Voce esta Mudando minha Vida
Por isso, não seja bom demais, nem sábio demais; por que você iria se destruir? Mas também não seja mau demais, nem tolo demais; por que você iria morrer antes do tempo? Evite tanto uma coisa como a outra. Se você temer a Deus, terá sucesso em tudo.
... ser invejoso ...
Você quer me ver afundar?
Observe-me...
sempre a cabeça levanto,
enquanto isso meu dedo do médio
para você sempre está para cima!!
“Eu ainda guardo aquela velha caixinha de música, lembra? Aquela que você comprou pra mim no centro histórico da sua cidade. E ainda coloco pra funcionar toda vez que sinto saudade sua. Na verdade, é uma das minhas muitas manias querer que as coisas funcionem a meu modo e no meu tempo. Porém, da mesma forma que tenho essa velha e péssima mania, o universo conserva a mania de rir da minha cara a cada vez que eu fracasso. Fracassei com você mais uma vez. E aí fui obrigada a doar os presentes que você me deu, pois seria covardia deixá-los envelhecerem guardados no armário. Exceto pela caixa de música. Você sempre dizia que cada música tem o poder de criar histórias únicas e essa música da caixinha conta a história de dois corações se encontraram e enquanto um foi lua, o outro foi sol. E o ritmo de ambos não permitiu que um eclipse se formasse. Essa lua quer tudo no teu tempo, já o sol não soube medir a temperatura dos raios que lançava. Essa música, em específico, conta a história de dois corações que nunca aprenderam a dançar aquela valsa. Nada deles era ensaiado e, embora isso seja o mais lindo no amor, o ensaio da mão dada e da conversa e do diálogo é só uma das partes de uma receita inteira sobre como fazer dar certo. Lembra que eu gosto de tudo no meu tempo? Mantenho em meu pulso um relógio com dois minutos atrasados pra que nada que eu faça em relação a você seja apressado demais. E eu sei que não faz sentido. Mas aquela música, aquela da caixinha que eu ainda guardo, ela também conta a história de alguém que mete os pés pelas mãos e erra incontáveis vezes tentando acertar. Mas se há algo que ninguém nunca me contou sobre o amor, é que por mais que os erros sejam peças importantes de um tabuleiro, também são eles que nos fazem levar um xeque-mate. Do tempo, da vida, do outro, do próprio amor. Quando eu fui lua, você foi sol e a gente teve que aprender a viver assim, se admirando de longe, se querendo por perto, mas obrigados a viver separados. E aí a música que toca nessa caixinha me lembra que a composição feita dela também fala de amor. Fala de beijo na boca, de discussão, dos medos e dos pequenos acertos do dia a dia. Fala daquele abraço apertado e da gigantesca saudade que minhas células sentem das suas. Na verdade, agora eu posso ouvir uma história diferente ecoando da melodia. Fúnebre, triste, melancólica, como quem diz que infelizmente essa música não pertence mais a mim. Eu não aprendi a te deixar. Mas a cada nota que falha pela gasta bateria dela, eu me convenço que esta história morreu e que preciso- muito- construir outra. Seria burrice não fazer isso. Agora posso dizer que ainda guardo a caixinha, mas quando sinto saudade sua, me contenho e faço um café. Vi no jornal que hoje tem eclipse, mas infelizmente não sou mais a lua.”
Se você não aproveitar um espaço, não é mais um piloto de corrida.
Ou você se compromete como um piloto de corridas profissional, que é desenhado para vencer corridas, ou você vai chegar em segundo, terceiro ou quinto. E eu não fui feito para chegar em terceiro, quarto ou quinto. Eu corro para vencer.
Se você é fiel aos seus valores, se você acredita que seus valores são corretos, afastar-se das forças sombrias que você enfrenta na vida simplesmente não é uma opção.
E por falar em paixão
Em razão de viver
Você bem que podia me aparecer
Nesses mesmos lugares
Na noite, nos bares,
Onde anda você?
Humildade é reconhecer que você já esteve nos primeiros degraus. E que seu degrau é mais alto, mas não é o último.
(Os degraus são infinitos)
“Ai a pessoa publica que só quem pode nos julgar é Deus, mais quando descobre o que você faz, te julga até não querer mais!”.
Cabelo é apenas cabelo. Cabelo cai, cresce, embranquece, pode ser comprado, você morre e não leva o cabelo, não leva nada. Você tem que ser lembrada muito mais que pelo cabelo, mas parece que nessa sociedade fútil vale mais o seu cabelo do que seu caráter, do qualquer outra coisa.
Não é novidade que você quis se casar pra não trabalhar nem estudar. Casar pra se exibir com a maldita aliança, pra ser outra dondoca sem utilidade na sociedade.
Você pode deixar um dia de acreditar no mundo, nas pessoas, em sua família, mas nunca deixe de acreditar em você,pois talvez nunca entenderam sua luta e seus sentimentos.
