Voce Acendeu a Luz da minha Vida
Cordel minha terra.
Eu sou filho do mato
Da terra da cultura
E quem não a entende
Sem ter desenvoltura
E fala do nordeste
Nem sabe da fartura
Lembra de pouca chuva
Poeira, chão rachado,
Mandacaru e palma
(Coroa de frade) espinhado
Caatinga, capoeira
(Unha de gato) estirado
Se chove o ano todo
Estrada é agonia
Buraco em buraco
E todo carro chia
Vamos falar do tempo
Tudo logo esfria
Mas assim é que é bom
Neblina no distrito
Nem dá pra ver escola
Fica logo aflito
As crianças na chuva
De bota faz bonito
Já vi frio de quatorze
Sensação térmica 8
Tem quem acha, é quente
Vigi, povo afoito
Tem aquele que treme
Só levanta no açoito.
De touca na cabeça
Cachecol no pescoço
Doze meses tem o ano
E vale o esforço
Um quarto é de sol
Chuva no resto moço
Já consegue decifrar
Com quê foi revelado
Nada é melindroso
Não está disfarçado
Pra não ficar nervoso
Já volto arretado.
Toda vez que vejo o céu repleto de estrelas cintilantes, fico pensando: qual delas será minha próxima morada? A pergunta já é convicção que terei a resposta e, desde já, fico feliz!
"Quando chegar no esgotamento total não vire refém de seus pensamentos, somente saia, ande um pouco sem rumo, cante, corra, e no fim sente em um local tranquilo, sinta o ar, a brisa e fale com Deus e deixe que ele te toque, te conforte e acolha você, deixe que ele enxugue suas lágrimas e ouvirás: Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça". Isaías 41:10"
Deus não falha!
A cigana leu a minha mão...
Como será o amanhã!? Fico aqui a me descabelar... tentando adivinhar... o que está a me esperar na próxima curva do caminho – e, se não me engano, não estou sozinha nessa história de antecipar... e... pior... normalmente, antecipamos o mal.... eita que somos uns negativistas de plantão... ou não?
"Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? ou: Com que nos vestiremos? ... não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal." Este texto está lá em Mateus no capítulo 6, no versículo 31... e foi Jesus quem falou... e ele disse mais uma porção de coisa... olha lá que você fica sabendo tudinho.
E a oração que Jesus nos ensinou - que eu sei... você sabe de cor... 'o pão nosso de cada dia nos dai hoje [...]'. Ele não falou o pão da semana que vem... do ano que vem... da aposentadoria... Jesus estava se referindo ao hoje... ao agora, ao agorinha mesmo...
E há mais... há a parte que Ele fala da erva do campo - que Deus veste maravilhosamente bem... sem que elas façam coisita nenhuma...
O que me levou a escrever este post? Esta foto aí... a florzinha amarela... é do meu microjardim... é linda, não é? Pois é... ela aparece de manhãzinha e puf à tardinha... acaba - no dia seguinte aparece outra... e outra... mas cada uma delas dura menos de 12 horas... e olha que supermaravilhosa que é...
Pois é! Entendeu, não é!? Basta a cada dia os seus problemas... que juntos trarão a solução... ou não? Tá bom... ela pode demorar um pouquinho pra aparecer, mas sempre aparece... não dá o cano, não ;)
Que cigana que nada !! ;)
A minha fé
Estou com saudades dos dias de sol...
Estou com saudades do agora que trazia um depois com gosto de mel...
Estou com saudades do seu jeito contente...
Estou com saudades de respirar sem medo do ar que iria sorver...
Estou com saudades de andar por aí e tranquilamente pelo mundo me perder.
Estou com saudades da intensidade da vida.
Estou com saudades de não sentir ansiedade.
Estou com saudades daquele tempo das laranjeiras.
Estou com saudades do cheiro do café.
Estou com saudades do tempo em que o que mais me movia e me mantinha em pé era a minha fé.
Estou com saudades dos tempos em que não sentia saudades...
Estava tudo no lugar certo.
Estávamos todos tão pertos.
O amanhã sempre parecia tão certo.
Só não solte a minha mão
Todos os obstáculos,
montanhas, desertos,
mares sem portos
caminhos insólitos,
becos sem saída...
as mais íngremes subidas...
trilhas abandonadas,
caminhos que levam a nada,
rios caudalosos,
curvas sinuosas
descidas perigosas...
Só não solte minha mão,
não vou deixar você perder a razão...
Todos os obstáculos,
cordilheiras, colinas, desertos – ninguém por perto... areia a tudo nublar...
costas sem portos para aporta, um lugar de chegada encontrar.
caminhos insuetos,
travessas sem saída... nem tente atravessar, você só terá a opção e volta voltar...
as mais abruptas subidas...
trilhas abandonadas, que não servem pra guiar mais nada...
caminhos que levam a coisa nenhuma,
rios caudalosos,
curvas tortuosas
descidas perigosas...
Só não solte minha mão,
não vou deixar você perder a razão.
Guio-te com o coração.
Te amarei
Falha a minha voz.
Fraqueja meu passo.
