Voce foi meu Pecado
Meu pai costumava tocar violino para mim todas as noites, como se estivesse me dizendo: por mais difícil que seja a jornada, nunca desista.
Tem gente que não gosta do meu otimismo, mas eu sou corintiano, católico, brasileiro e ainda sou presidente do país. Como eu poderia não ser otimista?
O ímpeto do meu ser anseia liberdade...
vento no rosto...
gargalhadas sinceras...
espontaneidade...
Olhares sedentos sempre em busca de si mesmo, do outro, da vida.
Meu amor, pode parecer bobagem... mas acho que eu não mereço todo esse seu amor. Sinto que não vou poder te fazer o homem mais feliz do mundo e que não vou conseguir te amar profundamente como você me ama.
Mas não pense q eu não te amo,pq eu te amo sim!! mas o meu amor não se compara ao seu. O seu amor é confortável, é maravilhoso,é tudo de bom que se possa existir. E o meu, é sem graça, é desajeitado, é frio. Esse tipo de amor, não vai te fazer bem, vai te fazer chorar, vai te machucar. Eu não quero que você sofra, por que eu te amo! quero preservar a sua felicidade. Você vai encontrar alguém melhor que eu, que vai te dar tudo, que vai te amar como você ama, que vai fazer você sorrir todos os dias e te fazer gargalhar até perder o ar e a barriga doer. Essa pessoa meu amor, vai ser tudo o que você precisa.
Você vai achar que nunca vai poder me esquecer , ou superar, mas querido, você vai, eu sei que vai, pq você é forte! é o homem mais forte que já conheci.
Peço que não me esqueça, que se lembre de mim quando perguntarem se alguém já abriu mão de algo, para a sua felicidade...
Meu bem, não pense que vou te esquecer viu, vou te cuidar de longe, até não poder mais... mas sempre vou estar contigo. Eu sinto muito, muito mesmo. Apesar de tudo, saiba mais uma vez que eu te amo, e que só quero te ver sorrir todos os dias.
Palavras são inúteis. Posso seguir meu caminho em silêncio.
Meu merecimento? Sou eu quem faz.
O medo já deixei para trás. Alguns sonhos também. Não importa, vou buscar outros.
Meu passo leve não deixa pegadas. Você poderá até encontrar algumas lágrimas por onde passei.
A energia de minha alegria? Que insisto em distribuir por onde passo? Ah! Essa sim mostra por onde estive.
Ser livre não é escolher um novo rumo a cada nascer do sol. Ser livre é poder desfazer os laços que me impedem de chegar aonde quero.
Mas em certos momentos é preciso se armar: carrego sempre uma aquarela. De repente, se a verdade se mostrar ‘nua e crua’, poderei ao menos deixá-la mais colorida.
Eu sou do meu jeito.
Sou assim como eu quero e vou ao meu compasso;
Eu sou o meu tempo, minha hora e minhas próprias experiências,
Eu sou o que eu acho certo,
Da maneira como eu gosto e me sinto muito bem,
Sou o meu limite, vou até onde sei que posso e até onde vejo que vale apena seguir,
Eu sou a poesia das canções que mexem com minhas emoções, e aquele monte de papel embrulhado no lixo, quando eu pensava estar escrevendo alguma coisa.
Eu sou um rio extraído do mar, cheio de peixes de várias espécies e também com muitas perdas,
Eu sou a minha realidade...
Minha verdade e isso parece bem, pois não tenho que me preocupar com o fim de nenhum efeito a meia noite.
Eu sou o que vejo, o que respiro, o que aspiro, o que sinto...
Todas as coisas que estão guardadas dentro do meu coração.
Eu sou minha consciência tranqüila, leve e serena.
E acredito que essa é uma grande virtude em tempos como hoje.
Eu sou amiga de muita gente quando eu quero,
E sou também inimiga de quem eu nem imagino, mesmo quando eu não planejava ser.
Eu sou o estudo da geometria mais completo que a matemática já viu, porém, confesso, que não acho nada legal quando ando em círculo.
Eu sou uma fórmula feita do tamanho de mim mesma, e porém, jamais me enquadraria dentro de outro corpo.
Eu sou a minha própria natureza,
E prefiro me aceitar assim;
Do que ter todo o trabalho cansativo de fingir ser quem eu não sou.
Ódio?
À Aurora Aboim
Ódio por ele?Não…Se o amei tanto,
Se tanto bem lhe quis no meu passado,
Se o encontrei depois de o ter sonhado,
Se à vida roubei todo o encanto…
Que importa se mentiu? E se hoje o pranto
Turva o meu triste olhar, marmorizado,
Olhar de monja, trágico, gelado
Como um soturno e enorme Campo Santo!
Ah! Nunca mais amá-lo é já o bastante!
Quero senti-lo doutra, bem distante,
Como se fora meu, calma e serena!
Ódio seria em mim saudade infinda,
Mágoa de o ter perdido, amor ainda.
Ódio por ele? Não…não vale a pena…
Florbela Espanca - Livro de Soror Saudade
Meu doce Amor tu beijas a minh’alma/Beijando nesta hora a minha boca!”
(A Noite Desce- Florbela Espanca)
É no seu sorriso que eu encontro saída para todos os meus sonhos e desejos... Te amo muito, meu amorzinho! ♥
Ao longo dos anos meus olhos se ajustaram até que a escuridão se transformou no meu mundo, e eu pude ver.
