Voce foi meu Pecado

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Lisbela: Eu sabia que era você.
Leléu: A melhor parte foi sumir com todo mundo.
Lisbela: Como é que faz a transformação?
Leléu: Eu vou lhe mostrar. A gente monta essa caixa preta em forma de L com esse vidro aqui no meio. Agora a senhora fique bem paradinha aí do seu lado que eu vou pro meu aqui vestido de macaco. Se eu apago a luz da senhora, e deixo só a minha aqui acesa, o povo só vê o macaco refletido ali no vidro, mas quando é ao contrário, só se vê a senhora. Conforme eu vou apagando a luz do seu lado, e aumentando aqui o meu, a minha imagem vai refletindo por cima da sua, que agora já vai sumindo assim bem devagarzinho. É como se a senhora se transformasse em gorila.
Lisbela: Como uma máquina do tempo. Fazendo a gente virar o que foi a milhares de anos atrás.
Leléu: Mas pode funcionar também como uma máquina do amor.
Lisbela: E existe lá máquina pra isso?
Leléu: Quando a gente ama uma pessoa, o que a gente mais quer nesse mundo?
Lisbela: Ah, é ficar bem juntinho.
Leléu: Pronto. Tão juntinho, tão juntinho, que como diz o poeta: 'Transforma-se o amador na coisa amada, por virtude do muito imaginar, não tem o algo mais que desejar, pois já tenho em mim a parte desejada. '
Lisbela: Achei mais bonita ainda essa máquina do amor.
Leléu: Pois então fique bem quietinha, e feche os olhos, que vou lhe mostrar como funciona a máquina do desejo. Eita cadê?
Lisbela: É que eu liguei a máquina da ilusão.

Todo mundo tem um ritual, e nós temos o nosso.

Inserida por pensador

Sabemos que uma vida adulta emblemática depende de como começa.

Inserida por pensador

Antes desse dia, nada importa, porque aquela era sua versão antiga, criança. Agora você é adulta.

Inserida por pensador

Regras na casa de alguém descolado: não discorde, não se empolgue tanto.

Inserida por pensador

Hoje sou adulta, e, sinceramente, é maravilhoso. Sei que é só o primeiro capítulo da minha vida adulta e que ela pode nem sempre ser ótima assim, mas, se fosse, também seria ótimo. Quer dizer, sem pressão. Não que eu possa Te pressionar.

Inserida por pensador

⁠Sim, me apaixonei por você, mas não foi pela sua aparência, nem por causa do seu corpo, nem por qualquer outra coisa fútil. Foi algo a mais. Inconscientemente me apaixonei por você alguns anos atrás, não só pela mulher quê era ou a que se tornou, não precisei te tocar, não precisei te sentir por inteira, desde o primeiro instante que te vi eu senti que seria você, e meu coração te escolheu. Seu jeito meigo, seu sorriso que me encanta... Desejo você para compartilhar a vida comigo, sei que pra você ainda é difícil poder entender e acreditar nesse *AMOR*, mas só peço que me deixe demonstrar a você como ele é verdadeiro 🥺.

Foi você que me deu a luz, que eu não enxergava mais. Em você, o mundo sorriu, querendo viver, fazendo esquecer, de olhar pra trás...

Inserida por psicanalise

Glória

Vive dentro de mim um mundo raro
Tão vário, tão vibrante, tão profundo
Que o meu amor indómito e avaro
O oculto raivoso ao outro mundo

E nele vivo audaz, ardentemente,
Sentindo consumir-se a sua chama
Que oscila e desce e sobe inquietamente;
Ouvindo a minha voz que por mim chama

Em situações grotescas que me ferem,
Ou conquistando o que meus olhos querem:
Príncipe ou Rei sonhando com domínios.

Sinto bem que são vãs pra me prenderem
As mãos da Vida, muito embora imperem
Sobre a noção real dos meus declínios.

(in "Dispersos e Inéditos")

A rã de Bashô
sai num pulo do haicai
dele para o meu.

Pequena, mas suficiente para mim, não depende de ninguém,
decorosa, e comprada com o meu dinheiro.

Porque quando alguém, meu caro, vangloria-se / de ser um homem honrado, depois de dar / a sua palavra, esta deve ser sagrada. // E mesmo que a estrada seja longa, feia ou bela, / custe o que custar, nem que ele tenha de ser morto, / mas a sua palavra deve ser mantida.

Só, tudo parece breu.
Um hálito ébrio vem de fora:
Estranho, mas é meu.

sol quente de outono
a mão do amigo morto
toca meu ombro

Folha de jornal
vem no vento ao meu pescoço;
cachecol de letras.

Manhã de frio.
Se fosse menino escrevia
Meu nome no vidro.

A porteira bate -
Do meu lado esquerdo,
A lua de verão.

meu cachorro velho
ouvindo com interesse
o canto do verme

Meu Deus, como ficam / sozinhos os mortos!

Maria-fecha-a-porta
ao toque do meu dedo:
ah plantinha tímida...