Você lembra?
Sentou-se comigo ali, naquele banco de praça abandonado.
Preferiu o silêncio por algum tempo, ficou tudo bem, você se sentiu a vontade, e permanecia por perto.
Eu fiquei te olhando, examinei cada traço do seu rosto, e vi como você desviava o olhar quando ficava sem graça.
Você não acendeu o cigarro, porque eu te pedi. Não queria ter o seu cheiro impregnado nas minhas roupas, não queria ainda decorar o seu cheiro logo tão cedo. Pra caso de bater a saudade no decorrer do dia, eu não precisaria me lembrar do seu perfume barato misturado com esse cigarro amargo de quinta.
Você sentiu as minhas mãos geladas te acariciando vagarosamente. E agente ainda se permanecia em total silencio.
Me lembro que de longe dava pra ouvir o barulho das folhas sendo levadas com o vento.
Via seus braços fortes se arrepiando com o leve frio que fazia naquela manha de outono.
Eu pude avistar as pontas dos prédios sendo cobertos pela neblina.
Por perto a visão que tinha era de pessoas caminhando, com pressa, encarando o chão. Talvez cheias de problemas, com almas tão vazias.
Mas eu tinha você bem ali na minha frente, me fazendo perder o foco sobre tudo.
Por que estar com quem agente ama, não teria preço, não teria como se comparar a nada.
Como pode? Por fora um silêncio profundo entre nossos corpos, e por dentro gritando o mais alto possível.
Encontros ocasionais, beijos de surpresa, abraços demorados, palavras ao vento.
Coisas naturais da vida, não aconteceriam todos os dias. Já era de se saber.
Lembra também, do apartamento bagunçado? Da nossa foto no porta retrato, dos bilhetinhos na porta da geladeira. Lembra do nosso amor? Lembra da sua blusa que me servia de pijama em dias de chuva? Lembra da cor apagada da cortina, que você tanto reclamava? Eu troquei as cores, apenas pra satisfazer o seu bom gosto. Mas é claro que isso não seria o suficiente pra te ter de volta nos meus braços.
Amar muito alguém, nem sempre é o suficiente pra ter de volta. E disso eu sei bem.
E hoje, as coisas naturais da vida ficaram tristes.
Isso não é uma carta, é um presente, que de embrulho eu lhe envio a minha saudade.
— Oh saudade.
Você (...)
Começando minhas longas palavras com você na primeira linha. Você, apenas você neste breve momento. Com meus lábios secos pela sede, eu vou lendo em voz baixa para mim mesma, o que lhe escrever, minhas mãos um tanto geladas, suando frio, procura o telefone, para talvez por descuido meu, te ligar discretamente, e ouvir essa sua voz cansada, e então te dizer um Alô com a voz tremula. Ocorre tanta coisa na minha cabeça, que eu vagarosamente tento organizá-las dentro de mim mesma, para que as palavras saiam explicitas e com clareza. Tenho que te dizer tantas coisas, mas ao mesmo tempo não sai nada. Eu sempre carrego comigo uma frase que se agravou em minha memória, acho justo usá-la na minha escrita — Nada me garante que você será o amor da minha vida.
Mas confesso, tenho que concordar com esse abestado clichê que anda por ai nos textos alheios. Deixe ir, se voltar é porque realmente é seu. Será? Talvez você seja mesmo meu. Pode não ser nessa vida, mas você ainda será meu. Assim, igual a esses casais vistos em filmes americanos. Naquela noite, antes de entrar para minha casa, o que era eu? Depois de ter ficado breves minutos entrelaça por seus braços, o que era eu? Era o que os outros sempre haviam ter visto. Mas eu ainda não me reconheço depois de ter você junto a mim. Eu novamente estou entrando em um túnel todo escuro, chamado amor. Onde no decorrer do caminho eu não sei o que poderei encontrar por lá. Estou me arriscando. Eram quase três da madrugada e há muito tempo eu não me pertencia tanto. Como é difícil a gente voltar a ser o que era antes depois do primeiro amor. Não é drama, mas todos sabem que ficamos com uma sequela. E já no segundo amor, a gente tenta fazer diferente, e se der sorte, dá certo. Eu vou contra o tempo, busco as melhores palavras que possam existir para te mencionar nessa minha escrita demorada. Mania boba que a gente tem, de escrever para quem não irá ler nossas palavras. Mas moço; e esses traços no seu rosto, que curvam o seu sorriso, não sai mais da minha cabeça. Esse meu par de olhos, que te olhavam a cada fração de segundo, que captava cada gesto seu, e tudo ficou guardado em mim como uma fotografia. Então antes que alguém diga qualquer palavra, eu interrompo com o meu silencio, e pronuncio — Eu estou te querendo, então por favor seja gentil e me queira de volta.
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