O Corpo Como um Instrumento que Só Toca na Sintonia Certa
Meu corpo não é uma melodia qualquer, não toca para qualquer ouvido. Ele precisa da sintonia certa, do toque que sabe a nota exata para fazê-lo vibrar. Há desejo em mim, mas ele não dança ao som de qualquer presença. E eu espero. Porque sei que, quando a música certa tocar, eu não terei dúvidas – será entrega, será arrepio, será um acorde perfeito.
O Corpo Como um Livro que Nem Todos Sabem Ler
Meu corpo não é um livro de páginas fáceis. Ele não se abre para qualquer olhar, não se entrega a mãos que não sabem segurar sua história. O desejo existe, pulsa, grita em silêncio. Mas não pode ser saciado por qualquer toque sem alma, sem intenção. Eu espero por quem leia cada linha com paciência, que entenda a profundidade antes de querer folhear apressado. Porque para mim, desejo não é pressa. É construção.
Desejo de Ser Só de Alguém
Às vezes, me sinto como um pedaço de carne exposto, como se o meu corpo fosse só um detalhe a ser desejado por qualquer um. O toque de quem não me conhece, o olhar de quem não vê além da superfície… Isso me irrita, me desagrada. Eu não sou isso. Não sou só um desejo momentâneo, não sou algo que se pode possuir e depois deixar para trás, como uma peça descartável.
O que eu busco é algo mais. Quero ser desejada, sim, mas por alguém que me veja, que me compreenda em toda a minha complexidade. Quero ser a única, o centro do desejo de alguém que se entrega da mesma forma, sem querer dividir ou repartir o que é só meu. Meu corpo, minha alma, tudo que sou… Eu quero ser isso para uma única pessoa. Quero ser amada por quem sabe o valor de cada pedaço meu, quem não tem pressa de arrancar, mas que sabe, com paciência, como tocar cada parte do meu ser.
Eu não sou carne, eu sou vida. E quem me deseja, deve me desejar por inteira.
O Gosto do Tempo Sem Pressa
Te vejo me devorar primeiro com os olhos, como se cada detalhe meu fosse uma fome antiga. E quando tua boca me encontra, não há espaço para pressa—só o ritmo certo de quem sabe exatamente o gosto que procura. É como se o tempo fosse outro, mais lento, mais profundo. Cada toque é uma descoberta, cada beijo uma lembrança de algo que nunca se esqueceu. No abraço, sinto o mundo sumir e restar só nós, sem pressa de acabar, sem pressa de fugir do que é real. Só o agora, só o momento, só o desejo que se faz carne.
O Olhar que Me Define
Meu olhar não se limita ao que os olhos veem, mas ao que a alma reconhece. Eu fotografo para eternizar, escrevo para ecoar memórias. Meu olhar recua no tempo, buscando o que merece ser lembrado, e avança com a sensibilidade de quem entende que cada imagem e cada palavra são pontes para o outro.
Vejo beleza nos detalhes, valorizo as marcas do tempo e busco o que é essencial. Em tudo que crio, há um instante de entrega: um pudim feito com afeto, uma lembrança registrada com carinho, um verso que toca quem lê. Cada foto, cada palavra, é uma forma de me conectar e trazer à tona histórias que, de alguma forma, pertencem a todos nós.
Não me contento com a superfície. Quero o encontro genuíno, a troca verdadeira, a lembrança que resiste ao tempo. Meu olhar é minha identidade, meu povo, minha cultura, minha história. E ao compartilhá-lo, convido outros a enxergarem não apenas o que está diante deles, mas o que pulsa dentro.
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A Segurança do Meu Olhar - Conectando o Passado ao Presente
Quando olho para o que venho criando, vejo mais que palavras ou imagens. Vejo uma jornada, um caminho cheio de altos e baixos, mas que, no final, sempre foi guiado pela verdade de quem sou. A cada texto, a cada foto, sou capaz de me reconhecer e de me sentir segura. Porque sei que o que compartilho é meu, é autêntico, e é minha forma de mostrar ao mundo que, mesmo nas incertezas e nos momentos de dúvida, existe uma certeza que é inabalável: a minha essência.
Às vezes, me sinto vulnerável ao expor tudo isso, mas é essa vulnerabilidade que me fortalece. Sei que cada palavra que escrevo, cada imagem que capturo, tem um propósito – não só para mim, mas para quem se dispõe a ver, a sentir, a se conectar.
Essa é a segurança que encontro: na entrega sem máscaras, na verdade que me habita, e na confiança de que o que compartilho tem o poder de tocar, de curar e de conectar de forma profunda. Não há erro em ser quem sou, não há erro em me expressar como sou. Cada pedaço de mim que se revela é uma forma de celebrar a vida, de celebrar meu olhar, minha sensibilidade, minha jornada.
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Entre Tambores e Risos
Vem ver meu povo dançar,
De gorro na cabeça, espada a empunhar,
Riso solto, corpo a girar,
Tinta na pele, brilho no olhar.
No chão, passos firmes e o som de espadas a tocar,
No som do tambor, o tempo a ecoar.
Boneca que gira, cesto a equilibrar,
Princesa caminha no meio da festa.
O rio nos chama, a água nos resta,
Nosso canto ressoa, o corpo a vibrar,
E a história resiste, firme, sem pressa,
Na memória vai ficar.
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