Voce Acendeu a Luz da minha Vida
E, no fim das contas, de que adiantava ficar reexaminando nossa tristeza o tempo todo? Era como cutucar uma ferida e se recusar a deixá-la sarar. Eu sabia o que tinha vivido. Sabia qual tinha sido meu papel. De que adiantava repassar isso?
Mas eu sabia muito bem que a persona que escolhemos apresentar ao mundo pode ser bem diferente da que existe no íntimo.
A grande diferença entre você e eu é que eu sou mais eu. Sou mais atenta, mais sincera, mais amiga, mais educada, mais presente, eu sou mais eu.
E, em sendo mais eu, não quero mais você.
Não quero migalhas, choro, lamúrias, só não quero mais você. Você que não aprende, não cresce, não anda ao lado, e precisa estar em várias janelas pra se sentir mais você. Você que não se reconstrói, não luta, não se mostra verdadeiramente, não sabe se dar, não sabe amar, não se apega e não é grato. Você que se aproxima só quando precisa e tenta sugar e sugar e explorar. Chega de desculpas esfarrapadas, de mentiras, chega da ilusão de sentimentos, de pensamentos, de mesmice, de pedidos, chega de você.
Sigamos nas nossas vidas, sonhos, ideais, mas em rumos diferentes, cada um rumo ao que se sonha. Eu sonho ser melhor, ser mais, não preciso de você.
O que você sente quando se olha no espelho?
Você gosta do que vê?
Gosta da pessoa que se tornou?
Afinal, você é feliz?
Eu adorei conhecer você.
Você tem mais do amor.
O teu agir tem um toque mágico,
até suas palavras têm sabor.
Que alma doce é igual ao mel.
É um espetáculo sobrenatural,
é coisa lá do céu.
Teu caminhar, o meu caminho.
No escuro não é um brilho...
Mas luz própria da minha Vida.
Contigo não fico perdido em trevas.
Incapaz de perceber a sua forma, eu encontro você ao meu redor. Sua presença enche meus olhos com o seu amor. Isso torna o meu coração modesto, pois você está em todos os lugares.
Vou seguir meu próprio caminho, minha fé perdeu a sua força novamente, e tem sido muito difícil dizer: estamos caindo do abismo novamente.
Preso à minha classe e a algumas roupas,Vou de branco pela rua cinzenta.
Melancolias, mercadorias espreitam-me.
Devo seguir até o enjôo? Posso, sem armas, revoltar-me'?
Olhos sujos no relógio da torre:
Não, o tempo não chegou de completa justiça.
O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera.
O tempo pobre, o poeta pobrefundem-se no mesmo impasse.
Em vão me tento explicar, os muros são surdos.
Sob a pele das palavras há cifras e códigos.
O sol consola os doentes e não os renova.As coisas.
Que tristes são as coisas, consideradas sem ênfase.
Vomitar esse tédio sobre a cidade.
Quarenta anos e nenhum problema resolvido, sequer colocado.
Nenhuma carta escrita nem recebida.
Todos os homens voltam para casa.
Estão menos livres mas levam jornaise soletram o mundo, sabendo que o perdem.
Crimes da terra, como perdoá-los?
Tomei parte em muitos, outros escondi.
Alguns achei belos, foram publicados.
Crimes suaves, que ajudam a viver.
Ração diária de erro, distribuída em casa.
Os ferozes padeiros do mal.Os ferozes leiteiros do mal.
Pôr fogo em tudo, inclusive em mim.
Ao menino de 1918 chamavam anarquista.
Porém meu ódio é o melhor de mim.
Com ele me salvoe dou a poucos uma esperança mínima.
Uma flor nasceu na rua!
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.
Uma flor ainda desbotada
ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios,
garanto que uma flor nasceu.
Sua cor não se percebe.
Suas pétalas não se abrem.
Seu nome não está nos livros.
É feia. Mas é realmente uma flor.
Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde
e lentamente passo a mão nessa forma insegura.
Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se.
Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico.
É feia.
Mas é uma flor.
Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.
Minha pátria é a língua portuguesa.
Nota: Trecho do "Livro do Desassossego por Bernardo Soares" (heterônimo de Fernando Pessoa). Link
...MaisA minha Casa é guardiã do meu corpo
E protetora de todas minhas ardências.
E transmuta em palavra
Paixão e veemência
E minha boca se faz fonte de prata
Ainda que eu grite à Casa que só existo
Para sorver a água da tua boca.
A minha Casa, Dionísio, te lamenta
E manda que eu te pergunte assim de frente:
A uma mulher que canta ensolarada
E que é sonora, múltipla, argonauta
Por que recusas amor e permanência?
Ultimamente ando sendo uma mulher de poucas palavras e muitos sentimentos. Por mais que minha boca permaneça muda, meu coração insiste em gritar.
Não costumo chamar a atenção por onde passo. Numa multidão, dificilmente notarão minha presença. Não sou muito conhecida, a verdade é que não estou nem perto de me tornar uma garota popular. Não sei me socializar muito bem com as pessoas. A maior parte do tempo, eu o passo sozinha, imaginando coisas mirabolantes. Coisas que só seriam capazes de acontecer neste pequeno mundo que é meu cérebro. Não tenho uma beleza que se destaca, meu olhar não irá conquistar ninguém e duvido que alguém ainda pense no meu sorriso. Sinto medo de algumas pessoas e do que elas são capazes de fazer. Algumas pessoas não medem esforços para conseguir aquilo que querem e para isso são capazes de passar por cima de qualquer um, não importa o quanto isso custe. Acho que talvez seja por isso que sou uma boa pessoa, pois eu me importo, e muito, com as outras. Eu tenho um coração, sabe?
Faça-se a dura vontade do que habita meu peito: Vem, Jonathan, traz flores pra minha mãe e um par de algemas pra mim.
Ontem ri tanto no jantar, tanto que quase fui feliz de novo. Mas aí lembrei, no meio da minha gargalhada, como eu queria contar essa história para você. E fiquei triste de novo.
Realidade
Em ti o meu olhar fez-se alvorada
E a minha voz fez-se gorgeio de ninho...
E a minha rubra boca apaixonada
Teve a frescura pálida do linho...
Embriagou-me o teu beijo como um vinho
Fulvo de Espanha, em taça cinzelada...
E a minha cabeleireira desatada
Pôs a teus pés a sombra dum caminho...
Minhas pálpebras são cor de verbena,
Eu tenho os olhos garços, sou morena,
E para te encontrar foi que eu nasci...
Tens sido vida fora o meu desejo
E agora, que te falo, que te vejo,
Não sei se te encontrei... se te perdi...
Não vou sujar as minhas mãos tentando tirar sua máscara porque minha única certeza é: máscaras sempre caem sem a ajuda de ninguém.
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