Da dança não sei mais o passo.
Olhos marejados.
O sol que não brilha mais.
Que falta você me faz.
Volta.
Esquece o mal que causei.
Lembra que sempre falei: não importa o que acontecer… sempre te amarei.
Minha prece
Os morros lá longe
na escuridão da noite que desce…
desaparecem.
Tudo, há pouco, era tão verdinho.
Aos poucos, tudo em cinza se transforma.
Tudo parece mudar sua forma.
Chuva fininha que do céu desce.
Anoitece.
Tudo umedece.
Pelo mundo todo faço minha prece.
Um novo dia – muita paz, saúde e alegria.
Um futuro sem medos.
Vidas sem desassossego.
Um mundo que não mais adoece.
Faço, por todos, minha prece.
Sombra
A sombra que me acompanha.
Às vezes à minha frente está...
Antes do que eu, quer a qualquer lugar chegar.
A sombra que me acompanha
Às vezes atrás de mim está
Chega sempre depois de mim onde estou a chegar.
Se eu corro
Minha sombra corre também.
Se devagar estou a caminhar...
Minha sombra em passos lentos a me acompanhar.
Às vezes ela se apaga... sem nem mesmo querer... sem nem mesmo me dizer.
Noutras... nem o vento mais forte consegue fazê-la desaparecer.
Sombra sombria.
Sombra na alegria.
Sombra nos momentos de dor...
E, como não poderia deixar de ser...
também sombra nos momentos de amor.
Olhando de retrospectiva, tudo fica mais fácil de resolver: por que disse sim? Por que disse não? Por que isso? Por que aquilo? Olhando daqui não teria feito nenhuma escolha trocada, errada?
Retrospectiva. Ficar remoendo, no baú das memórias remexendo? Que nada... olhe para frente, siga somente em frente, será igual ou diferente. Que diferença faz se você olhar para trás? O que passou, passou. Águas passadas não movem moinhos.
Passado. Claro, nunca deixará de existir no rolo de filme da história do Universo. Está lá, você e eu, em prosa e em verso. Está lá em um lugar que só com a memória a gente consegue alcançar. O que está feito, está feito, não dá para mudar.
Cena um quinquilhão e alguma coisa: nossa história... que hoje é só memória... mas foi a nossa história - você e eu aconteceu... e isso também ninguém pode mudar, nem apagar, nem trocar de lugar...
Presente: muito obrigada por ter se feito tão presente, por ter me feito sentir tão diferente... tão gente... muito obrigada por ter comigo compartilhado... contracenado nas cenas boas, nas ruins segurado-me em seus braços... muito obrigada pelos muitos abraços.. pelos sorrisos, pelas gargalhadas altas madrugadas... pelos banhos de chuva... pelas flores... pela estrada... encantada.
Se eu mudaria algo do que entre nós aconteceu? Nenhuma vírgula - curti cada momento, compartilhei e comentei... você e eu... 'que seja esterno enquanto dure', já dizia o poeta.
A minha sombra...
sempre comigo tão solitária...
indiscreta... em alerta...
sombra sombria em dias frios...
desaparece, aparece quando menos se espera...
solidária
silenciosa
a mim mesma reproduz
sempre que aparece uma luz.
Corre na chuva
não se molha...
pra trás nunca olha...
não há chuva que a apague,
não a vento que a leve...
não há tempo que a mude
não há lama que a suje...
Minha sombra aventureira, eterna companheira
me acompanha noite e dia...
tão arteira...
tão verdadeira.
Sobre dor
Em alguns dias dói.
Noutros dói mais do que doía.
A dor do presente é mais profunda do que a dor antiga.
Ó vento, cala-te um pouco.
Me deixas louco.
Preciso ficar aqui solitário.
O mar está se tornando cada vez mais cinza.
A felicidade é um bem retardatário.
E eu não sei mais o que fazer.
Pra daquele amor esquecer.
Ó mar salgado... minhas lágrimas te salgam mais...
Meu choro talvez fizesse minha amada voltar atrás.
É só daquele abraço que preciso.
A razão de meu amor...
Por que tardas em voltar?
Não voltarás.
Essa é a verdade.
Eu... eu que fique pura saudades.
Dor ingrata dor...
Segues comigo aonde eu for.
Escancaras tua crueza, tua dureza...
Tua indelével sutileza.
Não me deixas nem ao menos me enganar.
Minha amada não vai voltar.
Ó vento, acabe com esse tormento... pare de ventar.
Ó mar... pare de marear.
Dor, ó dor... pare!
Eu só desejo me enganar.
Me embriago, me perco na embriaguez, me Tomo e bebo, na gana dessa minha pequenez; vivo marimbondo no fim desse mundo, largado e jogado embriagado quase todas às vezes, sendo tarde ou noitinha, embriago-me quase todas às vezes.
Prometeu nunca soltar minha mão...
Mas soltou quando me deixou sozinha para apreciar outro sorriso e amar outro corpo
Soltou quando devia estar comigo mas estava curtindo outra cama...
Soltou enquanto eu estava te cuidando e você me enganando.
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