Voce foi meu Pecado
Mãe Mistério
O adulto de hoje foi criança
que a mãe um dia sonhou.
Foi no corpo materno,
que a educação começou
Mãe conhece antes do mundo,
a bagagem que dentro de si
carregou.
Ítrio
Primeiro mineral metal identificado
Ele levou a sério o que foi dito.
"Que o último seria o primeiro"
Hoje ele brilha por inteiro!...
No vermelho da tela de Tv antiga
Nos LEDs,na fluorescente amiga
Na radioterapia,
Ajuda na Oncologia.
GRATIDÃO E SAUDADE
Na infância e na adolescência
Ele era da Desportiva Ferroviária.
Mas foi no Vasco que ele ouviu ...
o seu nome ser ovacionado!
Seu talento para fazer gol
Era tão marcante que
atorcida vibrava delirante!
No italiano,-_ nome Giovanni ,
é uma variante do nome _ João.
Amor, Fé, virtudes desse nome
vindas da mente e do coração
Yochanan é Giovani na Tradição .
Significa:_ Deus É sua Proteção.
E assim gols surgiram ..
E fez identidade desse Campeão!
Hoje , não é choro só de tristeza.
Mas de saudade, com certeza.
Esse nosso " Pequeno príncipe"
que se fez realeza,desde o início.
Capixaba sente saudade e chora.
E dizem nesta hora
Obrigado Geovani
Por tudo que você fez aqui.
No nosso País e lá fora!
Gols,gol,gol,!!!
Descanse em Paz
Vitoria sua cidade ,
não lhe esquecerá
Jamais!!!
Verso para Terra,porque não?
O primeiro Neógeno foi aqui que aconteceu.
O Brasil foi o local da sua aparição.
Dos lagos,rios e metade da espécie atual
Amazônia,Acre formaram floresta e Pantanal.
O mar do Acre secou!
Surgiu a biodiversidade por um empurrão.
_Anotou?Preste atenção!
Dos Andes,na América do Sul,
do Himalaia ,na Ásia.
dos Alpes na Europa .
_O mar virou floresta verde ,
que antes , era água azul.
O Brasil está Situado
um pouco distante
da placa Nazca.
A placa que foi responsável
pelo nascer dos Andes.
Ela é a causa dos tremores
de terra constantes
do Chile e do Peru .
Os Países da América do Sul.
Por está longe
do mergulho da Placa ,
o Brasil treme pouquinho,
mas não derrapa!
Esse solo verde
e amarelinho!!
Sal cloreto de sódio
Mar Morto foi a grande fonte desse mineral .
Chegou a ser reconhecido como moeda de troca
Pagava_se divida com o sal, isso se denota !
Por causa dele surgiu a palavra" salário".
jesus, fez referência a esse mineral.
Comparou o homem com o sal.
_"Tu és sal da Terra"isso é valor!
Sal dá sabor ao tempero.
Tempere a vida coloque sabor!
O verdadeiro desinteressado não saberá que foi a causa do afastamento e na distância recebida encontra o alivio no desinteresse do outro, sem reconhecer que a causa veio do seu próprio desinteresse.
As Pontes Invisíveis
Vivemos em uma era estranha. Nunca foi tão fácil atravessar continentes com uma mensagem e, ao mesmo tempo, nunca pareceu tão difícil encontrar pertencimento. Cercadas por conexões instantâneas, muitas pessoas seguem isoladas. Cercadas por discursos sobre liberdade, muitas continuam aprendendo a esconder quem são.
Talvez uma das grandes tarefas do nosso tempo seja reconstruir aquilo que as fronteiras, os preconceitos e os interesses dividiram. Não através de novas muralhas, mas por meio de pontes. Não por meio da uniformidade, mas pelo reconhecimento da pluralidade humana.
Há uma força silenciosa que atravessa povos, idiomas e culturas. Ela aparece quando alguém estende a mão sem exigir semelhança. Quando uma pessoa protege outra sem esperar recompensa. Quando o respeito supera a necessidade de controle. Quando a solidariedade se torna mais importante do que a identidade.
