Voce esta Mudando minha Vida
Pôr do sol
Um lindo pôr do sol
‘A velhice do dia’.
Descolore-se o céu...
Noite de um cinzento forte e argentino, sem alegria.
Não há estrelas brilhantes.
A Lua de detrás das nuvens não saiu.
Os pássaros se calam num instante.
O dia desordenado apressado partiu.
Pingos de chuva forte
Entre folhas de frondosas árvores...
A vidraça chora
Mais um dia foi embora.
Uma lágrima pela face corre.
A vida transcorre...
Eternamente mutável!
Viver... qual é a graça?
Busco o tempo todo e em todo lugar
Algo que me explique o que estou eu a fazer neste meu viver.
Qual o sentido da vida?
Madrugadas de sono perdidas...
Alucinada busca de algo que sentido faça...
De viver e no fim de tudo morrer... diga-me: qual é a graça?
Embaciada
Fé completa e descrença.
Causam em mim desavenças.
Estados de apatia... em dias de nostalgia.
Há dias em que tudo é tão límpido...
Céu de primavera, tudo é alegria...
Vibra meu coração.
Há dias em que a mente nubla.
Céu carregado de nuvens... nevoeiro,
bruma, cerração...
tudo ao meu redor se fecha na mais completa escuridão.
Ah! e esse estado de marasmo geral que me toma em certos dias!?
Vontade de o pau da barraca soprar...
Pendurar a chuteira...
Insensibilidade total...
Uma indiferença radical...
Não quero da cama nem levantar...
Sonolência e fraqueza extrema o dia inteiro em mim tomam lugar.
No fim
Vida que passa... tal qual fumaça.
Amanhã... quem sabe... amanhã
O tempo passe mais devagar.
Consiga eu sentir o sol me abraçar.
O perfume das flores sentir no ar...
Colocar a tristeza no seu lugar...
Bem longe de mim.
Encontrar a luz que todos dizem estar no túnel... no fim.
Renasce, esperança
Enterrei a angústia pela tua partida no lugar mais profundo do meu âmago.
Ando por aí desesperada, tentando embrutecer meu coração.
Olho pro mar... na sua imensidão.
Tenho medo do que poderá fazer em mim toda essa solidão.
Está lá bem no fundo a angústia.
Estou magoada.
E a saudade vem... vagarosamente seguindo meus passos.
Eu sigo.
Tenho medo de que ela me pegue nos braços.
... e não me largue mais.
Minha vida se prostra.
Lágrimas escorrem pelo meu rosto.
Um gosto de puro desgosto.
O que eu queria?
Queria que a minha vida caminhasse sozinha.
Que tropeçasse pelas pedras... caísse... se machucasse... se levanta-se e se curasse.
Queria que a esperança renascesse.
Queria que a paz, a alegria, os dias bons a vida me devolvesse.
Quero demais?
Privada de emoção
Às vezes sou mais forte que a tristeza...
Vejo no mundo todo a sua beleza.
Os sons musicais me fazem flutuar...
Me banho alegremente no luar.
O meu grito é de paz, amor e ternura
Sonho os mais belos sonhos que se pode sonhar...
Me encanto com as estrelas que iluminam minha noite escura...
Jogo pelo caminho sementes de magia...
Sigo escrevendo poesia.
Às vezes...
Pois em outras... sou a dor, o sofrimento, a agonia.
Sou os pés feridos... coração machucado.
Sou a escuridão das trevas que nunca se dissipam...
Sou uma vida privada de emoção.
Palavras de arte
Um caminho colorido
De poesias por todo lado florido...
Um perfume no exala no ar...
Minha vontade é grande de viver a poetar.
Fazer poesia é meu vício.
Meu divã... meu hábito profilático...
Continuo semeando rosas...
Faço isso em verso em prosa.
Assim venço os espinhos.
Semeio amor pra todo lado.
Venço a guerra...
Apago as tristezas...
Mostro da vida todas as suas belezas.
Com métrica e rima as palavras vão nesta tela branca aparecendo...
Nunca me canso desse afã...
Poetizando... pelo caminho da vida sementes de arte vou semeando.
Crescer é desenvolver-se
aumentar de tamanho, altura, largura,
comprimento, intensidade.
