Voce Nao Admite aquilo que Nao Consegue Medir
Essência do Amor
Por Simone Cruvinel
Amor é uma essência que desperta e transforma. Não se explica, não se prende a palavras, mas se sente em cada gesto, em cada olhar, em cada instante de entrega. Ele pode trazer dor, às vezes inesperada, mas também cura, aquece e ilumina. O amor é como o sol que aquece a alma e como o luar que guia na escuridão, abençoando a vida com sua luz suave e intensa. Amar é permitir-se viver essa experiência completa: profunda, intensa e transformadora, mesmo sem respostas, mesmo sem certezas. É na entrega e na emoção que ele revela seu verdadeiro significado.
A vida não nos empurra; ela nos convida a alinhar o querer com a ação.
Nada nos é imposto com violência maior do que aquela que criamos ao resistir ao que já sabemos. A existência sussurra, não grita. Ela nos chama à coerência — a esse raro estado em que o desejo deixa de ser fantasia e se torna gesto.
Viver é reduzir a distância entre aquilo que pensamos ser e aquilo que fazemos. Quando o querer encontra a ação, deixamos de reagir ao mundo e passamos, enfim, a participar dele.
As respostas não estão no barulho do mundo, mas no silêncio da sua alma.
Escute-se. É lá que a verdade se revela.
Tinha-se levantado cedo. Enquanto o próximo livro não estivesse minimamente delineado não escreveria pela noite dentro, depois, sim, era tomada por uma febre avassaladora, uma produção escrita que não se quedava em nada a não ser nas palavras imparáveis.
In "Nuvens Em Acordes de Vida"
"Cuidemos, a fim de não cairmos na tentação de querer ser uma pessoa igual para todos, pois somos diferentes para cada um que nos olha, mesmo que nada em nós tenha mudado."
+Q Técnicos em TI
Algumas pessoas são Case Sensitive: não adianta apenas falar, tem que explicar, desenhar e se possível até contracenar.
Nenhuma reza, oração, dedicação, esforço ou vontades são grandes o suficiente para ajudar quem não quer ser ajudado!
Deus é justo e nos ama, se ele permite que algo aconteça é para o nosso bem, mesmo que não entendamos. Ora, se o carnaval acontece todos os anos e traz alegria para milhões de pessoas do mundo inteiro, até para muitos que não são foliões, como pode ser coisa do Diabo?
Idelmar Pires
O Galo da Madrugada já não é o mesmo: o frevo desapareceu, só tem música brega e o folião só dança quando surgem as câmeras de televisão.
Benê Morais
Existem muitos sentimentos ruins. Entre os piores está o sentimento de culpa de uma mãe que não tem mais seu filho para pedir perdão por não ter sido a mãe que ele esperava.
A literatura brasileira, quando observada em sua profundidade, revela não apenas estilos e escolas, mas sobretudo investigações sobre a natureza humana. Ao percorrer autores centrais como Machado de Assis, Clarice Lispector, Guimarães Rosa, Lima Barreto, Drummond, Graciliano, Cecília Meireles, Jorge Amado e João Cabral de Melo Neto, percebe-se que cada um deles, à sua maneira, construiu um modo singular de enxergar o mundo e o homem.
Em Machado de Assis, a razão humana e a hipocrisia não aparecem como opostos, mas como um contínuo. Quanto mais o autor investiga os mecanismos da razão, mais expõe as camadas de dissimulação que sustentam as relações sociais. Sua literatura não nega a inteligência humana, mas revela como essa inteligência frequentemente serve para justificar interesses, mascarar intenções e sustentar aparências. Assim, a análise psicológica machadiana não conduz à exaltação da racionalidade, e sim ao desvelamento de suas ambiguidades morais.
Clarice Lispector, por sua vez, constrói uma escrita em que lucidez e angústia coexistem de forma inseparável. Em A Hora da Estrela, a personagem Macabéa vive uma existência marcada pela dor e pela invisibilidade, mas sem plena consciência disso. A autora, no entanto, possui a lucidez de enxergar essa condição e, justamente por enxergá-la, experimenta a angústia. A escrita clariceana revela esse descompasso entre a vida vivida e a consciência da vida, mostrando que a lucidez sobre o sofrimento alheio pode ser uma forma profunda de inquietação.
No universo de Guimarães Rosa, o sertão ultrapassa a geografia e se torna um território psicológico e metafísico. Quando se afirma que “o sertão é do tamanho do mundo” e que ninguém o conhece por inteiro, sugere-se que a vida humana é feita de veredas parciais, de caminhos incompletos. A linguagem regional reinventada por Rosa não é apenas recurso estilístico, mas uma forma de deslocar o centro da linguagem e explorar a complexidade da experiência humana. O sertão, assim, torna-se metáfora da própria existência: vasto, desconhecido e atravessado por pequenas trilhas de compreensão.