As grandes transformações raramente começam nos palácios ou nos parlamentos. Elas nascem em pequenos gestos, em encontros improváveis, em redes invisíveis de confiança que se espalham lentamente até formarem algo maior do que a soma de suas partes.
O século XXI exige novas formas de comunidade. Formas que não dependam da geografia. Formas que não imponham uma única visão de mundo. Formas capazes de reunir pessoas diferentes em torno de princípios simples: dignidade, proteção mútua, autonomia, respeito e cooperação.
Uma comunidade verdadeira não é aquela que exige obediência. É aquela que inspira responsabilidade. Não é aquela que determina como todos devem pensar. É aquela que permite que cada pessoa pense por si mesma sem medo de ser abandonada.
Em tempos de intolerância, proteger torna-se um ato de coragem. Em tempos de vigilância, confiar torna-se um ato de resistência. Em tempos de fragmentação, construir laços torna-se um ato revolucionário.
Nesse horizonte, a obra de William Contraponto ecoa como um lembrete de que toda estrutura humana precisa permanecer aberta ao questionamento, sob risco de se transformar naquilo que diz combater.
Talvez o futuro pertença menos às instituições rígidas e mais às redes humanas capazes de atravessar fronteiras sem carregar consigo a pretensão de dominar. Redes discretas, porém presentes. Diversas, porém unidas por valores comuns. Invisíveis para quem procura poder, mas essenciais para quem procura pertencimento.
Porque toda época produz seus muros.
Mas são as pontes que sobrevivem.
Foi sendo bom
que descobri —
que ser bom
nem sempre é bom.
Porque há bondades
que se doam até desaparecer,
que dizem “sim” enquanto sangram,
que se calam para manter a paz
e perdem a própria voz.
Aprendi que ser bom
não é se anular,
não é aceitar o peso
que não nos cabe.
Ser bom de verdade
é ter raiz e limite,
é oferecer a mão
sem entregar a alma inteira.
Foi sendo bom demais
que entendi:
bondade sem verdade
não floresce —
apenas dói.
"Quando o tamanho da gratidão em servir for o mesmo da gratidão de quem foi servido, ambos acertaram o alvo."
A Janela Aberta
Naquela noite, não foi só o pub que ficou para trás.
O corpo voltou para casa. Os pensamentos, não. Sentaram-se na poltrona, caminharam pelos cômodos vazios e, quando perceberam que eu insistiria em dormir, fizeram do travesseiro um bloco de concreto. A casa inteira parecia cansada. Não era o desgaste do tempo. Era o peso da consciência.
Há noites em que a insônia não é ausência de sono.
É excesso de lucidez.
Saí para a varanda.
A janela da casa ao lado estava aberta. A vizinha permanecia ali. Devia ter uns trinta e cinco anos. Reservada. Dessas pessoas que nunca prolongam uma conversa, mas jamais deixam de cumprimentar os vizinhos. Antes disso, eu a tinha visto caminhar lentamente pelo cômodo, como se cada passo precisasse ser convencido a acontecer. Depois os movimentos diminuíram, até desaparecerem por completo.
Não havia televisão ligada. Nem música. Nem qualquer ruído que denunciasse companhia, como era habitual. A casa parecia ter prendido a respiração.
Vi quando ela puxou a cadeira, virou-a de frente para a parede e se sentou. Não olhava pela janela. Não olhava para a rua. Parecia encarar aquela parede como quem espera que o silêncio finalmente responda alguma pergunta antiga.
O corpo foi cedendo aos poucos, numa posição impossível de sustentar por muito tempo, como se tivesse esquecido a maneira correta de existir. Um braço pendia sem propósito. As pernas procuravam apoio onde já não havia equilíbrio. A cadeira fazia o que podia, mas parecia pequena demais para sustentar um peso que não era físico.
Ela não caiu.
Apenas cansou de fingir que ainda estava de pé.
Ficou assim durante muitos minutos.
Tempo suficiente para que a imaginação começasse a fabricar hipóteses.
