Voce Acendeu a Luz da minha Vida

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Através da minha mortalidade consigo sentir a imortalidade de cada recomeço.

A minha boca quer matar esta sedenta saudade no teu corpo.

Queres vir jantar
à minha casa hoje?
Olha, traz o vinho
e não te esqueças,
vem despida a rigor.

Há algo em ti que puxa-me
mesmo quando tento fugir.
A tua presença cerca toda a minha alma, prende-me, incendeia-me.


E quando penso em ti — é o corpo quem responde. O resto dissolve-se,
até o ar tem o teu sabor.


Não há distância que baste.
O teu nome vibra na minha pele, como se o som trouxesse a tua pele para perto da minha boca.


Fecho os olhos
e o mundo curva-se em mim.
Tudo pulsa — lento, quente —
como se o tempo respirasse ao teu ritmo.


Existe um magnetismo em ti que chama o meu caos, um gesto, um quase sorriso,
uma promessa escondida na respiração.
Fico à beira — de ti, de mim, do abismo — e é ali que o desejo cresce, lento, inevitável.


Cada palavra tua é um fio de fogo que me atravessa em silêncio. E quando te calas,
tudo em mim escuta. E nesse inédito silêncio: deixo queimar, não o corpo — mas a alma, essa parte que insiste em te reconhecer.

A tua respiração reclama-me,
o teu sedento beijo,
suplica a minha porosidade .


O mundo evapora-se, resta o pulso, a dança cega do querer. Há luz nas sombras do impulso, há vida em tudo o que é desejo .
Toco-te — e o tempo desmaia,
em curvas de seda e marfim.
A tua pele é onde a alma ensaia o que o corpo quer sem fim. E quando o fogo se faz calma, encontro-te em mim, inteira e nua
não de roupa, mas de alma,
ardendo na mesma lua.


O teu corpo chama o meu em febre, num convite sem palavra, sem pudor.
A pele fala — vibra, pede,
respira o vício do calor.


O teu cheiro cerca-me , domina-me, ferve o ar, faz-me perder a razão; o toque, brasa que ilumina cada sombra em combustão.


As nossas bocas
procuram-se, descobrem-se,
num ritmo que o mundo esqueceu , é fome antiga, sede desértica,
o amor carnal que nasceu.


E no instante em que nos fundimos, carne e alma, suor e luz, é como se a lua ferida, ardesse inteira dentro de nós dois.

É isto que o meu
silêncio grita:
Tu estás em
todas as partes,
da minha alma.

A minha boca quer
imergir na ensopada
profundeza da tua
tórrida intimidade.

Os teus beijos
sabem a poesia:
adoro escrever
os teus beijos
na minha boca.

A tua pele é
território onde
a minha alma assina
o próprio infinito.

A tua pele chama a minha,
num desejo sem recuo.
Cada gesto teu provoca
um incêndio quase nu.




O ar prende‑se entre nós,
como se o mundo parasse ali.
E no ritmo que inventamos,
é o meu corpo a guiar o teu,
sem pressa de fugir.




A tua respiração prende-se na minha,
num jogo que nenhum de nós quer terminar. E quando a madrugada vibra entre os nossos corpos,
é aí que o desejo fala mais alto,
a pedir que a noite não saiba acabar.




Sinto-te na alma inteira,
numa verdade tórrida
que percorre o meu sangue
e rasga o meu silêncio.

Homenagem ao vocalista dos TROVANTE




Fizeste parte, musical e emocional, da minha inesquecível memória geracional dos anos 80. Só quem viveu os 80's por dentro entende o que aqui escrevo. Assisti a vários concertos dos Trovante, e cada um deixou em mim uma marca que nunca se apagou.


Admirei‑te como músico, pela forma como transformavas o palco em alma; e admirei‑te como ser humano, pela serenidade, pela verdade e pela presença que oferecias a quem te escutava. Eras — és — daqueles artistas que não passam: ficam, sedimentam, acompanham.


Hoje, ao escrever‑te, percebo que a tua música não foi apenas banda sonora da minha geração, foi também uma agulha magnética silenciosa, daquelas que continuam a apontar para dentro, mesmo quando o mundo lá fora muda.


Desencarnaste deste mundo, é verdade, mas a verdade maior é que nunca deixaste realmente de estar. Há artistas que partem e há artistas que ficam, tu ficaste no lugar onde a música se transforma em memória viva, naquele território íntimo onde o tempo não apaga: apenas depura.
Até trovantemente sempre, Luís Represas.

⁠As vezes até quero dá um soco na cara,mas minha gentileza toma a frente.

📿 Com Fé em Deus...
Eu posso chegar muito além dos limites...
Que eu coloco na minha cabeça.

“Minha lataria não é de uma BMW, mas meu coração é de quem vale cada quilômetro da jornada.”

Ainda bem que eu não odeio ninguém, a minha raiva é passageira e ela não estaciona no coração.

“Troquei o caos constante por uma rotina consciente, e na tranquilidade encontrei minha verdadeira estabilidade”

Deixe-me passar com a minha dor,
É um rasgo que sangra.
Sem receita,sem remédio,sem a cura de uma ceita,
Somente ela me aceita.

Quanto mais a escória me aponta e julga,
Minha absolvição me dá liberdade.

Perdoe esse meu vício de linguagem,
Minha língua,
Sempre interrompendo a sua.
Sem meias palavras,
Te ganhando no beijo.

Perdi o interesse de voltar,
Isso inclui lugares e pessoas.
Quem não dá importância para minha presença,
Ofereço distância e ausência.