxe à memória cenas de injustiças — aquelas que vemos acontecer entre pessoas, aquelas que nos atingem diretamente e até aquelas que apenas assistimos à distância. Cobranças excessivas, falácias disfarçadas de verdades, julgamentos lançados com facilidade. E quase sempre reagimos com indignação. Achamos absurdo. Injusto. Condenamos quem condena.
Mas, nesse movimento, algo me foi revelado: eu esqueço de olhar para a pessoa que mais me julga.
Sou eu.
Sou eu quem mais me cobra. Quem mais aponta meus erros. Quem revisita falhas antigas como se fossem sentenças eternas. Sou eu quem, em vez de reconhecer qualidades, insiste em enumerar defeitos. Quantas vezes fui carrasca de mim mesma? Quantas vezes fui juíza severa, algoz silenciosa, aplicando penas sem direito a defesa?
Eu não me deixo descansar. Não me concedo pausa. Não me permito respirar antes mesmo que qualquer ataque externo exista. Muitas vezes, o tribunal já está armado dentro de mim, e a sentença já foi proclamada antes que alguém diga qualquer coisa.
Carrego um dilema interno diário: julgo como erro aquilo que talvez seja apenas humanidade. Trato processos como fracassos. Transformo aprendizado em culpa. E vivo me antecipando à dor, como se isso me protegesse — quando, na verdade, só me cansa.
Essa reflexão não nasce para me absolver sem consciência, mas para me lembrar que justiça também começa no modo como me trato. Que misericórdia não é permissividade, é entendimento. E que talvez o maior ato de fé seja aprender a silenciar essa voz acusadora e permitir que a graça — inclusive sobre mim — tenha espaço para existir.
Hoje, mais do que apontar injustiças no mundo, eu escolho observar como tenho sido comigo. Porque, muitas vezes, a batalha mais dura não é contra os outros — é contra a forma como aprendi a olhar para mim mesma.
13 de Janeiro 2026
Não existia depressão, não existia abstinência. A esperança de que ele ligasse ou aparecesse ou ficasse para sempre fazia a vida ser boa não importasse a espera.
Jamais subestime minha inteligência, não sou apenas um rostinho bonito! Sou feita de amor, humildade e ótima personalidade! Carrego em minha bagagem uma capa protetora, chamada de sabedoria e muita fé.
Já não compramos laranjas, compramos vitalidade, já não compramos um automóvel, compramos prestígio. (...) Com um dentifrício, por exemplo, adquirimos, não um mero antisséptico ou um produto de higiene, mas sim a libertação do medo de sermos sexualmente repulsivos. Com o vodka ou o whisky não adquirimos um veneno protoplásmico que, em pequenas doses, pode afetar o sistema nervoso de maneira psicologicamente valiosa; estamos adquirindo amizade e boa camaradagem... (...) Com o best-seller do mês adquirimos cultura, a inveja dos vizinhos menos ilustrados e a admiração dos que são intelectuais.
E eu faria qualquer coisa pra morrer nos fins de semana. Só pra não ter que passar pelo sacrifício de ter que colocar um salto e fingir que tô feliz. Ou é morrer ou é sair. Ficar em casa é coisa de gente que sofre. E eu tô infeliz, mas prefiro colocar meu salto e ir fingir felicidade, do que dar audiência pra programa de humor barato na tv aberta. Então, enquanto eu não conseguir morrer no fim de semana, eu e meu salto iremos pro sacrifício. Ele finge que é confortável. E eu finjo que não preferia estar dormindo.
A amizade é apenas estar presente, ainda que não se seja necessário. Num abraço, num beijo... Na companhia.
O Silêncio Entre Nós
Meu silêncio tem o teu nome.
Carrega tudo o que não digo,
tudo o que se perdeu entre um olhar e outro.
Já não sei se calo por medo,
ou por costume.
O amor que era verbo,
virou pausa,
reticência.
Te escuto, mas não te ouço.
Te vejo, mas não te sinto.
E, mesmo ao teu lado, há um abismo.
Não de distância,
mas de ausência.
Meu silêncio não é paz.
É refúgio.
É o lugar onde escondo o que restou de mim
depois que o “nós” se desfez em eco.
O inefável prazer de viver não se experimenta enquanto não começamos a olhar nossa vida como o principal dos trabalhos que devemos empreender.
Chorar não vai fazer ele voltar, não vai fazer ele se arrepender, por que os homens não tem sentimentos, eles sabem perfeitamente o que dizer para estragar todo o seu dia.
O cristianismo não tem nenhuma tumba para visitar, nenhuma cinza para adorar, nenhum morto para adorar. Cristo está vivo e viverá para sempre.
Só se escreve com intensidade se vivermos intensamente. Não se trata apenas de viver sentimentos mas de ser vivido por sentimentos.
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