Talvez esperasse uma ligação que nunca viria.
Talvez estivesse apenas exausta.
Talvez estivesse travando, em absoluto silêncio, uma guerra que ninguém do lado de fora seria capaz de enxergar.
A solidão tem esse hábito perverso: quando não encontra respostas, inventa histórias.
Depois de algum tempo, a penumbra tomou conta do cômodo. Já não conseguia distinguir seus movimentos, nem saber se ainda permanecia na mesma posição. A janela continuava aberta, mas a noite havia fechado o resto da cena. O que aconteceu dali em diante eu nunca soube. O que permaneceu comigo foi apenas a última imagem que meus olhos conseguiram guardar. O restante foi preenchido por essa estranha mania que a solidão tem de transformar lembranças em fotografias mentais.
Foi então que compreendi que algumas janelas permanecem abertas não para deixar o ar entrar, mas porque já não existe força suficiente para fechá-las.
É curioso como a tristeza raramente faz escândalo.
Ela prefere paredes descascadas, cadeiras antigas e o silêncio.
Gosta do silêncio porque o silêncio não faz perguntas.
Talvez ela tenha perdido alguém.
Talvez tenha perdido a si mesma.
No fim das contas, quase dá na mesma.
O mundo admira pessoas que continuam sorrindo enquanto apodrecem por dentro. Chamam isso de força.
Eu chamo de bom comportamento... maldito bom comportamento de gado no matadouro.
A verdadeira exaustão não pede licença. Ela apenas faz o corpo escorrer sobre qualquer pedaço de madeira disponível, como um copo esquecido no fim da madrugada.
Depois de certo ponto, a identidade deixa de importar.
Você não é mais advogado, artista, pai, mãe, amante ou fracassado.
É apenas alguém tentando sobreviver ao próprio pensamento.
As paredes conhecem esse tipo de gente.
O concreto guarda segredos melhores que qualquer padre. Já viu homens ricos chorarem sozinhos, mulheres bonitas desistirem da própria beleza e gente comum morrer muitos anos antes do coração parar.
Naquela varanda compreendi que existem intervalos maiores do que qualquer derrota.
Existe uma diferença enorme entre perder a guerra e simplesmente não ter forças para levantar naquele dia.
Vivemos num mundo que confunde movimento com vida. Gente correndo atrás de dinheiro, curtidas, diplomas e promessas de felicidade vendidas em prestações. Basta, porém, fechar a porta e apagar as luzes para descobrir que muita gente continua respirando apenas porque o corpo ainda não recebeu o aviso de que a esperança foi embora.
Na manhã seguinte, ela acordará.
Preparará o café.
Responderá mensagens.
Comprará pão.
Cumprimentará os vizinhos.
Se alguém perguntar como está, sorrirá o suficiente para encerrar o assunto.
E a cidade continuará funcionando com a eficiência de sempre.
Os ônibus passarão.
Os escritórios abrirão.
Os bares voltarão a encher.
Ninguém perceberá que uma mulher quase desapareceu diante de uma parede na noite anterior.
Talvez porque todos estejam ocupados demais escondendo a própria parede.
Voltei para dentro de casa.
A janela dela continuava aberta.
Fechei a porta da varanda, mas não consegui fechar aquela janela dentro de mim.
Desde então, algumas noites não terminam quando amanhece.
Elas apenas mudam de endereço.
Há dias em que caminho pela rua, entro num café, espero numa fila ou observo alguém parado no trânsito e me pergunto quantas pessoas ali estão vivendo exatamente a mesma noite que vi naquela janela.
A resposta nunca vem.
Talvez porque a tristeza mais profunda tenha aprendido um truque antigo: descobriu que ninguém desconfia de quem continua respirando.
E foi então que percebi uma ironia cruel.
Naquela noite, eu acreditava estar observando a solidão de uma mulher.
Hoje já não tenho tanta certeza.
Talvez eu nunca tenha escrito sobre ela.
Talvez, desde a primeira linha, eu estivesse apenas descrevendo a janela da minha própria casa.