Lima Barreto escreve a partir de uma lucidez que, ao desmascarar as estruturas sociais, inevitavelmente gera revolta. Sua crítica à República e ao nacionalismo ufanista revela um país marcado por contradições e fragilidades. A lucidez literária, nesse caso, não é neutra; ela expõe e, ao expor, denuncia. A revolta surge como consequência da percepção aguda das falhas estruturais e da distância entre o ideal proclamado e a realidade vivida.
Carlos Drummond de Andrade reúne ironia e melancolia em uma poesia que reflete a crise do indivíduo moderno. Ao questionar o sentido da poesia em um mundo instável e muitas vezes insano, o poeta revela tanto desencanto quanto consciência crítica. Sua ironia funciona como mecanismo de distanciamento, enquanto a melancolia evidencia a percepção de um mundo em transformação e, por vezes, em decadência.
Em Graciliano Ramos, a secura estilística é simultaneamente estética e existencial. A economia de palavras e a dureza narrativa refletem a vida marcada pela pobreza e pela sobrevivência no sertão. A forma seca não é apenas escolha literária; ela corresponde a uma realidade igualmente árida. Contudo, ao transformar a miséria em linguagem literária, surge também a tensão entre representar o sofrimento e estetizá-lo, evidenciando a complexidade ética da escrita sobre a pobreza.
Cecília Meireles constrói uma poesia profundamente espiritual e melancólica, marcada pela reflexão sobre o tempo, a finitude e a transitoriedade da vida. Seu lirismo volta-se para dimensões mais contemplativas e menos materiais da existência, privilegiando o efêmero e o metafísico. Em contraste com a poesia de Drummond, mais ancorada no mundo concreto, a escrita de Cecília enfatiza uma interioridade que, embora bela, por vezes se afasta da materialidade social.
Jorge Amado, ao retratar o povo brasileiro, busca celebrá-lo em sua vitalidade, sensualidade e força coletiva. No entanto, essa celebração pode também revelar fragilidades estruturais, expondo um universo popular atravessado por contradições. A alegria e o colorido narrativos convivem com uma realidade social complexa, em que a exaltação do cotidiano popular pode evidenciar tanto resistência quanto precariedade.
João Cabral de Melo Neto demonstra que a emoção não depende do sentimentalismo. Sua poesia racional e precisa, especialmente em Morte e Vida Severina, constrói uma emoção verdadeira por meio da estrutura e da clareza. A experiência do retirante nordestino e a sucessão de mortes ao longo do caminho produzem impacto afetivo não pelo excesso de lirismo, mas pela precisão formal. A racionalidade cabralina revela que a emoção pode emergir da lucidez e da construção rigorosa do poema.
Entre todos esses autores, Machado de Assis se destaca como um dos mais lúcidos na investigação da natureza humana. Sua obra desmonta as aparências sociais e revela a complexidade moral dos indivíduos. Ao expor a hipocrisia e as ambiguidades das relações, ele constrói uma visão aguda e duradoura da sociedade. Sua lucidez permanece atual porque continua a revelar mecanismos universais do comportamento humano, mostrando que, por trás das convenções e discursos, persistem contradições profundas e permanentes.
A igualdade tão almejada por tantos entre todos não seria tão desejo, mas realidade, fosse o respeito mútuo uma atitude primordial nas mais todas relações.
+Q Robotista
Uma máquina que ao consertar a si mesma, melhorando as suas possibilidades, não esperando ajuda ou orientações naquilo que as próprias capacidades podem realizar, é como um homem que vai se acertando a cada novo erro.
É o tempo dos desequilibrados, aqueles que ensinam o que não fazem, querem receber o que não dão, classificam e não querem ser classificados, julgam e não querem ser julgados, maltratam e ignoram um ou outro ser, porém, querendo ser o centro das atenções. É a hipocrisia em ênfase, em destaque e sendo exaltada através das próprias atitudes daqueles que dizem não ser.
Entre o humano e o não humano há apenas isso, a atitude. A diferença entre as atitudes também é simples, ajudar ou não quem as recebe. É por isso que alguns não humanos são mais humanos que outros, pois, existem e fazem humanidade, tirando ela até de onde não parecem ter.
Amar é aceitar sentir e superar dores que acredita não merece. É preocupar-se com aflições alheias, porque no outro também é em você. Amar é entregar-se ao caos da existência para além de si mesmo, porque sozinho não basta.
+Q Atores
Entre o bem e o mal, não passamos de representantes de um ou de outro. Impossível não escorregar entre uma representação e outra, o que nos torna imperfeitos, mas é nesta imperfeição que exercemos o livre arbítrio e definimos com as próprias escolhas a essência de nossa melhor atuação.
Nenhuma vida é tão vida se não for em companhia, portanto, a eternidade, a riqueza, a saúde ou a falta de quaisquer preocupações jamais seriam bem vindas se acompanhadas da solidão, essa sim, a fagulha de um mal que apavora qualquer bem.
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