É o que diz o dicionário da ABL
com toda a sua autoridade.
Evoluir é transformar-se gradativamente,
avançar aperfeiçoando capacidades,
desenvolvendo potencialidades...
ficando cada vez mais gente.
Crescer é só ficar maior.
Evoluir é ficar melhor.
O que é que demora, machuca, dói, esfola...
e faz da vida uma escola?
A vida continua...
no alto da mais alta montanha,
no mais profundo vale,
no meio de cada rua.
E a vida continua
no silêncio da dor,
no calor do verão,
num grito de amor.
E a vida continua
segue sua lida,
seu seus planos,
segue por toda a vida.
Se o desepero é uma doença
estou tramendamente doente,
desde que me conheço por gente.
Caminho por caminhos íngremes,
todo dia é um grande esforço,
manhãs árduas, tardes sofridas
noites não dormidas...
Enlouqueço devagar..
ando por aí...
continuo a vagar...
E a vida
dia após dia
a me matar.
Um quebra-cabeças perfeito
assim é que seu tempo por aqui é feito...
cada dia uma peça encaixada...
acertada
ou
errada.
A quantidade já está determinada
nem uma a mais, nem uma a menos,
nem uma mais importante,
nenhuma vale menos.
Nas curvas da vida,
em dias e noites dividida,
a última peça vai (des)aparecer
na hora em que você colocar o pé na saída...
Quantas vezes disse não
pra não magoar meu coração...
Fechei meus olhos no escuro
com tanto medo do futuro.
A esperança que eu não tinha,
o medo que me continha,
a fé que me faltava
em setembro encontrei o que não buscava.
Do outro lado do oceano
um mundo plano
tantos planos...
e um setembro que acabou de me trazer...
a vontade de renascer
e minha vida toda de novo viver.
Scusami...
Sono andata via,
mas só por um dia.
Voltei, chorei, supliquei
todos os nós desmanchei...
Gritei:
tu és o melhor de todos que já amei.
Implorei...
uma luta com o mundo travei
minha vida te entreguei...
Scusami...
de todo mal minhas mãos lavo,
sem ti minha vida vale só um centavo.
Vida...
Deixe-me o fôlego recuperar
quero em paz respirar...
Depois, prometo, sigo adiante
cada obstáculo hei de superar.
Imploro, por favor, deixe-me ar aspirar,
preciso me acalmar.
Cada esquina da vida
com a alma calma
quero virar...
O desconhecido depois da curva
quero com calma enfrentar...
À morte que me espera ali na frente
com a sensação de dever cumprido
quero minh'alma entregar.
Lamentos
Despeço-me aqui,
lamentando por tudo o que não consegui...
Cada escolha...
não estava em meus planos
os erros que cometi.
A escolha errada,
a porta emperrada,
o caminho que deu em nada,
os momentos em que sucumbi.
A vida que era minha segui
um passo aqui outro ali...
Esperanças tantas
esperei em vão se cumprir
Lágrimas tantas
pela dor toda vez que caí.
Talvez fosse melhor não saber ler... talvez fosse melhor não compreender... talvez fosse melhor não ser um sabedor de coisas...
talvez fosse melhor ficar na ilusão de que amanhã tudo vai se ajeitar... de uma forma ou de outra as coisas vão entrar nos eixos... cada peça do jogo vai encontrar seu lugar... assim como, se tudo por conta própria, soubesse de antemão como se encaixar...
no quebra-cabeças da vida... talvez fosse melhor não quebrar a cabeça com coisas...
saber acarreta riscos... risco de errar, de se atrapalhar, de julgar... consciente ou inconscientemente... acarreta outros riscos também... como o de se arrepender, por exemplo, e deve ser horrível você chegar a um momento qualquer de sua vida e perceber que se enganou e escolheu o caminho errado - o caminho de morte... e se arrepender e perceber que não há mais volta.
talvez fosse melhor não se deixar iludir pela aparente gratuidade das pequenas coisas da vida...
talvez essas pequeninas coisas sejam grandíssimas quando você olhar pra trás e não houver mais tempo de mudar de direção...
mas aí você vai ter a desculpa de que não sabia ler... mas só se você realmente não sabia ler... se não...
não quero assustar você... mas
nada é gratuito nesta vida.... nada... então talvez tivesse sido melhor se você nem tivesse começado a ler este texto... melhor ainda se você não soubesse ler...
