Voce Nao Admite aquilo que Nao Consegue Medir
Não quero ver a vida passar
Pela janela
A escoar pelos meus dedos
Dormentes
Quero sentir o seu doce sabor
Ou amargo, que seja
Sentir a beleza do vento
Contra a minha face, mesmo
Que os olhos lacrimejem
Quero a coragem de pintar
Meu céu com raios dourados
Nos dias tristes, cinzentos
Beleza natural
Já paraste para ver o mundo?
Como é raso e,
Ao mesmo tempo,
Profundo?
Não, não olhes as desgraças
Esquece os medos e ameaças
Olha a beleza
Da pureza
Da natureza
Já reparaste como o Sol,
O farol em nosso teto,
Brilha no verão?
E como o céu azul é bonito?
Andar cansa, mas faz bem
Amar machuca, mas faz também
O banho lava o corpo
Com água encanada
Mas a água do céu
Pode lavar a alma
Um dia que tinha
Tudo para dar errado
Já deu certo
Pelo simples fato
De ser mais um dia
Cabe a ti decidir
Se vais ver os defeitos
Ou a poesia
(des)elegante
Não tenho elegância
Sou, talvez, um trapo
Que não vale um fiapo
Não tenho etiqueta
E se tivesse
O valor seria baixo
É, eu não me encaixo
O que tenho de elegante
É a dor que Leminski dizia
E com ela faço obra-prima
O melhor dos cálices:
Vinho tinto de poesia
Pagamento
Carrego algumas culpas no bolso
Não por meu gosto
Estou livre deste sentimento
Tem gente que cobra o amor
Que cobra chegada e saída
E só aceita este pagamento
Sem pressa
Sou devassa
Me devora
Aqui e agora
Sem pressa
Devagar
Não precisa
Se apavorar
Isso, bem devagar
Que a hora não passa
Sim, doeu
Se foi fácil?
Não, não foi
Nem deveria ser
Mas tudo passa
Tudo passou
Se doeu?
Sim, doeu
Mas a gente
Se distrai
O tempo nos trai
A vida atrai.
SONETO DE PERDÃO
Meu amor, peço-te: não fiques triste
Se algum mal, porventura, te fizer
Pois nosso sentimento me persiste
E perdurará haja o que houver
Meu amor, vem cá: dê-me tua mão
Pensa: se o mal que foi-te cometido
Foi, por mim, feito a ti despercebido
Não sou, por fim, digno do teu perdão?
Quem ama sabe, sim, que sofre e morre
Sabe também que vive à redenção
Assim que vive, e morre, quem se entrega
Se nada vale a vida que decorre
Sem teu perdão, (oh!, dor que me carrega)
Diz-me, então: de que vale amar em vão?
Não me importa mais a quem
Faço o que me convém
Quero honrar o meu gen
Sei que Deus quer o meu bem
Ele não quer os meus bens.
Sonhador
Já é hora de dormir
E eu deveria estar deitado
Mas não sei se sonho mais
Quando durmo
Ou quando estou acordado
Febre
Se fosse uma doença
(Supondo que não seja)
O principal sintoma do amor
Seria a febre:
Aquece por fora
Esfria por dentro
Causa dor
No corpo e de cabeça
Dor que eu aguento
Até me contento
Mas há quem se queime
E quem nem se aqueça
"Pela curta distância da distância me contive, mas não tive da distância autorização para não me conter, então apenas olhei sorrindo, os seus olhos e lembrei que seu cabelo solto é tão lindo. Mesmo assim da distância não me distanciei, pois a mais curta distância quero ausente e assim posso te beijar mais uma vez"
Se é possível sentir saudade de alguém sem nem conhecer
Eu não sei de tal verdade
Mas é o que sinto e descrevo aqui
Algo inexplicável
Sinto falta de um abraço inexistente corporalmente falando
Sinto falta de um beijo
Sem ter tocado uma vez sequer aquela boca
Que imagino comigo mesma
Sinto falta do calor
Que não é o meu
Mas sinto falta
Mesmo nunca tendo essas sensações pessoalmente
Sinto que as desejo
Desejo talvez
Que seja com você
[EDITADO]
- John. (16/12/2015)
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