Mira só quer se unir aos elefantes e papagaios
Óamado ,foi prometido que todos que disserem o Nome serão salvos.
Pelo seu poder as rochas perdem sua dureza.
Derretendo como gelo virando água.A terra fica macia, cedendo.
Eu também sinto essa atração.
Não guardei mérito,sei bem o peso dos meus pecados.
Uma cortesã ensinou o papagaio repetir o seu nome.
E foi levada ao céu de Vishnu.
Um elefante que se banhava balbuciou seu nome e você voou para a terra.
Das costas de Garuda correndo para ajudá-lo.
Abriram-se as mandíbulas do crocodilo.
Libertou-se também aquele elefante do renascimento: chega de úteros animais para ele.
Ajamila deu a seu filho seu nome,chamando-o no leito de morte.
Você respondeu.O medo da morte desapareceu.
Todos conhecem essas histórias.
E você sabe quais seres lhe deram seus corações por completo.
Sua serva Mira faz uma pergunta:
Porque você não me salva?
Mirabai
Parece que foi ontem que eles estavam aqui, o tempo passou, mas a saudade continua a mesma.... ainda há aqueles dias em que espero ouvir sua voz, receber um conselho ou sentir o conforto da sua presença, Deus sabe oque faz, a verdade é que nunca estamos preparados para a despedida, seja para um até logo, ou para um Adeus, a partida deixa um vazio que ninguém consegue preencher, mas deixa lembranças que o tempo jamais apagará. A saudade nunca diminui; apenas aprendemos a conviver com ela.
"A estrada foi tortuosa, sim, mas hoje entendo: o caminho mais difícil é o que mais ensina. Olho para o meu eu e vejo que a 'boazinha demais' sempre foi o atalho para ser a 'coitada'
No fundo do poço, a luz rarefeita é cruel, mas verdadeira. É ali, na solidão, que consigo contar nos dedos quem realmente me ampara. O silêncio de alguns fala mais alto que mil promessas.
E o estranho não é estar sozinha; o estranho era não ter percebido que eu sempre estive sozinha, disfarçada de ingênua que via bondade onde só havia conveniência.
Hoje, aquela menina se desfaz para dar lugar a quem sabe: não há ninguém. E é exatamente por isso que eu sou tudo o que eu preciso."
Os Deuses Riram de Mim: A Ironia do Olimpo
Não foi o Trovão que me atingiu,
nem a seta cega do Destino.
Foi algo mais sutil, mais devastador:
a gargalhada cósmica, fina e alta,
que ecoou no vazio após minha súplica.
Eu havia erguido altares ao Propósito,
pavimentado caminhos com a Fé.
Eu pedi grandeza, ou talvez apenas justiça,
e em troca, recebi a mais cruel das respostas:
o escárnio daquelas forças que me teceram.
Os Deuses não me puniram por maldade,
mas por pura indiferença lúdica.
Riram não do meu fracasso,
mas da minha ilusão de agência.
Riram da minha pequena e ardente vontade,
tentando dobrar a vastidão inerte do Acaso.
Riram do meu plano de cinco anos,
quando a eternidade opera em ciclos de poeira e estrelas.
O riso deles foi a revelação mais nua:
A vida não é uma tragédia com regras morais,
nem uma epopeia onde o mérito vence.
É uma comédia de erros, escrita por um Panteão
que se diverte com a seriedade de nossas crenças.
E a filosofia do riso divino é esta:
Você é livre para tentar, mas jamais para determinar.
No momento em que o som da sua hilaridade cessou,
eu não me senti humilhado, mas subitamente,
e perigosamente, liberto.
Pois se o meu sofrimento é a piada deles,
se a minha queda é o entretenimento celestial,
então a minha dignidade não está no sucesso que busco,
mas na teimosia de continuar jogando o jogo,
mesmo conhecendo o final,
e ignorando a plateia que gargalha.
O riso deles foi o fim da minha inocência,
e o início da minha coragem e da minha indiferença, os guardando num quartinho qualquer do meu universo...
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