Cética...
desde quando me tornei tão cética, meu Deus?
Incrédula... a vida me endureceu
ou foram os próprios passos meus?
“Que sais-je?”
Olho pra trás e meus olhos me traem
tudo vejo em duplicidade.
Assim é a realidade?
A vida é pura ambiguidade...
Relatividade...
Os sentidos ou a razão me fazem
ver as coisas como (não) são?
O que importa de verdade
a vida... ou a morte?
A vida passageira...
a morte uma eternidade inteira...
Teimoso!!!
Não me canso mesmo de planejar. Eu sei que é ilusão que tudo vai acontecer como eu mandar... mando nada, sou é mandada.
Mas eu sigo planejando,
Planos ousados... pela vida recusados...
Planos discretos... indiscretos, secretos... pela vida revelados...
Planos, subidas, descidas...
ladeira abaixo,
água abaixo... onde me encaixo?
Como água, tomo a forma que a vida dá forma ao planejado... eu, eu nunca fico de lado, nem mesmo decepcionado.
Planos e mais planos,
enganos, desenganos...
e vai tudo pelo cano...
Mas eu faço planos...
na verdade, vivo mesmo é mudando meus planos...
meus planos por outros planos... estou eternamente fazendo planos... ou não?
Ou é, por acaso tudo engano?
Ou é a vida, que, ao me ver sem saída, faz meus próprios planos?
"A vida é aquilo que acontece enquanto você está planejando o futuro." Será que John Lennon tem razão?
Estou vivendo minha vida não?
Ai que raiva!!!
Não, não consigo evitar... posso até engulir, não demostrar, mas que sinto raiva sinto. Ponto final.
raiva de tudo... raiva do sol quente demais, do sol que não aparece quando quero... do sol que se põe atrás dos montes e não me deixa ver a beleza do pôr do sol... do pôr dele mesmo... que raiva...
raiva do dia que amanhece cedo demais... raiva da noite que deixa o dia pra trás...
raiva da chuva molhada... das ruas alagadas...
raiva dos políticos... do horário político... da falta de opção... tô tomada de raiva...
raiva dos buracos nas ruas... do imposto que pago... do cara que ganha pra ver o sol nascer quadrado...
que raiva... da fila do banco... de ter que dar no tranco... raiva do cara do lado... do cara da frente...
raiva de não ser diferente... raiva de ser tão impotente... raivaraivaraivaemaisraiva
Ai que raiva....
que raiva que nada... sou paz e amor... uma doçura... uma flor... nunca perco a paciência, não me estresso, não me ingesso... sou supermegahiperdescoolada.... cool!!
no caminho pego os atalhos... colho as flores... corro atrás das borboletas.... sou feliz... e sou feliz porque minha vida é a vida que eu sempre quis... estar ou não na lista da vida pra mim não foi por um triz. Ou foi por um triz?
No, no, no... foi porque Deus quis :)
No palco da vida quanta vida escondida...
Quanta vida vazia de vida... perambulando no mundo, cheio de vida perdida nos cantos... puro desencanto... vidas jogadas em qualquer canto... jogadas fora.
Olha bem de perto a vida, olha! O que você vê? Gente a nascer e a morrer. No espaço entre um e outro, se você olhar bem de perto, vai ver os dramas, os conflitos... o escondido na trama.
No palco da vida... como está vivendo você? Encenando uma vida programada que no fim não vai dar em nada? Mal viveu e fim... Cartas marcadas... vida invivida e acabada.
Você... é, você... onde está o seu tesouro? O ouro... o mais puro ouro? Sim, sua vida é o bem mais precioso que há... o tempo entre o seu nascer e morrer... seu ouro.
No sermão do monte, Jesus falou pra não acumularmos tesouros aqui na terra onde os ladrões escavam - eu sempre entendia esse 'escavam' como o ladrão roubando uma arca enterrada num buraco.... agora aprendi que na época em que Jesus falou os ladrões escavavam as paredes - que eram de barro - mais fácil do que arrombar a tranca... não só uma curiosidade, mas também um alerta: como você está 'entendendo' a Palavra de Deus?
Depois das horas que você tem pra viver o que você vai fazer?
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