Voce Acendeu a Luz da minha Vida

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⁠Ainda que a minha razão não consiga entender, eu creio e eu sei que meu Deus não é apenas Soberano, Ele é bom. Ele é o bom Deus.

⁠Foi uma verdadeira misericórdia Deus não ter ouvido a minha oração. John Wesley, carta a sua mãe em Março de 1727.

⁠Toda minha gratidão e adoração pertencem a Aquele que me amou primeiro (1º João 4.19)!

⁠Eu vejo todo o mundo todo como minha paróquia; desse modo eu acho, que em qualquer parte dele que eu estiver, julgo correto, próprio e meu sagrado dever proclamar, para todos os quiserem ouvir, as boas novas da salvação.

John Wesley
POTTS, J. M. Seleção das cartas de João Wesley. São Bernardo do Campo: Imprensa Metodista, 1991.

Nota: Carta para James Hervey.

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⁠Eu quero Cristo por completo como meu Salvador, toda a Bíblia como meu livro, a Igreja como minha comunhão e o mundo inteiro como meu campo missionário.

Quando me pedem provas da existência de Deus minha resposta é: Para o coração blindado pela incredulidade, até os milagres mais retumbantes viram mera coincidência. Nenhuma prova convence a carne. Por outro lado, para alguém que foi vivificado pelo Evangelho, a busca por provas perde o sentido. Quem tem o testemunho do Espírito em si mesmo dispensa os silogismos dos homens.

Há dores que não se resolvem; apenas se carregam na suficiência da graça. Minha graça te basta.

Muitos calvinistas afirmam que Adão antes da queda tinha livre-arbítrio, então minha pergunta é: "Deus era menos soberano quando Adão tinha o livre-arbítrio?"

Ainda que minha alma caminhe por temporadas de aridez e aparente silêncio do Alto, meu coração permanece constrangido por um amor incomensurável, resgatado pela efusão de sangue e graça no Calvário.

A lembrança mais antiga que eu tenho de mim mesma me faz entender que, durante toda a minha existência, eu já passei por muitos processos transformacionais. Olhando para trás, eu vejo que aprendi bem a mascarar a dor, a mascarar quem sou. Eu não sei se isso foi bom ou ruim. Enfim, olhando para a frente, estou aprendendo a ser quem sou, infinitamente, sempre querendo ser eu e mais ninguém.


Nildinha Freitas

E depois de uma longa espera e muito cuidado, minha Rosa do Deserto floriu.
Flores são poemas coloridos.
É poético saber que uma rosa “decidiu” morar no deserto, local que carrega uma simbologia de tempos difíceis, escassez e luta.
No deserto ela cresce livre.
Presa em pequenos vasos ela se adapta e o poema vira haikai.

Essa é a Minha Mãe


Minha mãe nasceu no regime machista,
onde o silêncio era educação,
onde mulher aprendia cedo
que obedecer também era obrigação.


Ela cresceu ouvindo que homem manda,
que mulher deve compreender,
que certas portas não eram para ela,
e que questionar era aprender a perder.


Hoje ela cultiva o machismo,
não porque inventou suas raízes,
mas porque algumas correntes antigas
parecem familiares demais para serem vistas.


A visão dela é machista,
e talvez ela nem perceba.
Carrega dentro dos próprios olhos
a mesma prisão que um dia a cercou.


O feminismo nunca existiu na vida dela,
não como escolha, não como caminho.
Talvez porque, quando ela era jovem,
ninguém lhe mostrou que havia outro destino.


Talvez ela nunca tenha conhecido o feminismo.
Talvez nunca tenha precisado desse nome.
Talvez tenha apenas aprendido a sobreviver
com as regras que lhe deram.


Não uma vilã.
Não uma santa.
Apenas uma mulher moldada pelo seu tempo,
que carregou o passado para dentro do presente.


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Esse é meu escudo, minha prisão,
meu erro mais humano:


amar demais
e chamar de
bloqueio emocional.

E se sentirem minha falta


Se um dia falarem de mim,
diga que fui abrigo em silêncio,
que amei com medo, mas amei inteiro,
mesmo quando meu coração pedia cuidado.


Diga que caminhei devagar pelos afetos,
guardando palavras que só cabiam no olhar,
que sorri para não preocupar quem eu amava,
enquanto por dentro aprendia a não desmoronar.


Morei em sentimentos profundos demais,
entreguei o que eu tinha, mesmo incompleto,
fui casa para quem não sabia ficar,
e partida para quem não soube me escolher.


E se sentirem minha falta algum dia,
não me procurem no que fui de dor,
estarei viva em cada
palavras e amor sincero,
porque amar…
foi sempre o que me salvou.

Avisem a minha amada...


Avisem a minha amada
como quem contempla
o céu ao amanhecer,
pois nela mora a calma do mundo
e o caos bonito que escolhi amar.


Seu sorriso é abrigo
quando tudo pesa,
seu olhar, um convite para ficar.
Entre silêncios e promessas mudas,
meu coração aprende a chamar
seu nome.


Se ela soubesse quantas vezes
vive em meus pensamentos sem pedir licença, veria que meu amor
é casa aberta, onde sempre haverá
luz acesa.


Avisem, sim,
a minha amada, mas saibam:
é comigo que ela habita.
Porque amar é permanecer,
mesmo quando o mundo tenta nos separar.

⁠“Se eu tenho poder e não faço o suficiente, então
a culpa é minha.”

Canção do Exílio


Minha terra mora em ti,
no jeito que teu riso me chama de volta.
Longe de você, tudo é ausência,
até o tempo aprende a doer.


As noites aqui não sabem teu nome,
o vento não traz teu cheiro,
e o coração anda estrangeiro
num lugar que não me reconhece.


Sonho com o dia do retorno,
quando teus braços serão porto
e não haverá mais distância
entre o que sou e o que desejo.


Se amar é exílio, aceito ficar,
desde que teu amor seja morada.
Pois longe de ti não há chão
— há apenas saudade tentando sobreviver.

Se eu fosse jardim,
pediria ao céu só isso:
que fosses meu lírio eterno,
minha flor escolhida.
Porque amar você é florescer por dentro, é entender que o amor também é pureza vivida

Ser amor é minha essência, minha verdade, como o sol que incendeia a manhã e o céu.
Tudo que te dou de mim, sem medo nem freio, faz do mundo e de nós um lugar ardente e inteiro.

Os abrigos da alma


Teu amor é o abrigo que minha alma procurava quando o mundo parecia vento frio em rua vazia.
Em teus braços encontro silêncio que cura, e no teu olhar, uma casa acesa mesmo em noite tardia.


Há tempestades que não assustam mais, porque tua voz é teto firme sobre meus medos.
Teu riso cobre minhas cicatrizes como cobertor antigo,
e teu carinho faz primavera nascer nos meus invernos.


Se um dia o mundo desabar lá fora,
que desabe
— aqui dentro há morada.
Pois teu coração é refúgio eterno no meu, e minha alma escolheu em ti fazer morada.