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Voce Nao Admite aquilo que Nao Consegue Medir

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O desligamento e o encontro consigo próprio


Desligar não é fugir. É parar de sangrar por dentro por coisas que não te escolhem. É cortar o ruído, as expectativas alheias, a necessidade de explicar tudo. Dá medo porque o silêncio não aplaude. Ele só mostra.
No começo, vem o vazio. Normal. Sem plateia, o ego entra em abstinência. Depois, aparece o essencial. Aquilo que sobra quando ninguém pede nada de ti. O corpo desacelera, a mente para de negociar migalhas, e a verdade começa a falar sem maquiagem.
Encontrar-se é um processo nada romântico. Envolve encarar limites, lutos pequenos e grandes, e a constatação incômoda de que nem tudo foi culpa dos outros. Também envolve perceber a própria força, que estava ali o tempo todo, soterrada por ruídos.
O desligamento limpa o terreno. O encontro constrói. Um exige coragem. O outro, honestidade. Quem passa por ambos não volta igual. Volta mais simples. E muito menos disponível para o que não é real.

A Palavra falha, mas a verdade não


Não é falha, não é cena, não é invenção,
é palavra que tropeça por causa do cérebro, não do coração.
Afasia não pede licença pra chegar,
ela muda o jeito de falar, não o que há pra falar.
Ignorante confunde silêncio com mentira,
acha que quem pausa conspira.
Quer prova, quer drama, quer te ver cair,
como se dor precisasse se repetir pra existir.
Expliquei uma vez. Bastou.
Quem duvida, já escolheu não ouvir o que sou.
Consciência não grita, presença não implora,
respeito se oferece ou a porta se fecha agora.
Minha voz pode falhar, minha verdade não.
Quem não entende, não manda, não mede, não põe condição.
Afasia é caminho torto da expressão,
dignidade segue reta, sem pedir permissão.

“Aqui o vento é mais frio.
O ar não traz cheiro.
Não recordo a infância há algum tempo.
O que antes era desespero por não estar aqui
agora é calmaria
sem memória.”

“Eu não fico onde dói.
Eu fico onde continuo.”

A noite me encontra
com os bolsos cheios de cansaço
e a alma em desalinho.
Não fiz milagres,
mas mantive o pulso firme
quando tudo em mim queria cair.
Sou casa em reforma
sem verba, sem prazo,
morando em mim mesma
entre entulhos e fé.
Cada rachadura aprende
a respirar sozinha.
O dia não me foi gentil.
Ainda assim, não me quebrei inteira.
Guardei um resto de luz
num canto que a dor não alcança,
e é dali que escrevo.

Coragem não é ausência de medo, é desobediência a ele.

Viver é caminhar leve o bastante
pra não ferir a própria alma,
e atento o suficiente
pra não perder o que ainda brilha.

Nada fica no pico o tempo todo.
Emoção não sustenta intensidade máxima por muito tempo. O corpo cansa, a mente cede. Isso não é fraqueza, é fisiologia.

Valorize a sinceridade! Ela não faz carinho, mas sustenta.

Não romantizo a dor,
eu a reconheço.
O que ficou não é vazio,
é resto em estado ativo,
pulso discreto,
vida em continuação.
Eu não preciso entender agora.
Preciso apenas atravessar.

Hoje o dia esteve diferente, não leve, mas com menos pesar.


Respirei sem pedir licença.
Andei sem fugir dos pensamentos.
Alguns vieram, outros cansaram de bater.
Aprendi que nem todo silêncio é vazio.
Às vezes é só descanso.
Não foi um dia bom.
Foi um dia possível.
E, honestamente, isso já é avanço.

Viver, nesta terra, não é euforia.
É insistência lúcida.
E isso basta.

A saudade veio sem pedir licença. Sentou. Ficou. Não explicou nada. Só ocupou espaço.

Um dia vou te encontrar de novo. Não por acaso. Por destino atrasado.
Já não serei a mesma pessoa.
Nossas vidas estarão diferentes.
Outros caminhos, outras versões, outras cicatrizes.
Mas algo em mim ainda vai reconhecer você.

Acontece.
As pessoas mudam.
Os afetos se transformam.
Algumas promessas não sobrevivem ao tempo.
E mesmo assim, certas histórias não se apagam.
Só aprendem a existir de outro jeito.

Acontece.
E a vida não pede permissão.
Só segue.
Quem sente aprende a andar diferente.
Quem foge repete.

"O símbolo que não fecha"


O infinito não promete.
Ele insiste.
Não tem começo, não aceita fim,
só dobra o caminho pra continuar existindo.
É o amor que não coube no tempo,
a dor que aprendeu a respirar sozinha,
o retorno eterno de quem vai
mas nunca some de verdade.
Infinito é laço, não linha reta.
É cair e voltar diferente,
errar com memória,
seguir mesmo cansada.
Não é pra sempre.
É apesar de tudo.

“Ela apareceu sem aviso, dessas presenças que não fazem barulho, mas mudam o clima do lugar.”

Se achar mais e ser difícil não obriga ninguém a se diminuir para caber no seu mundo.
Só afasta oportunidades e expulsa pessoas boas do caminho.

Eu cansei das pessoas difíceis
não das profundas
das difíceis por ego, por pose, por medo mal disfarçado.
Cansei de provar quem sou
como se afeto fosse currículo
e presença precisasse de carimbo.
Hoje eu escolho o simples
não o raso.
O simples que fica
o simples que não some
o simples que não humilha para se sentir maior.
Se for para andar junto
que seja leve.
Se for para doer
que ao menos valha a verdade.
O resto
eu deixo para quem ainda confunde distância com valor.